Harry ainda era inexperiente e já estava se habituando com seus descontroles de vez em quando, mas, por que tinha que acontecer justo agora? Elena sussurra algo para o motorista e o ônibus logo começa a se mover, ele pensa em segui-la, porém, a última imagem que tivera dela o paralisara completamente: lágrimas rolando de seus olhos e uma expressão de decepção, de uma completa decepção em seu belo rosto...
O resto daquela noite pareceu se arrastar de maneira dolorosa, ele a havia feito chorar e seu lobo interior não conseguia se perdoar. Harry apanha seu carro na casa da aniversariante, evitando ser visto por qualquer um de seus amigos e afunda o pé no acelerador de volta para casa. Entretanto, no meio do trajeto, a lua reapareceu no céu, cintilando belamente e o obrigando a descer do veículo para se transformar.
Quando finalmente estava aceitando ser um lobo e um lobisomem, que estava feliz com todas as coisas que lhe aconteciam, as forças da natureza pareciam ter se juntado contra ele. Por que com ela? Por que justo com Elena? Ela havia se tornado o seu ar, a sua vida, o motivo de acordar todas as manhãs e, agora, o mestiço sentia que a estava perdendo.
Harry, finalmente apareceu, por onde andou? – pensa Leah ao ver o lobisomem cinzento.
A fera se aproxima da loba quileute e do lupino negro, com orelhas baixas, e se lança ao chão, choramingando como um filhote perdido. Leah não sabia o que se passava com ele, mas o lobisomem negro pareceu entendê-lo muito bem, mesmo em sua irracionalidade, levantando o focinho e uivando para a lua com uma tonalidade triste e melancólica, fazendo a fera cinzenta se levantar e repetir o seu gesto.
Já de manhã, apesar de cansado e sonolento pela longa noite de transformações, Harry decide ir à escola, pois necessitava ardentemente conversar com Elena. Ele apanha algumas roupas em casa e sai antes que os pais descobrissem seu objetivo e tentassem pará-lo, correndo até o seu carro, seja lá onde estivesse.
O tempo agora parecia ser o seu inimigo, visto que o carro estava distante e as aulas provavelmente já teriam começado quando conseguisse alcançar o veículo. Contudo, quando o alcança e gira a chave na ignição, o lobo corre em direção à escola torcendo para que nenhum policial o parasse pelo excesso de velocidade, estacionando o carro de qualquer maneira assim que alcança o seu objetivo.
― Não precisa me procurar, eu estou aqui! – diz Elena com voz firme, impedindo-o de sair dali.
Harry corre em sua direção ansiando abraçá-la, mas ela recua alguns passos, fugindo de seus braços, deixando a sensação de distância aumentar no peito do mestiço. O que estaria acontecendo?
― O que você é? – pergunta num sussurro, não demonstrando nada além de seriedade.
― Eu posso explicar, só...
― O que você é? – insisti num tom mais alto.
― Não é muito fácil de acreditar.
― Responda! – grita com um pouco de raiva.
― Um lobisomem, eu sou um lobisomem.
Elena leva as mãos à cabeça, soltando um grito angustiado e deixando que sua raiva se esvaísse como uma cachoeira de seus olhos. De todas as respostas possíveis e imagináveis, aquela era a única que ela não desejava ouvir.
― Elena, por favor, me ouça! – pede angustiado.
― Por que não me contou antes? Por que me escondeu?
― Não é algo fácil de contar para um humano – defende-se.
― Mas você não tem a tatuagem! – Chora. – Você não tem a maldita tatuagem da matilha!
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Leah 2
Fanfiction"O mais novo alfa dos filhos da Lua estava ali em seus braços, meio quileute e meio cherokee, meio metamorfo e meio lobisomem; uma criança rara, belíssima, valiosa e, o mais importante de tudo, o seu filho!" (Fanfic Leah) Com a partida dos Cullens...
