•Capitulo 31•

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Meus olhos se dilatam ao escutar o que ele acabou de dizer.

—Nesse jogo... De Copas... Tínhamos que jogar esconde-esconde.— Arisu começa a falar. — Porém, ao invés de apenas um jogador ter que procurar pelos outros, todos os outros teriam que procurar por um jogador. Esse único jogador ficaria com o papel do "lobo" e todos os outros seriam as "ovelhas". Caso uma das ovelhas encontrasse o lobo e o fizesse olhar em seus olhos, era feita uma troca de papéis.— Arisu suspira e se cala por um momento.— Eu fui o último a ser o lobo.

Não digo nada. Apenas o observo com atenção.

— Pensei que conseguiria salvar-los, mesmo agindo sozinho. Mas... Tudo que fiz... Foi agir como um egoísta.— Seus olhos encaram o chão e seus punhos se cerram.

—Arisu.— O chamo.— Não cheguei a conhecer totalmente os seus amigos e nem você, mas... Sei que vc não quis ser e não é egoísta. Você não tinha escolha. Mesmo que queria tanto salvá-los só um deles seria salvo.— Digo.

—Que fosse um deles então!— Ele finalmente me encara. Vejo a amargura em seus olhos.— Eu não merecia sair vivo daquele jogo. Não só porque agi como agi, mas porque eu não tenho um propósito pra viver. O Chōta e o Karube eram os únicos que me faziam me sentir... vivo. E tudo que eu trouxe à eles foi a morte.— Seus olhos ficam marejados e seus punhos permanecem cerrados.— Eu não tenho propósito pra continuar vivendo, S/n.

Solto um rápido suspiro ao desviar meus olhos dele para observar a vista a minha frente.

— Bom, na verdade... Você tem.— Viro o rosto para encará-lo novamente.— Viva por eles, Arisu.

No mesmo instante, percebo a expressão de Arisu mudar, como se ele se lembrasse de algo que estivesse desaparecendo de sua mente. De algo que ele realmente estava se esquecendo, mas que agora precisava se lembrar.

Viro meu corpo totalmente em sua direção, o encarando séria.

—Se não pode continuar vivendo por si mesmo, viva por eles. Esse é o seu propósito. É isso que eu acredito ser o que Karube e o Chōta desejariam a você, Arisu.

Percebo seus punhos finalmente relaxarem. Dou de ombros, indo embora.

—S/n!

Viro apenas o rosto para encará-lo.

—Obrigado... Por me lembrar disso.— O moreno diz e então vira seu corpo em minha direção.— Quanto ao plano do Chishiya, eu não sei se vai realmente funcionar, mas... Caso funcione, agora eu sei o que vem depois.

Assinto levemente com a cabeça antes de deixá-lo sozinho.

***
Ao adentrar meu quarto, fecho a porta e vou em direção o banheiro. Me posiciono a frente do espelho e encaro a faixa branca cobrir meu braço ferido por completo.

Acho que está na hora de trocar esses curativos.

Tiro a roupa que vestia e então vou tomar um banho. Inconsequentemente, a água quente caindo sobre meus ombros e descendo por minhas costas me faz lembrar do que aconteceu mais cedo. Com Niragi. Do seu toque... Do seu beijo... Dos seus olhos me devorando...

Como fomos acabar assim?

Termino o banho, me seco e então visto outro biquíni Juntamente de um short. Um azul Marinho dessa vez.
Vou em direção a porta e ao segurar a maçaneta, olho na direção das janelas e vendo que já anoiteceu, percebo que até agora Niragi não voltou.

Pelo visto ele e a milícia devem estar bem ocupados.

Abro a porta e para minha surpresa encontro Usado parada ali. Sua mão fechada na altura do rosto, prestes a bater na porta.

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⏰ Última atualização: Feb 22 ⏰

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𝑺𝒆𝒎𝒑𝒓𝒆 𝑺𝒐𝒖𝒃𝒆 𝑸𝒖𝒆 𝑬́ 𝑽𝒐𝒄𝒆̂... (♤♢𝑵𝒊𝒓𝒂𝒈𝒊 & 𝑺/𝒏♡♧) Histórias para pegar e não largar. Descubra agora