Meta :17
Violetta✨🎹
O corredor do hospital está demasiado branco, demasiado limpo para o que sinto por dentro.
Saio do quarto da Lu com o coração apertado, mas com a certeza de uma coisa: ela não está confusa. Está decidida.
E isso assusta toda a gente.
Vejo o Frederico encostado à parede, de braços cruzados, o olhar perdido num ponto qualquer. Quando me vê, endireita-se.
- Ela quer falar contigo — digo apenas.
Ele assente e entra no quarto.
Eu fico ali, a alguns metros de distância. Não quero ouvir... mas ouço.
Ludmila🌟💫
- Lu... — a voz dele sai mais baixa do que o normal. - Estás melhor?
- Não é disso que precisamos de falar — respondo , direta, sem rodeios.
Há um silêncio curto. Pesado.
- Eu vou abortar, Fede.
Ele fica imóvel.
- O quê...? — engole em seco. — Não podes dizer isso assim.
- Posso, porque é a verdade. — a minha voz não treme.- A decisão está tomada.
- Mas... nós nem falámos a sério sobre isto. Há opções, Lu. Nós somos dois. Isto não é só teu.
- É o meu corpo. E é a minha vida que vai mudar para sempre.
- Eu posso estar contigo. Nós podemos aprender juntos.
Solto um riso amargo.
- Tu queres aprender. Eu não quero ser mãe. Não agora. Talvez nunca. E isso não faz de mim um monstro.
- Faz-me sentir excluído — ele responde, a voz finalmente a quebrar. — Como se eu não importasse.
- Importas. — olho-o nos olhos. — Mas não acima de mim.
Ele passa a mão pelo cabelo, nervoso.
- Eu sempre quis uma família, Ludmila.
- E eu sempre quis escolher quem sou. —digo-lhe - Se me amas, não me peças para ser alguém que não sou.
O silêncio volta a cair.
- E se eu não conseguir aceitar isso? — pergunta ele, quase num sussurro.
- Então eu vou compreender. Mas não vou mudar de ideias para te prender.
Estava á espera que ele debatesse
mas não
Ele sai do quarto sem dizer mais nada.
Violetta✨🎹
O Frederico passa por mim sem me olhar.
Os olhos dele estão vermelhos, mas vazios.
E eu percebo: há dores que não gritam.
Entro no quarto da Lu devagar. Ela está sentada na cama, a olhar para as mãos.
- Ele sabe — digo.
- Eu sei.
Sento-me ao lado dela.
- A decisão está mesmo tomada?
Ela assente.
- Não é medo, Vilu. É consciência. Eu sei o que consigo dar... e o que não consigo.
Seguro-lhe a mão.
- Eu respeito-te. — digo com firmeza. — E vou defender-te até ao fim. Porque só tu sabes o que sentes. E porque o corpo é teu. Sempre foi.
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Leonetta(uma Nova Vida)
FanfictionComo é que será que continuou a vida após o espetáculo final? Será que todos serão felizes para sempre, realizarão os seus sonhos e criarão a família que desejam? Ou será que existirão obstáculos no caminho que os levarão para decisões que não estav...
