𝗗𝗔𝗥𝗞 𝗥𝗢𝗠𝗔𝗡𝗖𝗘 (+𝟭𝟴)
Verena Price era uma aluna quieta e exemplar, com poucos amigos, entretanto, ela sempre esteve de olho em um veterano, três anos mais velho do que ela, ele era um jogador de basquete, conhecido por sua habilidade e be...
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Querido, eu quero te tocar
Quero respirar você
Olha, eu tenho que te caçar
Tenho que te levar para o meu inferno
Eu vou rasgar sua alma
Desejo, estou com fome
Espero que você me alimente
Desire – MEG MYERS
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O suor desce por minhas costas e nuca e prefiro dizer que é pelo calor dentro do carro que aumenta a cada segundo que ficamos corpo contra corpo. Os olhos dele me engolem viva com uma faísca selvagem.
O couro macio do carro incomoda minha pele, e sinto o calor dentro de mim, exalando pelos quatro ventos quando Zaiden me empurra para trás, me deitando no banco e ficando em cima de mim. Agora consigo ver de perto as tatuagens em seu braço.
— Você realmente sabe me provocar, Corvita. — Uma mão se posiciona ao lado da minha cabeça para servir de apoio, a outra perdida ou longe do meu corpo. — Eu devia saber que você faria isso.
— Você tem uma mania insuportável de pensar que me conhece.
A covinha marca sua bochecha esquerda ao sorrir. Zaiden é, de longe, a imagem mais bonita que já vi na vida.
Eu o odeio, eu o odeio, eu o odeio por ser estupidamente irresistível.
— Mas eu te conheço, melhor que ninguém, até — Finalmente sinto a mão livre dele. Em meu braço.
Na verdade, só a ponta de um dedo, deslizando dolorosamente lento. Reviro os olhos. Zaiden voltou a ser ele mesmo, presunçoso. Ou nunca deixou de ser.
— Não me surpreendo. — Sua boca se abre para dar uma resposta esperta, mas o interrompo. — Você nunca teve cara de ser minimamente sincero.
Suavemente, ele afasta os cachos do meu rosto, com ternura em seu toque fantasma, que mal o sinto. Sua risada curta saiu baixa e rouca, no entanto, não tinha nenhum tom debochado ou irônico.
— Assim você me ofende, querida — Dois dedos brincam com as pontas do meu cabelo. — Nunca fui de ser honesto com ninguém. Mas com você eu sou. Eu posso ser.
Arqueio uma sobrancelha, não acreditando por nem um segundo em suas palavras.