27. | Sin

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Querido, eu quero te tocar

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Querido, eu quero te tocar

Quero respirar você

Olha, eu tenho que te caçar

Tenho que te levar para o meu inferno

Eu vou rasgar sua alma

Desejo, estou com fome

Espero que você me alimente

Desire – MEG MYERS

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O suor desce por minhas costas e nuca e prefiro dizer que é pelo calor dentro do carro que aumenta a cada segundo que ficamos corpo contra corpo. Os olhos dele me engolem viva com uma faísca selvagem.

O couro macio do carro incomoda minha pele, e sinto o calor dentro de mim, exalando pelos quatro ventos quando Zaiden me empurra para trás, me deitando no banco e ficando em cima de mim. Agora consigo ver de perto as tatuagens em seu braço.

— Você realmente sabe me provocar, Corvita. — Uma mão se posiciona ao lado da minha cabeça para servir de apoio, a outra perdida ou longe do meu corpo. — Eu devia saber que você faria isso.

— Você tem uma mania insuportável de pensar que me conhece.

A covinha marca sua bochecha esquerda ao sorrir.
Zaiden é, de longe, a imagem mais bonita que já vi na vida.

Eu o odeio, eu o odeio, eu o odeio por ser estupidamente irresistível.

— Mas eu te conheço, melhor que ninguém, até — Finalmente sinto a mão livre dele. Em meu braço.

Na verdade, só a ponta de um dedo, deslizando dolorosamente lento. Reviro os olhos. Zaiden voltou a ser ele mesmo, presunçoso. Ou nunca deixou de ser.

— Não me surpreendo. — Sua boca se abre para dar uma resposta esperta, mas o interrompo. — Você nunca teve cara de ser minimamente sincero.

Suavemente, ele afasta os cachos do meu rosto, com ternura em seu toque fantasma, que mal o sinto. Sua risada curta saiu baixa e rouca, no entanto, não tinha nenhum tom debochado ou irônico.

— Assim você me ofende, querida — Dois dedos brincam com as pontas do meu cabelo. — Nunca fui de ser honesto com ninguém. Mas com você eu sou. Eu posso ser.

Arqueio uma sobrancelha, não acreditando por nem um segundo em suas palavras.

— Não foi nem mesmo com a Kasia? — Retruco.

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