Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Alguns meses haviam se passado desde aquele primeiro encontro na Allianz Arena. O que começou com um olhar curioso e uma conversa perto da janela virou algo bonito e genuíno. Mensagens diárias, chamadas de vídeo tarde da noite e alguns fins de semana roubados em Munique ou Londres transformaram Michael Olise e Sn em um casal.
Michael, se encantava cada vez mais com a energia brasileira de Sn. Ela, por sua vez, se derretia com a calma dele, o jeito atento de ouvir e o sorriso discreto que aparecia quando falava sobre futebol ou família.
Então, quando Sn comentou que iria ao Brasil passar o Natal e o Ano Novo com a família, Michael não hesitou:
Michael: Quero ir com você. Quero conhecer de onde você veio. Quero ver o Brasil pelos seus olhos.
E assim, no final de dezembro, eles desembarcaram juntos em São Paulo. Michael usava boné e óculos escuros para disfarçar um pouco, mas o sotaque inglês misturado com francês ainda chamava atenção. Sn ria toda vez que alguém o olhava duas vezes.
A família dela os recebeu com o calor típico brasileiro. A mãe de Sn preparou uma feijoada completa no primeiro dia, mesmo com o calor de 32°C. Michael, que nunca tinha provado nada parecido, comeu com curiosidade e depois repetiu duas vezes.
Michael: Isso é perigoso… - disse ele, rindo, enquanto limpava o suor da testa. - Vou precisar de uns treinos extras quando voltar pra Munique.
Sn traduzia tudo, rindo das expressões dele. Ele tentava repetir palavras em português: “obrigado”, “delicioso”, “calor pra caramba”. A família adorou o esforço.
O pai dela até o chamou para uma pelada improvisada no quintal com os primos, mas Michael só observou, protegendo o pé esquerdo mágico que fazia mágica no Bayern.
Nos dias seguintes, Sn mostrou a ele o Brasil real, longe dos cartões-postais turísticos.
Eles passaram um dia em uma praia tranquila no litoral de São Paulo. Caminharam de mãos dadas pela orla, o mar batendo nos pés. Ele parou, puxou-a para perto e deu um beijo suave, salgado pelo ar do mar.
Michael: Aqui é tão… vivo - murmurou ele contra os lábios dela. - Em Munique tudo é organizado, frio. Aqui parece que o mundo respira mais forte.
Sn sorriu, encostando a testa na dele.
Sn: E você? Não tá com saudade do gramado da Allianz?
Michael: Um pouco - confessou ele, passando os dedos pelos cabelos dela. - Mas tô curtindo mais isso aqui. Conhecer sua família, sua comida, seu jeito de rir quando tá nervosa… tô colecionando mais uma raiz. Agora também tenho um pedacinho do Brasil.
Eles passaram o Réveillon em uma casa na praia alugada com alguns amigos e familiares. Fogos de artifício coloriam o céu, o som de música brasileira ecoava por toda parte. Michael dançou uma música animada que Sn ensinou. No meio da contagem regressiva, ele a puxou pela cintura e sussurrou no ouvido dela:
Michael: Feliz Ano Novo, meu amor. Obrigado por me trazer pra cá.
O beijo que veio em seguida foi longo, doce e cheio de promessas.
No meio da viagem, eles foram para o Rio de Janeiro por alguns dias. Subiram o Pão de Açúcar de mãos dadas, admirando a vista da cidade. Michael, sempre observador, ficou impressionado com o contraste: a beleza natural misturada com a energia caótica.
Sentados no alto, com o vento bagunçando os cabelos dele, Michael ficou sério por um momento.
Michael: Sabe o que eu mais gosto em você? - perguntou ele, olhando para o horizonte. - Você me faz sentir em casa em qualquer lugar. Eu carrego pedaços de quatro países, mas com você… parece que consigo juntar tudo sem esforço.
Sn encostou a cabeça no ombro dele.
Sn: E você me faz sentir vista de verdade. Não só como a brasileira que mora na Alemanha, mas como eu sou.
Eles voltaram para São Paulo para o final da viagem. Uma noite, na varanda da casa da família, com o céu estrelado e o som distante de uma festa no bairro, Michael a abraçou por trás, o queixo apoiado na cabeça dela.
Michael: Quando a gente voltar pra Munique, quero que você venha mais vezes pro meu apartamento. Quero cozinhar algo nigeriano pra você. E quero que você me ensine mais português… porque eu pretendo voltar aqui muitas vezes.
Sn virou-se nos braços dele, sorrindo.
Sn: E eu quero te ver jogar ao vivo na Allianz. Com a camisa 17 voando pelo lado direito.
Ele riu baixinho e a beijou, um beijo mais profundo dessa vez, cheio de todo o carinho que havia crescido entre eles.
A viagem terminou com promessas silenciosas. Michael voltou para a Alemanha com uma mala cheia de presentes e o coração ainda mais cheio. Sn voltou com a certeza de que tinha encontrado alguém que não só entendia suas raízes, mas queria fazer parte delas.
Meses depois, quando Michael marcava um gol bonito pelo Bayern, ele celebrava olhando para a câmera como se dissesse “isso é pra você”. E quando Sn assistia aos jogos de casa ou da arquibancada, ela sorria sabendo que, entre tantos países e culturas, eles haviam encontrado um lugar só deles.
Um amor construído com conversas longas, risadas, comidas novas e a vontade genuína de conhecer o mundo do outro.
E o melhor: ainda tinha muito mais para descobrir.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Acho que esse é o ultimo, nem lembro vou olhar certinho se não tem mas pedidokkk.