When we first dropped our bags on apartment floors
( Quando colocamos nossas malas pela primeira vez no chão do apartamento)
Took our broken hearts, put them in a drawer
( Pegamos nossos corações partidos e colocamos em uma gaveta)
Everybody here was someone else before
( Todo mundo aqui era outra pessoa antes)
And you can want who you want
( E você pode querer ser outra pessoa)
" Chegamos!" meu pai anuncia, assim que atravessamos no portão de entrada do campus. Olhando através da janela de vidro do carro, tudo é muito mais lindo e surpreendente do que as imagens que eles disponibilizaram na internet.
As fotos que minha mãe e eu vimos online nos deram uma exelente visão do lugar, mas olhando agora, ao vivo e a cores realmente é mais do que imaginei.
A arquitetura meio antiga é encantadora.
Quanto mais perto chegamos, mais o frio na barriga que vinha sentindo durante o trajeto se intensifica. Minha mãe se encanta olhando para todos os lados ao redor do pequeno carro de meu pai. Meu irmão só sabia babar pelas garotas que desfilavam por ali, algumas estavam em grupo outras sozinhas com seus braços com cadernos e livros e tão bem vestidas que parecia desfile.
O taxista muito educado ajudou-me a levar as malas até o meu alojamento. Fico grata por está me socorrendo, imaginava como eu levaria três enormes malas até lá dentro.
Após passarmos a entrada, por entre várias portas e um longo caminho, chegamos no centro do campus onde - pelo o que estou vendo - tudo acontece.
Vejo pais ajudando seus filhos a instalarem-se , alguns estão despedindo-se,e outros com a camisa da Universidade sentados no gramado com as pernas esticadas e cruzadas conversando entre si.
O campus é surpreendentemente grande, espero me acostumar logo para não me perder.
Logo mais a frente vejo variadas mesas enfileiradas em baixo de algumas árvore, bem em frente a um prédio que presumo ser da diretoria onde há dezenas de estudantes ao redor delas.
Um garoto vestido dos pés a cabeça com a roupa do campus passa à minha frente, olhos azuis e uma boca rosada, está sorrindo. Está sorrindo para mim? Eu retribuir o sorriso para ele, que acabou piscando em retribuição. Agora, ele deu uma piscadela? Para mim? Acho que vou ter que me acostumar com isso.
Olhando melhor, percebo que está com um cigarro em uma das mãos e na outra revirando um isqueiro. E sei que irei ver muito disso por aqui.
O velho taxista ainda insiste em me acompanhar até me informar o meu caminho.
Me aproximando, percebo que as mesas estão por ordem alfabética - quanta organização, já me sinto em casa. A mesa com a letra T deve ser uma das últimas. Procuro por ela e logo vejo-a. Estão R-S-T e sigo em direção.
" Olá, Bem Vinda a Columbia!" , diz a mocinha atrás da mesinha toda sorriso e simpática. Gostei dela. Será que todos as pessoas são assim por aqui? Espero.
Retribuo o sorriso e digo: " Obrigada, queria saber sobre o alojamento?" .
" Ah, claro. Seu nome por favor?" pergunta ainda sorrindo e piscando algumas vezes por conta do vento. Tiro umas mexas de cabelo do meu rosto e a respondo: " Taylor Alison Swift" .
" OK " e pega uma gigante pasta com a letra T estampada na capa. Depois de vasculhar na grande pasta ela diz: " tudo bem, tudo bem. Você está no pavilhão C . Quarto C53." A garota solta uma risadinha e completa " você está no mesmo quarto que minha irmãzinha, com certeza farão amizade logo, acho, já que gostam de música " indicando com a cabeça para o violão encapado na minha mão.
" Assine na linha pontilhada... e aqui está sua chave." faço o que ela diz e pego a chave animada mas meio confusa pelo o que disse.
Sigo até o prédio com o taxista ainda me acompanhando.
O edifício deve ser um dos maiores, é largo e comprido. Tem a impressão de que foi reformado, a luz do sol refletida na tintura da parede parece brilhando.
Daqui em diante estou sozinha, paguei o homem do táxi que se foi e sigo subindo e descendo as escadas para levar as malas ate o andar do meu quarto. Caminhando o longo e largo corredor a procura do C53 . No meio do caminho, o encontro e enfio a chave na fechadura da porta de madeira com verniz que abre sem nenhuma dificuldade e com um barulho estranho.
O quarto parece ser confortável não muito pequeno, as paredes pintadas de branco, há duas minúsculas camas com escrivaninha embutida, uma janela no meio delas, um ar condicionado embaixo e mini tv's. Entrando reparo em ambos os lados que tem armários no canto do quarto.
Percebo que não estou sozinha no pequeno dormitório, há uma garota de longos cabelos negros deitada em uma das camas vendo tv.
A garota me ver parada na porta, levanta e vem ao meu encontro.
" Olá " , ela diz abrindo um sorriso acolhedor para minha surpresa. " Eu sou a Selena, deixa eu te ajudar com isso" diz pegando as duas atrás de mim.
" Obrigada, eu sou a Taylor", digo agradecida e meio nervosa. Ainda não estou acostumada com as pessoas serem gentis comigo, depois de muito tempo vendo elas me esnobarem e me chamando de estranha, está na hora das coisas serem diferente.
Nunca fui de ter muitos amigos, ou ser a garota popular do colégio, as garotas me rejeitavam por não ser iguais a elas e não gostar das mesmas coisas. Por isso me zuavam, inventaram coisas e apelidos muito ruins. Chorar a noite acabou virando um ciclo normal para mim, nunca deixei meus pais perceberem por receio de não acreditarem. Mas aquilo é passado, apartir do momento que conheci minha - linda, irmã, ruivinha - Abbygail.
Passamos por tantos momentos juntas, ela vai fazer muita falta, sua companhia sempre me faz bem. Prometemos nos falar por Skype ' quase ' todas as noites.
Sou interrompida de meus pensamentos, quando Selena diz sorrindo: " Tudo bem para você? "
" O quê? Desculpe, não prestei atenção " digo sorrindo, meio sem jeito. Ela da uma risadinha e repete.
" Perguntei se você tem preferência por um dos lados."
" Oh não, tudo bem, fico com esse aqui."
Ela abre um sorriso bem simpático e acho que já gosto dela. Ela pôs minhas malas no chão ao lado da cama e as que estão comigo ponho as encima dela. Sento ao lado das malas e tiro uma mecha de cabelo que estava em meus olhos.
Olhando a minha frente percebo que está assistindo uma de minhas séries de Tv favoritas Pretty Little Liars . Sem conseguir segurar a emoção que começa a crescer em mim, digo: " Você tambem gosta delas? Incrível. "
Virando para mim, piscando algumas vezes ela diz: " Sim, adoro elas não perco um episódio. Quando vim pra cá imaginei que não assistiria mas, que perderia o fim da temporada."
" Eu também, pensei que entraria em estado de depressão por não ver o final."
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With You
RomansaTaylor é uma garota simples do interior da Pensilvânia, a cidade de Reading. O trabalho de seu pai faz com que ela, o irmão mas novo e a mãe mudem de cidade com frequência...mas não importa o lugar onde estava, ela sempre sofria bullying. Por ser ca...
