"Ela é uma garota indefesa, não tão segura com si mesma. Vê maldade na não maldade e não maldade na maldade e é isso que a faz ama-lo incondicionalmente, fortemente com todas as suas fibras de seu coração. Mal a pequena insana em apuros, poderia imaginar que sua maldade estava por perto de si mesma. Cada toque, cada célula de seu corpo que se correspondia com as dele a afundava, mesmo sem ela perceber. Ele era, ele é, ele sempre será seu mal amor, mesmo sem ela perceber. Ela estava cega, completamente cega de amor. Não havia alguém que pudesse a ajudar, não porque não há ninguém, mas sim porque ela literalmente não tem ninguém a seu lado para fazer com que ela perceba que seu amor te carregará o mais fundo que ela imagine, seus pensamentos fracos é o que lhe fazia de prisioneira. Se fosse com qualquer pessoa, a pessoa se sentiria sufocada entre quatro paredes. Se caso ela descobrisse que o mal está te corroendo aos poucos por sua própria causa, ela jamais perdoaria a si mesma..."
"Mas que droga! "-arranco a folha do meu caderno, retirando o que eu acabei de escrever. Não faz sentido o que eu acabei de escrever. Minha cabeça anda a estourar de tanto pensar em o que possa estar escrito dentro de um mês neste caderno para entregar ao meu professor de literatura. Um trabalho do quinto semestre, isso deveria estar sendo fácil para mim, se eu não estivesse pensando nele a todo momento. Enrolo o pedaço de papel rabiscado com aquelas porcarias inacreditavelmente escritas por mim e jogo na minha bolsa.
Apoio meus cotovelos na pequena mesa de cimento quadrada que há na praça de alimentação do centro comercial e abaixo minha cabeça a segurando com minhas mãos, entrelaçando meus dedos nos meus fios lisos de cabelo.
Paro para pensar e fico imaginando o porque estou agindo como uma pequena fracassada. Eu não sou uma pequena fracassada. Por que agora? Porque as imagens de Harry aparece na minha mente sempre quando tento me focar em algo? Céus eu só vi este cara uma vez na minha vida! E isso já se faz uma semana.
"Atrapalho? "-uma voz me assusta, não me assusta porque é uma voz, mas me assusta porque é aquela voz."Não queria te assustar, me desculpe".-ele arrasta a cadeira e se senta na minha frente.
"O certo seria você me perguntar se poderia se sentar aqui, não é mesmo?"-olho para ele.
"Posso?"
"Já se sentou mesmo"
"O que está fazendo? "-ele pergunta, claramente sabendo que tenho que escrever uma história, já que ele tenha passado por tudo isso.
"Tenho que escrever uma história, como o meu último trabalho do quinto semestre, mas não estou... conseguindo me focar no que vou escrever."
"Sobre o que quer que seja a sua história?"-ele pergunta. Eu pensei em descrever como quero que seja, mas pensei melhor, e dei meu papel que arranquei e guardei na bolsa, tudo bem que está uma droga, mas ele terá noção do tamanho da minha dificuldade e do que a história se relata.
Ele parece atento a cada linha que lê, ele move apenas os seus olhos de acordo com a leitura.
"A história é legal... sua escrita também, ela é maravilhosa, você sabe usar as palavras. Acho que o certo seria você coloca-la em seus lugares ideais. Eu senti onde você está com a cabeça. Você tem que fluir, não é aqui, numa praça de alimentação que vai conseguir pensar. Vá para um lugar confortável, que te aconchegue o suficiente para disponibilizar suas idéias. Não jogue esta folha fora, só arrume essas palavras em seus lugares. Vai ficar bom"-ao terminar ele sorri orgulhoso de seu conselho.
"Daria um ótimo professor."-comento.
"Por isso sou um"
"Oh."-é tudo o que me saí, seria difícil encontrar alguém dessa idade tão focada em certas coisas como essa.
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Feelings |H.S.|
Novela JuvenilAmberley; uma universitária de dezenove anos que se diz lésbica, mas basicamente mostra o contrário quando Harry, o irmão da sua namorada, aparece... ⚠ Plágio é crime ⚠ © 26/10/2015 # 215 one ranking (29/05/2018) ❤ #194 one ranking (21/10/2018)...
