Capítulo IV - Sarah

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Planalto Central, Brasil, dias atuais

O tempo estava fechado e começava a escurecer mesmo sendo três da tarde. Meia dúzia de criaturas cercava Thomas no meio de uma estrada, ele lutava para afasta os seres, mas parecia cansado, sua espada começava a pesar, ele estava focado demais nos inimigos a sua frente que se esqueceu de um que vinha por de trás dele, ele foi atingido pelas garras enormes da criatura da qual ele caiu soltando a espada, um dos seres chutou a espada para longe, agora ela estava num beco sem saída não tinha para onde correr ou fugir, ali seria seu fim.

- Pai, eu entrego minha alma em suas mãos, terminei minha carreira, guardei a f.... – Ele começou a falar, quando foi interrompido por uma voz familiar.

- Pensei que você conseguia enfrentar esses meros servus?! – Disse a voz, uma bola de fogo atingiu um dos seres o queimando por inteiro restando apenas às cinzas. – Mas parece que você sempre está precisando da minha ajuda.

Aquilo chamou a atenção de todos os outros inimigos, que perderão o foco de Thomas que não perdeu tempo e foi em busca da sua espada não ligando para o que a voz dizia. Outra bola de fogo atingiu em cheio um inimigo o transformando em cinzas.

Thomas se levantou depressa do chão e viu quem era que estava falando com ele, era um rapaz com um cajado de aparência rústica, aparentava ter 25 anos, era moreno, tinha longos cabelos preto bagunçados e cavanhaque por fazer, estava vestido com roupas do dia-a-dia, parecia ter acabado de se levantar da cama, ainda possuía as marcas da coberta no rosto, possuía vários anéis e tinha várias tatuagens, seus olhos vermelhos chamavam a atenção.

Era Sélaf, Thomas não acreditou num primeiro momento, mas ele sabia do que o amigo era capaz, então decidiu ajudar a acabar com o resto de inimigos, ele aproveitou a distração e atingiu um servus pela costa no coração num segundo ele tinha se transformado em cinzas, só restava apenas três inimigos, Sélaf correu em direção um dos servus o atingindo em cheio no peito com a ponta do cajado antes dele reagir já estava em cinzas, Thomas reparou que os inimigos estavam mais lentos do que o normal.

- Feitiço de retardamento ?! – Perguntou Thomas olhando o amigo lutar.

- A regra me permite contra eles, lembra?! – Respondeu ele enquanto ia em direção dos outros dois adversários.

Thomas correu por trás de um dos servus, pulou em suas costas o segurando pela garganta, usando uma das suas adagas cortou o pescoço dele do qual saiu um liquido que parecia ácido, sem perda de tempo Thomas largou ele e usando a mesma adaga furou o coração do servus que virou cinzas no mesmo instante.

Sélaf usando seu cajado atingiu a cabeça do seu inimigo o deixando tonto por um instante, mas ele recobrou a consciência e começou a correr em direção de Sélaf que esperou o momento certo para atacar, quando o servus chegou perto dele, uma garra escura que parecia sugar a luz saiu do cajado de Sélaf prendendo o servus, levantando ele do chão, ele tentava de todas as formas se soltar.

- Se você soubesse quem sou, nem tentaria olhar para mim! – Disse Sélaf sorrindo para o servus.

- Da para acabar logo com isso. – Falou Thomas sentando no meio da estrada, ele parecia estar sentindo muita dor no ferimento em seu braço.

- קוצים שחורים– Gritou Sélaf, num segundo vários espetos saíram da mão e começaram a atravessar o servus, até que ele se transformou em cinzas, a mão agora retornava para cajado.

Sélaf se aproximou de Thomas para verificar o ferimento, o veneno tinha se espalhado rápido pela corrente sanguínea de Thomas, se ele fosse um simples mortal teria morrido em questão de minutos após ser ferido, mas graças a sua imortalidade parecia com a dos alados ele ainda tinha algumas horas antes do veneno sugar toda vida do seu coração, que era parte vital do seu ser.

The four renegadesOnde histórias criam vida. Descubra agora