04.

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O homem alto e moreno, me puxa pelo braço, e sou arrastada para um carro preto, parado enfrente da porta de saída do casino. Meu corpo é jogado pra dentro do automóvel em um empurrão. As algemas ainda estão nos meus pulsos e a langerie aparece visível entre a cor do meu corpo e a cor do banco do carona.

Dois homens barbudos entram em seguida, espremendo o meu pequeno corpo acima dos meus ombros.
Escuto o moto do carro ligar e sem perceber, eu estou em repouso enquanto o automóvel está em movimento.

Que horas são? Creio que seja outro dia.
Essa nunca será a melhor noite da minha vida. Pelo menos valeu a pena, por os um milhão de dólares. Meu pai nunca ficará orgulhoso disso. Eu sei. Mais isso pagará um lugar pra gente morar, e poderemos comprar comida. Isso já seria o suficiente.

Meus olhos estão cansados, e meu corpo luta para controlar o sono.
Cubro os meus seios com os antebraços, e me encosto mais no banco procurando por conforto. O calor do acento me ajuda amenizar o frio que estou sentindo. Espreito a janela de vidro, e vejo a lua de escondendo as traz das nuvens brancas. Ela também está com frio.

A viagem prossegue silenciosamente pela estrada. Como uma pessoa compra um ser humano por um milhão de dólares? Que tipo de pessoa compra alguém como se fosse um objeto? Isso é lamentável. Ninguém tem um milhão no banco guardado pronto para ser gastado em poucos minutos. Quem será esse homem que pagou uma fortuna em uma garota sem valor?

Eu me lembrei que quando era pequena. Minha mãe tinha dito, que o mundo não é um lugar bom de se morar. Não tinha entendido. Por que não é um lugar bom de se morar? Onde fica minha família, e meus amigos que amo. Como não poderia ser bom? Passei alguns anos sem entender, até chegar um certo tempo que vim perceber que minha mãe estava tentando me mostrar a realidade.
Espiando o lado externo do carro, os prédios luxuosos são atração na parte financeira da cidade. Me do conta que estou no centro de Vancouver. O motorista faz um caminho curto entrando em uma espécie de garagem subterrânea. Meus braços são erguidos pra cima, e sou puxada do carro levemente por uns dos guardas. Parados no estacionamento, o automóvel vai embora saindo pelo mesmo trajento que entrou. Minha visão está embaçada, mas consigo enxergar, quando uns dos homens me entrega um roupão, que faço questão de vestir rapidamente. Solto um suspiro pesado, quando uma leve segurança atravessa minha espinha.

Os três homens barbudos me guiam até uma cabine móvel. Segundos depois o elevador vazio está pronto para ser usado. O espelho no fundo do elevador, dar nitidez na garota de lábios vermelho junto com os smoking pretos. O homem moreno aperta no botão com o número quinze. Supôs que o andar do predio onde estão me levando seja o do número quinze. Olho para os meus pulsos, e vejo algumas marcas avermelhadas no lugar onde o metal pressiona contra a pele. Ao apertar levemente solto um gemido silencioso.

O elevador chega ao seu destino. Alguém me empurra por atrás e sou lançada para fora das quatro paredes de metal. Um corredor ilustrado por um piso branco e paredes brancas, é estendida pelos arredores. Enfim uma porta enorme é aberta diante de nós. Um apartamento. Minha cabeça raciocina. Mantenho minha cabeça baixa, e nem percebo pra onde estão me levando, até os guardas me atirarem para dentro de um quarto. Caio, meu corpo recebe o pacto do chão duro. Escuto um estrondo vindo da porta. Aos poucos, coloco meus braços para funcionar, me apoiando. A franqueza toma conta de me, e sinto uma dor profunda dentro da minha cabeça. Desajeitada, consigo observar o cômodo. Os detalhes passam apercebido. Mais não dou importância. Isso só vai durar uma noite. Eu tenho certeza.

Os smoking pretos foram embora. Novamente sozinha. Com dificuldade consigo ficar de pé com os braços ainda presos. Doou alguns passos para traz, e vejo meu roupão entreaberto, dando a vista dos meus seios, rapidamente, cubro. Entro em nervosismo quando escuto passos atrás da porta. Engulo seco, e sinto um ardor na garganta. Um barulho de uma fechadura soa, e porta se abri lentamente. Com os olhos no chão, observo o sapato social se moverem pra dentro do quarto. Em seguida o homem se distancia do meu campo de visão, me deixando em segura. O meu coração dispara a cada milésimo uma batida. Me desafio a levantar a cabeça, e espiar entre meus cabelos bagunçados o que ele esta fazendo. Bem devagar, minha visão turva capita o lençol de seda da cama primeiro e mais distante, vejo o homem sentado nela, de costas pra me. Ele se curva mais pra frente, algo que parece estar tirando os sapatos. Não demora muito, até seu tronco se erguer para seu lugar. Seus cabelos são loiros, o que me chama atenção. Suas mãos vão até seu pescoço tirando a gravata e colocando acima do cômodo ao lado da cama com cuidado. Depois arranca o paletó dos seus ombros, revelando a blusa branca social. O homem rapidamente se vira pra traz, me dando um susto, me fazendo baixar a cabeça em um movimento sagaz. Meu coração quase para. Uma leve risada silenciosa ecoa no quarto chegando até meus ouvidos. O que é engraçado?

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