Parte III: A DESCOBERTA
Deveria existir uma razão senão normal ou mesmo que sobrenatural para eu estar vendo essas passagens, u iria descobrir, comecei a procurar por pistas na casa, apesar da casa estar bem diferente da casa em que eu via em minhas visões, deveria ter alguma coisa que me fizesse ter uma noção do que havia acontecido ou estivesse acontecendo. Comecei a fazer uma inspeção milimétrica em cada cômodo e canto da casa, algo que pudesse me apontar algum fato ou relação com as visões, remexi em cada móvel, desencostei da parede, quem sabe encontraria uma passagem secreta, ou um espelho em que me levasse a outra dimensão? Eu achava que qualquer coisa seria possível. Após buscas infindáveis nada encontrei, apenas os pequenos pertences que havia guardado a fita e o bilhete escrito de uma criança. Empenhei-me tanto em buscar algo que organiza-se minhas ideias que até esqueci de Mariana, essa chegou ofegante da rua, contando que aproveitou e andou de metro para cima e para baixo e que parou em todas galerias para ver os artefatos que eram vendidos, ficou encantada com a quantidade de pessoas que iam e vinham, pena que eu não tinha ido com ela, teríamos nos divertidos muito. Ela comprou de um camelô uma pulseira com uma figa, segundo ele era trazida do nordeste benzida pelas águas de padrinho Ciço, que me daria muita sorte. Eu não pude deixar de rir ao ver a Mariana falando feito uma criança que encontrou um brinquedo novo. Eu tinha a certeza que a pulseira que ela nem perguntando se podia foi logo pondo em meu braço ia me trazer muita sorte.
A poucas horas o dia havia amanhecido, quando escutei alguém bater palmas no portão de casa, eu ainda não tivera tempo de por cerca elétrica, nem campainha, a sorte é que eu acordava muito cedo, gostava de ouvir os primeiros barulhos da cidade, os ônibus, a sirene de industrias que ficavam ao norte da cidade. Era um senhor de seus sessenta e cinco anos, sua aparência revelava que quando jovem tinha sido muito bonito e refinad, apesar de usar um macacão tipo uniforme de alguma fábrica desativada e um chapéu enorme na cabeça, e fazia muito tempo que não via ninguém trajando assim, foi logo se apresentando.
_ Bom dia, dona. Eu sou Joaquim conhecido da Melissa que trabalha na padaria, ela me disse que a dona está precisando de um jardineiro.
_ Ah sim, que bom que veio, por favor entre, e não se preocupe ainda não arrumei nenhum cachorro. Não precisa me chamar de dona, meu nome é Josy. è um prazer conhece-lo.
_então dona Josy, o que a senhorita está pretendendo fazer por aqui,
Ele falava enquanto dava uma olhada ao seu redor, olhou as paredes da casa que eu ainda não tivera tempo de mandar pintar, a área da casa, e o quintal que logo atrás da parede da sala da frente se apresentava sem constrangimentos.
_ Bem, eu estava pensando em retirar o mato e por grama, e fazer um jardim nas laterais da casa e mais no fundo da casa fazer um pequeno pomar e um parque talvez... Essa história do parque saiu de minha mente naquele exatamente momento, na verdade eu queria uma piscina, muito sol e amigos churrasqueando
_ Ele me olhou, olhou o quintal e disse. –Olha vai dar um bocado de trabalho, porque esse mato aqui tá enraizado, e a terra está muito ressecada para um pomar. Mas, se a dona não tiver muito apressada posso fazer sim, gosto muito de mexer com terra e plantas.
_ Bem, então só falta nós combinarmos o preço e o que o senhor acha que é preciso comprar de material para iniciar.
_ A dona moça, sabe que um jardineiro e paisagista é muito caro, mas não faço isso por profissão, faço porque após minha aposentadoria é um jeito de eu não ficar parado, podemos combinar por semana, assim fica bom para nós dois.
_ E quanto ficaria por semana senhor Joaquim?
_ Podemos fechar em duzentos reais.
_E quanto tempo o senhor acha, eu demoro para ficar pronto?
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A CASA
EspiritualERA PARA SER UM LUGAR DE DESCANSO, MAS COISAS INEXPLICÁVEIS ESTAVAM ACONTECENDO...
