Capítulo Bônus- O menino e o gavião

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Já passava das 23:00 da noite mais ainda se podia ver o menino sentado no batente da janela da sala a espera de seus pais. Era uma sexta- feira e também a terceira noite seguida que os pais dos menino chegava tarde. Mais o menino não se importava de esperar por horas a fio, pois a alegria de ver seus pais chegando em casa são e salvos não tinha preço.

A babá era uma adolescente de aproximadamente 16 anos, uma menina doce e gentil, que sempre quebrava um galho para os pais do menino quando eles precisavam e hoje era mais um desses dias.

A garota estava vidrada em um programa qualquer que passava na televisão e mal percebeu que o menino ainda estava sentado no batente da janela a espera dos pais. Quando ela viu que ele ainda estava ali, a garota sentiu um aperto no coração, por conta da preocupação do menino com a volta de seus pais para casa. Ela se levantou do sofá e seguiu na direção do menino. Se aproximou e afagou os cabelos dele e disse: 

- Já é tarde garotinho, é melhor você ir se deitar antes dos seus pais chegarem. Eles não vão gostar de ver que você ainda está acordado uma hora dessas. Eles vão se chatear comigo e você está com uma carinha de sono...

O menino cruzou as pernas e se virou para ela. Ele sabia que não poderia ficar mais um tempo ali, porque sua babá não permitiria.

- Tudo bem Mary, eu vou esperar mais um pouquinho, eles já devem estar chegando, quero abraçar eles quando abrirem a porta.

O menino sorrio, mostrando sua janelinha do dente. A menina sorrio para ele e afagou seus cabelos depositando um beijo no alto de sua cabeça.

- Você não tem jeito garotinho, está tudo bem. Mais que irei tomar uma bela bronca isso eu vou.

A babá saiu resmungando e o menino sorriu novamente. Ele gostava da babá, mais as vezes ela era um pouquinho chata, como uma irmã mais velha. -Talvez seja legal ter alguns irmãos.- Pensou o menino. Ele é filho único, sua unica companhia é seu fiel gavião. Presente de seus pai a seis meses atrás. Ele achou que seria bom para a formação de seu filho e mesmo sabendo que adestrar um gavião não é fácil. Mais o menino estava se saindo bem e já ganhou a confiança do pássaro. Eles são praticamente inseparáveis, no começo ele ganhou vários arranhões e bicadas, foi um trabalho árduo adestrar o pássaro mais ele enfim pode ganhar a confiança e a recompensa é um amor incondicional. Os dias e horas que passam juntos é sem igual.

- Está pensando alto de novo garotinho. - A menina voltou da cozinha com um copo de leite quente e um sanduíche de peito de peru e queijo branco. - Fiz para você.

- Obrigada Mary. - Ele deu uma mordida no sanduíche e acenou. Engoliu o pedaço e tomou um gole de leite. - Está muito bom.

- A não foi nada, usei uma receita básica de molho para salada caseiro. -Ela sorrio satisfeita e se sentou ao lado do menino.

- Você...- Ele parou de falar quando viu a moto de seu pai estacionando no meio fio da calçada de casa. - Já volto.

Ele deixou o prato e o copo ao lado da janela e correu para o andar de cima. Ele entrou em seu quarto de vagar para não acordar seu pássaro e pegou o casaco e as pantufas que havia separado. Ele vestiu meio sem jeito e desceu as escadas correndo, louco para abraçar seus pais. A babá estava na cozinha, ele podia ouvir ela colocando o prato em cima do balcão. Ele correu para o Hall de entrada e abriu a porta e assim que pisou o pé para fora ele não viu nada. O menino ficou apreensivo, caminhou pelo jardim até a calçada. Abriu o portão do cercado e viu que a moto de seu pai estava estacionada ao lado do meio fio da calçada, assim como ele viu.

Mais onde meus pais estão? - Pensou o menino.

Então ele escutou um barulho vindo dos fundos de sua casa. Ele andou em passos cautelosos até onde o barulho veio. Ele foi beirando a casa e então viu seu pai lutando com um ser horrível. Era alto, muito alto, forte e tinha pele cinza, olhos totalmente negros e dentes como de um tubarão. Os olhos do menino ficou horrorizado. Seu pai estava acabando com o aquele monstro. Ele ficou admirado do modo como seu pai lutava e manejava sua espada Serafim, ele parecia um ninja espadachim, veloz, preciso e muito habilidoso. Seus olhos brilhavam de admiração, mais quando ele olhou para o lado, mais a frente viu sua mãe caída no chão. O menino se agachou e engatinhou até a sua mãe. Ela estava ferida, com hematomas no rosto e seu lábio inferior cortado, um fio de sangue escorria pela testa da mulher. Ele passou a mão carinhosamente no rosto da mulher e ela abriu os olhos de vagar. Sorriu para o menino que estava ajoelhado ao seu lado.

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