-Está atrasada.
Jonathan revira os olhos assim que entro no carro.
-Estava terminando de arrumar algumas coisas. -dou de ombros.
Reparo que ele não está usando terno e sim uma camisa preta que destaca seu corpo definido, a parte de baixo parece uma bermuda, fico na dúvida, pois está escuro.
-Algumas coisas? -ele me olha.
-Bebidas. -explico.
Ele não diz nada, apenas volta seu olhar para a frente e começa a dirigir rumo a interestadual.
-Onde iremos?
-Curiosa? -ele sorri.
-Muito.
-É surpresa, mas você vai gostar.
-Vou?
Olho pra ele com cara de "você não sabe o que eu gosto".
-Sei o que está pensando. -ele me olha.
-Sabe? -levanto uma sombrancelha. -Então me fale.
-Está pensando no motivo de eu ter chamado você pra sair, assim de cara.
-Errou feio! -encosto no banco sorrindo ironicamente. -Mas pensei muito nisso mais cedo. Afinal, o que exatamente você quer de mim?
Ele abre um sorriso, mesmo no escuro dá pra ver o branco de seus dentes.
-O que você quer de mim? -me devolve a pergunta.
Seu corpo, sua boca em mim, suas mãos me tocando e... Que droga. Preciso parar de pensar essas coisas.
-Perguntei primeiro. -reviro os olhos para me livrar da pergunta.
-Você sabe que -ele me olha de relance. -, tenho interesse em você.
-Isso é estranho.
-Estranho? -ele franze a testa.
-Que tipo de CEO se interessaria em sair a essa hora, ainda por cima com uma garota que trabalha em um bar? -encolho os ombros.
-Você trabalhar em um bar não significa nada pra mim.
-Deveria.
-Você poderia trabalhar até em uma funerária que ainda assim, chamaria você pra sair.
-Quer dizer, você poderia ter a mulher que quisesse. Por que eu?
-Não se menospreze dessa maneira.
-Não estou me menosprezando. -olho pela janela e depois o encaro tentando desvendar suas intenções. -Mas, que tipo de pessoa faz isso?
-Eu faço.
-Só você.
Ele abre um sorriso malicioso.
-Isso é o que você pensa.
-Como assim? -franzo a testa.
-Não percebe os olhares que recebe?
Claro que eu percebo e isso é mais estranho ainda porque, mesmo me olhando muito, nenhum homem teve coragem suficiente para me chamar pra sair e ele, mesmo recebendo várias patadas, ainda insistiu, ou seja, ele tem que ter um motivo.
-Você percebe? -devolvo a pergunta novamente.
-É diferente. -ele dá de ombros.
-Você não me respondeu. -reviro os olhos.
-Percebo mais ignoro. Sua vez.
-Também percebo, mas não são muitos que recebo.
Dou de ombros esperando o assunto acabar. Não aprovo a idéia de ficar falando de mim.
-Você está mentindo. -ele me olha.
-E você está me olhando estranho.
-Estranho como? -ele levanta uma sombrancelha.
-Assim.
-Desculpe então. -ele abre um sorriso. -Não vou mais te olhar.
-Ótimo. -mordo o lábio tentando reprimir um sorriso. -Vai me dizer para onde estamos indo?
-Como você é curiosa. -ele revira os olhos com humor.
-Como você é frustrante. -cruzo os braços.
-Você acha?
-Acho.
Ele permanece em silêncio por um bom tempo, enquanto isso, aproveito para observá-lo. Deus do céu ele é realmente muito bonito.
Meus olhos param em sua boca carnuda e sexy. Logo várias fantasias surgem em minha mente. Aí de mim se essa boca beijasse todo o meu corpo.
Sem conseguir me conter, sinto um arrepio e Jhonatan me olha.
-O que foi? -pergunto corando.
-Você está me olhando estranho.
-Estou?
-Está. -ele sorri.
-Desculpe.
Ah mas que droga. Não é possível que ele me atinja dessa maneira. Eu não sou assim e não serei agora.
Vou provar para mim mesma que não estou nas mãos desse homem, porque certamente pareço estar a ponto de fazer o que ele quiser e isso está me assustando.
Respiro fundo e me concentro.
-Como foi o trabalho? -ele pergunta.
-Chato. -dou de ombros querendo não falar do meu trabalho. -Estamos chegando?
-Quase.
-Estamos fora da cidade, não estamos?
-Sim.
-Ah.
O que será que ele está planejando? Nunca me senti tão nervosa em toda a minha vida.
Será que ele pensa todas as besteiras em relação a mim que eu insisto em pensar em relação a ele? Espero que sim.
Depois de longos minutos ele finalmente para o carro. Olho pela janela e vejo uma casa enorme. Surreal. Tem vidro em toda parte e um jardim magnífico e bem iluminado.
-Você mora aqui? -pergunto boquiaberta.
-Não. -ele encolhe os ombros quase constrangido. -Só venho aqui quando eu estou afim de descansar.
Desço do carro com ele e fico observando a casa.
-É linda. -digo depois de um tempo.
-Que bom que gostou -ele abre um sorriso daqueles. -, mas não iremos ficar aqui.
-Não? -franzo a testa.
-Não.
-Tudo bem.
-Vem.
Jhonatan segura a minha mão e me leva pra dentro da casa.
É mais bonito por dentro. Com certeza. Nunca estive em um lugar tão lindo, parece um museu de tão chique! A mobília é bem sofisticada, toda marrom com branco, feita de madeira cara.
Estamos na sala de estar, há uma televisão que preencheria todo o espaço do meu quarto se fosse para comparar, além de um sofá cama e uma mesa de centro.
Sim, eu sabia que Jhonatan tinha dinheiro, mas não imaginei que fosse tanto. Essa casa parece aquelas que vemos em filme, me faz até perder o fôlego.
-Tá com fome? -pergunta.
-Com sede. -olho pra ele.
-O que quer beber?
-Água.
-Vou pegar pra você. Fique à vontade.
Impossível. Me sinto intimidada e com medo de que tudo isso seja um sonho. Sério. É demais pra mim.
-Aqui está. -Jhonatan me entrega um copo d'água.
-Obrigada. -bebo a água toda. Realmente estava com sede.
-Mais?
-Não.
Ele deixa o copo encima da mesinha de centro e me encara.
-Quero te mostrar uma coisa.
Ele me indica um corredor com a cabeça.
-Tudo bem.
Ele anda até mim, pega minha mão novamente e me leva até o final do imenso corredor que leva à uma varanda.
Logo vejo algo ainda mais surpreendente que a casa inteira. O mar. Agora entendi o motivo da mobília ser de madeira. É uma casa de praia. Como não havia reparado?
Me abaixo para tirar as sandálias enquanto Jhonatan continua andando até a areia. Deixo as sandálias em um canto e vou até ele.
-Esse lugar é maravilhoso.
-Tem que ver o pôr-do-sol.
Tento imaginar como seria e então algo me passa pela sua cabeça.
-Você sempre faz isso?
Ele franze a testa.
-Isso o que?
Me afasto até estar com os pés dentro da água gelada.
-Trazer as mulheres aqui.
-Não. Já trouxe uma mulher sim, mas foi a muito tempo atrás.
Sua expressão se tornou triste e não consegui perguntar quem era a mulher.
Olho para o mar e depois olho para minhas roupas. Eu realmente quero nadar.
-Aqui é perigoso?
-Não, ninguém nunca se feriu ou se afogou.
-Quero entrar na água.
-Tá falando sério? -ele pisca surpreso.
-Claro. Por que não estaria?
Ele abre um sorriso surpreendido. Será que vou parecer uma louca se decidir banhar? Não chego perto de um mar desde quando minha mãe ainda estava em casa.
Sinto uma tristeza ao lembrar dela, mas logo me livro do sentimento para não atrapalhar a noite, ou a madrugada.
-Tem certeza que quer entrar na água?
Ele parece inseguro então eu abro um sorriso sacana.
-Tenho certeza.
Ele olha para minhas roupas e franze a testa.
-Por acaso você quer uma roupa minha para usar, ou vai banhar de calça jeans?
-Pensei que não teria problema se eu banhasse nua.
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PURO DESEJO - Conteúdo Adulto
Random"Perturbante, tentadora e extremamente sensual, lhe convido para conhecer a enigmática história de Sarah Watson e Jonathan Delevigne. Sarah é uma garota de 19 anos com um temperamento difícil. Perturbada por seus demônios do passado, ela é criada p...