- mas porquê mãe, nãooooo! - eu falei desesperadamente.
- que não o que Jack. - ela olhou profundamente nos meus olhos verdes - já viu que horas são? Vai dar 6 e meia já, seu irmão já está tomando café, para de ser teimoso.
Minha mãe é uma mulher belíssima, tem 1,60 de altura, quase a mesma que a minha. Com seus cabelos louro iguais aos meus, mas sei que não foi dela a quem puxei, seus olhos são negros. Seu corpo é um pouco acima do peso, mas eu não ligo pra isso, ela faz um ótimo omelete.
E então ela me atacou profundamente, abrindo aquela janela dupla de alumínio e deixando aquela luz dolorosa do sol queimar meus olhos.
- eu espero que você tenha feito meus omeletes hoje. - olhei fixamente nos olhos dela. - se não você me paga.
- vamos, levanta. - ela riu e jogou as cobertas em cima da minha cara. - ai se eu tiver que voltar aqui daqui cinco minutos. - e então ela saiu andando para a porta, pude ouvir seus passos pesados com aquela sandália descendo as escadas.
Acredite, não gosto quando ela sobe aqui novamente.
Levantei da cama com um arrependimento incrível, talvez valesse a pena levar algumas palmadas por mais 5 minutos de sono, mas não.
Fui direto ao banheiro, o mesmo fica à esquerda do meu quarto, à direita fica o do meu irmão e entre o banheiro e o quarto da minha mãe fica a escada para o primeiro andar. Tudo isso num corredor suficientemente extenso onde eu e meu irmão brincamos direto.
Peguei a escova de dentes, passei pasta nela, tirei o pijama do bob esponja que estava vestindo e entrei no chuveiro.
Tomei um banho rápido, de manhã cedo eu não costumava demorar tanto, eu nem gostava tanto de água. Escovei os dentes enquanto passava shampoo nos meus cabelos loiros caídos para trás e para o lado até o ombro. Me ensaboei e enxaguei, rezando à partir desse momento para que minha toalha estivesse no box.
Desligando o chuveiro, já com a tristeza no olhar de não visualizar a toalha pendurada no box, e pensando em duas opções: ou eu chamo minha mãe pra me trazer a toalha, ou eu corro até meu quarto nessa temperatura agradável (10°C) e pego minha toalha na porta do meu quarto. Bom... talvez ela não vá achar ruim, porque a ameaça dela era para eu levantar da cama, não outra coisa... mas vai que é uma armadilha? E eu estou pelado, vai doer mais...
1,2,3 e vai! Abri o box, abri a porta que não estava trancada com chave e corri pro meu quarto que ficava à uns 5 metros, aquele corredor parecia uma corrida de 100 metros rasos, e meu oponente era o Usain bolt (ou Luiza bolt).
Consegui, agradecendo à todos que ficaram na torcida desde já, me enxuguei, peguei um pano que estava no canto perto do meu armário e sequei as pegadas.
Coloquei a roupa da escola, uma camisa azul com um bordado de uma águia no peito, e no centro da camisa o nome da escola "Pentágono", a bermuda preta com outras azuis também, por mais que estivesse frio, eu não sentia tanto frio, me sentia mais confortável com o sol na minha pele diretamente, só não nos meus olhos, por isso peguei também meu óculos de sol raiban aviador, um presente do meu último aniversário que meu irmão me deu.
Calcei meu tênis, peguei a mochila e pronto, hora do café.
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Elemental
AventuraNão posso dizer exatamente toda a história do meu livro porque já escrevi um e quem também já escreveu sabe, a cada 10 palavras pensadas, 30 são escritas. Mas posso lhes dar uma ideia de que esse livro vai te gerar muitas emoções. Quando bebê, seu...
