Trinta e Três.

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- Que cheiro de álcool é esse? - Elijah invade meu quarto abrindo as persianas. O sol começa a me queimar, me jogo no chão para fugir do sol. Olho em volta e vejo meu anel perdido pelo chão, o coloco rapidamente enquanto murmuro um xingamento.
- Qual o seu problema? - questiono o olhando ainda me levantando. Enquanto observava as queimaduras cicatrizarem.
- É o que o diga, Bella me contou que você estava bêbado. - Elijah me encara enquanto se acomodava na minha poltrona.
- Devo perguntar... O que está fazendo aqui? - pergunto o mais rude o possível.
- Sinto lhe informar, que Bella está realmente gostando de Hunter. - ele diz - Porém, Bella ainda sente algo por você.
- Quem disse que eu me importo? - falo enquanto me direciono ao meu banheiro e lavo meu rosto, minha cabeça latejava.
- Mas... - o interrompo antes que ele fale mais alguma coisa.
- Elijah, não insista, não me importo com Arabella. - minto descaradamente. Lembrando do meu desejo insano de matar o namorado dela.
- Ótimo... - Bella entra seguidamente ao terminar de falar - Tome... - ela me entrega um comprimido e um copo de água.
- Isto é? - Elijah pergunta.
- Remédio para dor de cabeça, Eli. - ela responde e vai em direção a porta do meu quarto.
- Não foi exatamente isso que eu quis dizer... - me propriamente corrigi. Bella me olhou e sorriu.
- Não sou uma garota que vai ficar brava com você por causa disso, não sou tão sensível Niklaus. - ela diz calmamente e saí. O que ela quis dizer?
           Escuto as risadas ironicas vindas do meu irmão e eu o encaro ainda com meus pensamentos nas palavras de Bella.
- Está tão confuso, Niklaus. - Elijah anuncia feito o descobrimento do ano.
- O que quer, Elijah? - retruquei grosseiramente.
- Você precisa aprender algumas coisas sobre Bella,... - o interrompo antes que ele fale mais inutilidades.
- Irmão, não quero ser grosso, mas peço que saia do meu quarto. - falo o mais irónico o possivel. Ele se levanta e sai, mas antes dá duas batidinhas no meu ombro feito uma consolação.
            O que essa garota tem feito comigo? Como pude ignorar seus antigos sentimentos que um dia ela teve por mim? O que estou pensando?
- Nik... - vez de Rebekah invadir meu quarto, com companhia.
- Olá Marcelos. - pronuncio seu nome feito como era em tempos antigos.
- Niklaus. - ele cumprimenta.
- Vou visitar Kol e Davina, Marcel irá comigo. - Rebekah diz me dando um abraço, e logo me olhando nos olhos - Mantenha as coisas na ordem. Qualquer coisa, nos visite! Chame Bella e passe uns dias lá... - ela diz a ultima frase maliciosamente.
- Vá Rebekah, antes que eu te mate. - disse sutilmente, ela ri e beija minha bochecha, logo saindo seguida de Marcel.
         Saí do quarto em esperanças de ninguém vir atrás de mim novamente. Escutando o choro de Hope, eu fui atrás dela. Ela estava no berço com os pequenos e delicados olhos cheios de lagrimas.
- Não chore, minha pequena. - disse a pegando no colo. Logo o choro dela cessou enquanto eu a balançava de um lado pro outro. Observando aquele pequeno rostinho, tão delicado, tão frágil, sou capaz de matar todos por ela. Acho que no final, todos matariam por esperança.
         Elijah trouxe Hayley com esperanças de que a filha que ela carregava, a nossa filha, fosse minha esperança. Talvez ele estivesse certo.
          Hope desperta minha bondade, seguida de um medo que venho deixando de lado graças á todos que moram comigo, e que também matariam apenas para a proteção dela. O medo de perde-la, e a bondade de querer ser alguém melhor ao seu lado, como seu pai, quero que ela tenha tudo o que ela realmente merece ter...
- Olá papai do ano. - Bella encosta no batente da porta me olha e sorri de canto.
- Olá... - disse rindo do apelido.
- Pa-pa... - encaro Bella e ela encarava Hope, pa-pa?
- Ela está começando a falar, Niklaus! - Bella sorri e vem ao meu lado - Diga, pa-pai Hope!... - ela encara a pequena no meu colo. Agora Hope ri encarando Bella - Espertinha, só vai falar quando quiser né pequena? - Bella faz cócegas nela fazendo-a sorrir.
- Pa-pai. - Hope repete em meio aos risos me fazendo abrir um largo sorriso, abraço a pequena em meus braços ainda sorrindo.
- Ela é incrivel. - escuto Bella sussurrar encarando Hope.
Você também.
- É, ela é sim! - digo olhando Bella. Que agora sorri me olhando, retribuo o sorriso enquanto coloco Hope no berço novamente.
- Preciso resolver algo com você. - Arabella volta a pose séria.
- Agora? - questiono olhando Hope.
- O mais rápido, Klaus. - a encaro, ela nunca me chama de Klaus. Dês que a conheci a permiti me chamar de Niklaus, coisa que só deixo próximos a mim fazer. Meu nome em sua voz soa bonito, nobre, isso foi o fato de a deixar me chamar assim - Me encontre na sala... - ela me dá um último olhar e saí.
          Busco em meus pensamentos tudo, menos o que Bella propôs. Deixei Hope no quarto brincando com seu proprio pé, e desci as escadas vendo Bella no final delas. Confesso que criei expectativas para o que ela iria falar, mas no final não era nada do que eu imaginava.
- Têm um vampiro imbecil matando gente e deixando os corpos por aí, sem mais ou menos. - ela me diz - Acho que não é só um na verdade, dois ou três. - ela explica.
- E eu tenho que resolver isso. Tudo bem. - digo indo em direção a saida.
- Espere. - Bella vem ao meu lado me fazendo parar - Vou com você. - a encarei, me lembrando de suas palavras a mim no tratado de paz.
"Não vou me meter em coisas da cidade, você resolve. Eu apenas vou manter a ordem."
- Eu sei das minhas palavras... - ela lê meus pensamentos? - Mas...sinceramente a cidade está um porre. Nada acontece! Preciso de diversão, preciso fazer algo. - ela completa. Não é diversão, é matar pessoas para o bem de outras. Pensando bem, nunca vi Bella matando ninguém. E sinceramente, não desejo ver.
- Não precisa, Arabella. Fique com seu namorado, deixe eu resolver as coisas.- disse decididamente.
- Hunter está com os amigos. E eu não estou pedindo sua permissão, eu vou.- ela fala me fazendo suspirar pesadamente.
- Você não é vampira, contanto tem poderes, mas isso não impede que se machuque. Então fique perto... - ela revira os olhos e anda na frente.
- Você não se importa comigo, lembra? - ela questiona enquanto eu acompanho seus passos. Já estavamos andando em meio a Nova Orleans.
- Não quis dizer aquilo. - falo esperançoso dela esboçar alguma reação. E ela esboça, diferente de todas as garotas que já me relacionei, ela não reclama, ela apenas sorri. Mesmo que por breves segundos.(GIF)
- Você quis dizer sim, Niklaus. E isso é bom, assim você não fica tentando me proteger feito uma criança. - ela diz me fazendo encara-la.
- Nunca te protegi feito uma criança, Arabella. - retruco, ela ri irónica.
- Não? Lembra quando...

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