Voltei para a sala mais zangado do que nunca mas felizmente a Aleena não estava igual a mim. Decidi não lhe contar nada porque eu ía resolver este assunto. Ela não seria expulsa! E eu faria tudo o que fosse preciso para isso não acontecer!
- Está tudo bem? - perguntou ela com um doce sorriso mas com um pouco de preocupação na sua voz.
- Vai ficar. - sorri e peguei na mão dela - Não queres ir dar uma volta?
- Sim, vamos, deixa-me só meter a mala no meu lugar, a próxima aula é aqui certo?
- Aleena, vamos dar uma volta pela cidade...
- Cidade? Ainda faltam 2 horas para as aulas acabarem.
- Eu sei, mas eu não me estou a sentir muito bem.... - ela chegou-se até mim e examinou o meu rosto com as suas mãos - Eu estou bem! Nesse sentido.... eu estava a dizer que não me sinto muito bem aqui na escola.
- O que é que aconteceu desta vez? - ela suspirou.
Eu não podía contar-lhe nada. Ela ja sofreu demasiado...
- Tive uma pequena discussão com o diretor... Podemos ir? - ela mandou-me um olhar desconfiado mas disse que sim com a cabeça e os dois saimos da escola, ou daquele inferno. Eu nunca mais voltaria para lá. Eu não queria saber de mais nada. Eu já tinha um trabalho em mente... algo como um emprego da qual a minha mãe me falou e por isso eu não precisava de estudos para nada. Ainda por cima, de estudos daquela gente doente! Pensei até em contar a proposta que recebi à Aleena agora mesmo mas decidi fazê-lo quando tudo estivesse um pouco mais calmo. Por falar nisso, tenho de falar com o Zayn.... e de preferência com a minha mãe também, acho que já está na hora de fazermos as pazes.
Entramos dentro de um café pois a Aleena estava cheia de fome e sentamo-nos numa mesa para pedir algo para beber e um bolo. Ela era maravilhosa. Fazia tudo por mim... Eu sabia como os estudos eram importantes para ela mas mesmo assim, ela concordou em deixar a escola e ir dar uma volta só porque eu pedi.
- Gosto tanto de ti. - expressei todos os meus pensamentos em 4 palavras e a Aleena engasgou-se com o sumo.
- Harry não estou a gostar nada disto! O que aconteceu?!
- Hãn? Eu só disse que gostava de ti!
- Eu sei, e eu também gosto muito de ti mas tudo isto é muito estranho! Estás a assustar-me.
- Calma, não é nada... eu depois conto-te. Mas por favor, podemos simplesmente aproveitar este momento e falarmos de outra coisa?
Ela olhou para a janela a suspirou mais uma vez. Ela sabia que alguma coisa estava a acontecer mas decidiu ficar calada e aceitar a minha proposta.
- Já falaste com a tua mãe Harry?
- Já lhe liguei algumas vezes mas foi só uma breve conversa... a perguntar se estava tudo bem e assim.. Mas acho que ela já está mais calma e talvez já consiga aceitar que eu e o tu estamos juntos e que ela não pode interferir na nossa relação.
- Eu falei com ela...
- Quando?! Porque não me contaste?
- E porque tu não me contas o porquê de termos saído da escola assim por nada?!
- Ok, é justo. Do que vocês falaram?
- De ti... de mim... foi ela própria que me pediu para nos encontrarmos. Ela pediu desculpa e pediu que eu te convencesse a voltar para casa.
- E achas que isso foi tudo sincero ou mais um espetáculo dela?
- Não exageres... acho sim que foi sincero. Ela estava mesmo muito triste com isto tudo. Depois estivemos a falar sobre os estudos, sobre a minha filha e por aí fora... Acho que ela já está a começar a gostar de mim. - ela sorriu.
- Espero mesmo que sim... Já estou farto de discussões.
Aleena acenou com a cabeça, concordando comigo e continuamos a comer. Bem, desta eu não estava mesmo à espera. A minha mãe a dar o primeiro passo?! Até senti um certo orgulho .... Mas ainda bem, todos estes dramas já começavam a irritar profundamente ... e eu sinceramente, eu até prefiro os gritos da minha mãe do que as discussões da gemeas em casa do Louis e os eternos '' Harry, podes apresentar-nos aos teus amigos mais velhos lá da escola? Por favoooooooor! ''.
Senti alguém a dar-me um pontapé debaixo da mesa e depois de soltar um ''Au'' e olhar para a Aleena confuso, reparei na cara de assustada dela. Estava branca como o cal e os olhos super arregalados. Pensei que estivesse a dar-lhe alguma coisa mal mas ela olhou rapidamente nos meus olhos e murmurou qualquer coisa. Não percebi e pedi-lhe para repetir.
- Tenhooo-o as pernaaa-as molha-das..
- Oquê?!
- Harrr-ryy...
- Não estou a perceber, como assim?
- Harry, acho que é agora.
- Agora oquê?
A Aleena inspirou fundo e gritou para dentro, zangada comigo.
- Harry acho que vou dar à luz. - ela falou por entre os dentes zangada.
Esperem. Oquê?! É IMPOSSÍVEL, SÓ PASSARAM 7 MESES! NÃO PODEEE SER!
- Oh meu deus, eu não estou preparado!
- Harry-chama-um-táxi!
- Para onde? - falei nervoso.
- P-A-R-A A-Q-U-I PORRA!
- NÃO DEVÍAMOS IR AO HOSPITAL?!
- PARA ISSO É QUE EU PRECISO DO TÁXI! CHAMA UM TÁXI!
- Ok, ok!
Peguei rapidamente no telemóvel que escorregou pelas minhas mãos todas suadas e quase se partiu. A Aleena estava simplesmente furiosa mas eu não tinha culpa! É a primeira vez que alguém vai dar à luz ao pé de mim!
Liguei rapidamente e ditei a morada à senhora que me atendeu, dizendo que era um caso urgente.
A Aleena comçou a levantar-se e eu dei-lhe rapidamente a mão porque ela ía se desiquilibrando.
- Harry, não pode ser. Estava previso ela nascer só em MARÇO!
- E agora?!! - perguntei
- E agora vão me tirá-la e depois faz-se outra!
- Oh meu deus.
- NÃO SEJAS ESTUPIDO! AGORA VAI TER QUE NASCER ASSIM! JÁ NÃO SE PODE FAZER NADA!
Coloquei uma mão nas suas costas e outra na sua cintura e começavamos a caminhar para a saída. Algumas pessoas começaram a perguntar se precisavamos de ajuda e um senhor muito simpático veio ter conosco e começou a falar com a Aleena e a tentar acalmá-la. Ela apertava fortemente a minha mão e quase que chorava. Quando veio a primeira contração eu pensei que ia desmaiar ali mesmo. Ela começou a soltar pequeno gritos e inspirar e expirar vezes sem conta! Eu estava a ficar maluco! Eu não sabia o que fazer!
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40 GRAUS - Harry Styles FanFic
FanfictionEla era tã estranha, misteriosa, delicada. Ela era diferentes de todas. Eu olhava para ela e tinha medo de magoa-la. Ela olhava para mim e tinha receio de falar-me. Nenhum de nós desconfiava que algo surgiría para nos separar. Algo pior que o mais t...
