Capítulo 2 - Temperamento dos Andrews

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Onde você estava? Ele segurava um copo de suco e parecia não notar que eu estava praticamente babando em cima dele.

Fui jantar com minha amiga. me forcei a desviar o olhar e encarei um quadro na parede.

Esqueci que você estava aqui, acabei demorando demais no meu compromisso. Evan coçou a cabeça envergonhado.

Isso é bom, não pretendo incomodar. Fui sincera.

Não seja boba, eu me preocupo com você, ainda mais sozinha a essa hora. Ele parecia estar me repreendendo pelo horário.

Não precisa se preocupar, eu sei me cuidar. respondi sem me conter.

Essa cidade é perigosa e você ainda é uma criança. Evan pareceu achar graça no que disse e aquilo apenas me irritou muito.

Eu já não sou mais um criança Evan. respondi petulante.

Claro que é, uma criança recém saída de casa. seu riso de provocação me irritou profundamente.

Não seja ridículo, eu morei com nossos pais porque a nossa mãe estava arrasada, ela não superou o fato de você se mudar e não dar a mínima pra ela. Comecei a rir desacreditando em toda aquela conversa.

Então você só faz o que ela manda? Ele debochou.

Sou muito independente Evan, mas não queria magoá-la, não depois que você fez. Eu estava sendo cruel, mas ele precisava ouvir.

O que eu faço ou deixo de fazer não é da sua conta. Sua raiva era quase palpável.

Você está certo, não é mesmo. Mas então é mútuo, e isso significa que eu não te devo explicações. respondi petulante.

Você mora na minha casa, tudo o que você faz é da minha conta. Ele está brincando comigo certo?

Eu não pedi para ficar aqui Bastardo Imbecil.

Pode acreditar que eu não pretendo ficar aqui por muito tempo.

Você vai ficar aqui, a menos que queira voltar pra Seattle. Não entendia o porquê dele estar me instigando a brigar.

Eu posso te suportar por um ano, mas não sei se você pode fazer o mesmo. Virei e sai sem esperar uma resposta.

Sabia que era infantil da minha parte ter uma discussão com Evan quando eu teria que morar na casa dele e eu havia acabado de chegar.

Entretanto era difícil aceitar a distância que ele impôs a nossa família, parecendo estar confortável demais em New York para ao menos ligar para nossa mãe e lhe dar notícias.

Senti raiva por essa obsessão ridícula, seria muito mais fácil se eu apenas o desprezasse. Me irritava que nem mesmo isso evitou que eu sonhasse com Evan e seu caminho da felicidade a noite toda.

Acordei mais cedo do que pretendia e percebi que ainda estava mais exausta do que queria admitir.

Resolvi tomar o café da manhã com Valentina na cozinha enquanto conversavamos. Ela era bem agradável e para minha tristeza cozinhava muito bem.

– O menino me contratou já faz muito tempo, o que ganho aqui é mais do que suficiente para me manter. Mas gosto de trabalhar, então acabo ajudando uma ou outra vez alguns dos moradores do prédio. explicou em meio a conversa.

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