– Onde você estava? – Ele segurava um copo de suco e parecia não notar que eu estava praticamente babando em cima dele.
– Fui jantar com minha amiga. – me forcei a desviar o olhar e encarei um quadro na parede.
– Esqueci que você estava aqui, acabei demorando demais no meu compromisso. – Evan coçou a cabeça envergonhado.
– Isso é bom, não pretendo incomodar. – Fui sincera.
– Não seja boba, eu me preocupo com você, ainda mais sozinha a essa hora. – Ele parecia estar me repreendendo pelo horário.
– Não precisa se preocupar, eu sei me cuidar. – respondi sem me conter.
– Essa cidade é perigosa e você ainda é uma criança. – Evan pareceu achar graça no que disse e aquilo apenas me irritou muito.
– Eu já não sou mais um criança Evan. – respondi petulante.
– Claro que é, uma criança recém saída de casa. – seu riso de provocação me irritou profundamente.
– Não seja ridículo, eu morei com nossos pais porque a nossa mãe estava arrasada, ela não superou o fato de você se mudar e não dar a mínima pra ela. – Comecei a rir desacreditando em toda aquela conversa.
– Então você só faz o que ela manda? – Ele debochou.
– Sou muito independente Evan, mas não queria magoá-la, não depois que você fez. – Eu estava sendo cruel, mas ele precisava ouvir.
– O que eu faço ou deixo de fazer não é da sua conta. – Sua raiva era quase palpável.
– Você está certo, não é mesmo. Mas então é mútuo, e isso significa que eu não te devo explicações. – respondi petulante.
– Você mora na minha casa, tudo o que você faz é da minha conta. – Ele está brincando comigo certo?
Eu não pedi para ficar aqui Bastardo Imbecil.
– Pode acreditar que eu não pretendo ficar aqui por muito tempo.
– Você vai ficar aqui, a menos que queira voltar pra Seattle. – Não entendia o porquê dele estar me instigando a brigar.
– Eu posso te suportar por um ano, mas não sei se você pode fazer o mesmo. – Virei e sai sem esperar uma resposta.
Sabia que era infantil da minha parte ter uma discussão com Evan quando eu teria que morar na casa dele e eu havia acabado de chegar.
Entretanto era difícil aceitar a distância que ele impôs a nossa família, parecendo estar confortável demais em New York para ao menos ligar para nossa mãe e lhe dar notícias.
Senti raiva por essa obsessão ridícula, seria muito mais fácil se eu apenas o desprezasse. Me irritava que nem mesmo isso evitou que eu sonhasse com Evan e seu caminho da felicidade a noite toda.
Acordei mais cedo do que pretendia e percebi que ainda estava mais exausta do que queria admitir.
Resolvi tomar o café da manhã com Valentina na cozinha enquanto conversavamos. Ela era bem agradável e para minha tristeza cozinhava muito bem.
– O menino me contratou já faz muito tempo, o que ganho aqui é mais do que suficiente para me manter. Mas gosto de trabalhar, então acabo ajudando uma ou outra vez alguns dos moradores do prédio. – explicou em meio a conversa.
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Romance Proibido
RomanceViver com Evan foi a maior prova de auto controle que Alyssa já enfrentou. O que você faria se você fosse loucamente apaixonada por seu irmão adotivo, e para piorar a situação você é obrigada a morar sozinha com ele por um longo tempo? Alyssa achava...
