Era óbvio que Evan pensava que eu era uma adolescente idiota, que me deslumbrava com o primeiro cara que aparecia na minha frente.
– Eu acho melhor fingir que não estou ouvindo isso, – continuei rindo com a piada.
–Eu estou falando sério Alyssa. – Sei que ele estava perdendo a paciência, mas eu não conseguia parar de rir.
– Eu deveria estar enfurecida com você por falar um absurdo desses, mas eu simplesmente não consigo parar de rir. – Bebi um pouco de água para me acalmar.
– Eu vi o jeito que você olhava para ele, e isso não vai funcionar. – Depois de tanto rir a graça estava dando lugar a raiva.
– E como eu olhava para ele? Ah qual é Evan, não vou negar que Luke é deslumbrante, mas ele não me interessa. – Peguei minha bolsa e me levantei farta dessa conversa estúpida.
– Para onde você vai? – Ele continuava sentado, parecendo não ter pegado a dica.
– Eu estou indo embora Evan, tenho coisas para fazer hoje e estou com pressa, então até mais tarde. – Fiz meu caminho até a saída e deixei Evan aonde ele estava.
Parece que estava se tornando uma rotina eu deixar Evan falando sozinho, mas nas duas ocasiões ele mereceu.
Peguei um táxi e fui as compras. Durante os meus quinze anos fazendo parte da família Andrews esse era um dos poucos luxos que eu me deixava aproveitar.
Eu sempre fui uma criança grata por tudo o que tinha, mas aprendi cedo a merecer cada uma delas.
Tive empregos de verões, mesmo não precisando de nenhum deles, trabalhei na biblioteca da escola e universidade. Dei aulas particulares, de matérias básicas, além de francês e piano, que eram minhas paixões.
Evan não me conhecia, eu duvidava de que ele soubesse de qualquer uma dessas coisas. Eu sempre seria a filha adotiva mimada. Ninguém entendia porque eu me comportava daquela forma, mas no fundo era por causa da culpa. Amar Evan era meu pecado e eu cumpriria essa penitência até o bendito dia em que conseguisse esquecê-lo.
Eu estava me sentindo tão sufocada que ainda não tinha saído da primeira loja, mal escolhera quatro peças de roupas, definitivamente não estava em um bom dia. Estava quase desistindo quando meu celular tocou e o nome de Ashley apareceu na tela e eu sabia que ela estava sentindo que algo estava errado.
– Você sempre sabe a hora certa de me ligar. – atendi sem nem mesmo falar oi.
– O que você tem? Você não me parece feliz. – Era incrível a nossa conexão.
– Tive uma discussão com o Evan, você sabe como isso me deixa chateada, – e irritada também.
– Não posso sair daqui e ir até você para lhe dar uns tapas, então vou te falar por telefone mesmo. Você vai parar com essa auto piedade porque essa não é quem você é Alyssa, não é essa garota frágil e sabe disso, esqueça o babaca do seu irmão. – Ashley terminou seu discurso e o silêncio tomou conta de nós por alguns minutos.
– Você tem razão, vou tentar me lembrar disso. Obrigada por colocar minha cabeça no lugar.
– É o que sempre digo, eu sempre estou certa, e quando não estou são as pessoas que estão erradas.
Comecei a rir da loucura que Ashley era na minha vida, meu coração se aqueceu com os minutos de conversa que tivemos, e aquilo me deu forças. Eu estava brilhando por dentro, me sentindo renovada.
Me permiti agir como a adolescente que eu nunca fui, pelo menos uma vez, gastei uma boa quantia em roupas, sapatos, jóias e acessórios. Comprei muito mais do que eu precisava, mas eu me permiti, dessa vez eu merecia.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Romance Proibido
RomanceViver com Evan foi a maior prova de auto controle que Alyssa já enfrentou. O que você faria se você fosse loucamente apaixonada por seu irmão adotivo, e para piorar a situação você é obrigada a morar sozinha com ele por um longo tempo? Alyssa achava...
