Obrigada aos que ainda lêem, eu não pretendo desistir dessa história, pois eu sinto que ela precisa ser contada. E um agradecimento especial a Dara que me incentivou e me ajudou durante toda a semana, sou muito grata a ti.
Beijos, Alicia.
•••
Quando acordei minha mente demorou algum tempo para recordar a noite anterior, mas eu preferia não ter me lembrado de nada, porque quando me dei conta de que havia acontecido uma catástrofe já era tarde demais.
Essa história de não estar triste por causa do meu brinco? Eu estava histérica. Tinha ganhado o brinco da minha avó, e sabia que minha mãe iria surtar quando descobrisse, era uma jóia com um inestimável valor sentimental, os brincos estavam na família a gerações e eu simplesmente tinha perdido.
Óbvio que quando cheguei não me dei conta de que tinha perdido exatamente esse brinco, estava me sentindo tão leve e feliz, com a adição das bebidas acabei não percebendo, sabia que tinha perdido um brinco, mas não qual.
Isso me deixou em um humor terrível, pois mesmo procurando pela casa sabia que não estava ali e de jeito nenhum iria recuperá-lo. Tomei um banho bem gelado para acalmar meus nervos e sai do quarto para almoçar, não tinha dormido muito, mas recuperaria o atraso durante a tarde e se fosse possível só acordaria no domingo de manhã, porque eu era assim, quando dormia praticamente hibernava.
Vasculhei a geladeira a procura de algo que matasse a minha fome, e que de preferência não me engordasse dez quilos. Eu estava tentando manter a forma, mas não estava tendo muito êxito no momento, então optei por uma salada e decidi fazer um frango grelhado.
Quando me abaixei para pegar uma frigideira no fundo do armário alguém me chamou e o susto me fez tentar levantar e assim acabei batendo a cabeça na parte de cima do armário que era de metal. Senti uma imensa vontade de chorar, aquilo doeu tanto que senti o galo crescendo. Sai com toda a dignidade possível e olhei para Evan encostado no balcão me olhando com uma careta.
— Isso parece ter doído. — Contei até dez mentalmente para não ser uma vaca com ele.
— Você nem imagina. — Respondi secamente e me levantei com a mão ainda sobre a cabeça.
— Desculpe, não quis assusta-la. — Eu havia fechado os olhos novamente, então não pude olhar para o rosto dele. Isso também evitaria que eu o matasse. — Você acabou de acordar?
Respondi um fraco "sim" e abri os olhos novamente, mal conseguia ver um palmo a minha frente, estava me sentindo confusa, tentei voltar ao que eu estava fazendo, mas a dor era absurda e perdi até o apetite. Minha cabeça começara a latejar e eu queria chorar. Parecia que meu dia não estava indo nada bem.
— Percebi que você provavelmente vai fazer o almoço, e eu também não almocei, por que não me deixa preparar algo enquanto você toma um remédio para dor e coloca gelo? Acho que talvez forme um galo. — Não tive forças para contrariar, acenei levemente com a cabeça e me apressei em tomar o remédio.
Evan abriu a geladeira à procura de ingredientes e rapidamente mexeu nos armários, logo o fogo estava aceso e ele estava totalmente concentrado ao que estava fazendo. Reparei na roupa diferente que ele vestia, eu já o havia visto de moletom e camisa antes, mas já estava tão habituada aos seus ternos que quando não os usava era sempre uma surpresa para mim. Era óbvio que estava lindo, como se tivesse acabado de acordar, mas minha dor me impedia de ficar admirando a vista, tudo o que eu queria era me deitar e torcer pra melhorar.
— Vou deitar na sala por um instante tudo bem? — Não esperei ele responder, peguei a compressa com gelo que estava no freezer e fui em busca do sofá.
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Romance Proibido
RomanceViver com Evan foi a maior prova de auto controle que Alyssa já enfrentou. O que você faria se você fosse loucamente apaixonada por seu irmão adotivo, e para piorar a situação você é obrigada a morar sozinha com ele por um longo tempo? Alyssa achava...
