Quase a perdi (Parte 1)

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Já havia se passado quase dois meses desde nosso último beijo. Estava louca para levá-la em minha casa e ficarmos a sós, sem nos preocuparmos com os outros, mas, infelizmente, não era assim.

Ela tinha sua rotina e era difícil tirá-la dessa tal rotina.

Estava chegando uma excursão escolar e posso dizer que a escola inteira estava animada para ir.

Minhas amigas me enchiam o saco, querendo que eu fosse, e eu dizia que não ia, por não ser muito fã de parques de diversão, principalmente quando é excursão e algum evento assustador.

Na época, eu fazia um bico durante a semana, onde conseguia tirar uma quantia bacana para gastar no dia a dia.

Rafaela queria muito que a amiga de Cris, Amanda, fosse a essa excursão, pois elas estavam saindo, mas ela não tinha o valor para pagar. Então, pediu minha ajuda e eu, sem reclamar, ajudei, claro.

Foi como um presente dado, mas ninguém sabia que eu havia dado uma mãozinha para elas ficarem juntas quase que 24 horas de um dia.

Após Cris ter descoberto que eu ajudei, ela ficou brava porque eu não ia, mas paguei para uma outra pessoa ir.

E adivinha só o que ela fez? Isso mesmo, me obrigou a ir, ameaçando que não falaria mais comigo.

Eu, boba apaixonada, no dia seguinte paguei e falei para ela.

O dia da tal excursão estava chegando. Eu estava ficando ansiosa pelo dia, por praticamente comemorar meu último ano na escola e, junto, aquela garota que aprendi a amar em tão pouco tempo.

Dias antes, estávamos marcando de nos encontrarmos em um certo horário na frente da escola, para comprarmos os lanches e os refrigerantes para levar.

O grande dia chegou. Às 6h, estávamos todas em frente à escola.

Compramos tudo que precisava e voltamos. Cris ainda não havia aparecido e jurei para mim mesma que, se ela não fosse, eu voltaria para casa e iria dormir.

A hora foi passando e nada dela ou de suas amigas chegarem.

Decidi ligar. Não demorou muito e ela me atendeu, com uma voz de sono, maravilhosa, por sinal:

— Alô! — disse ela, com sua voz de quem acabou de acordar.

— Onde você está? Já passou da hora de vocês chegarem. Daqui a pouco vão fazer as contagens para entrar nos ônibus. Acelera!

Não demorou muito e lá estava ela, com a cara toda amassada, mas com um sorriso de ponta a ponta por estar ali.

Tinha um medo tão grande de deixá-la ir a essa excursão sozinha. Confesso que esse foi o real motivo da minha ida a essa excursão.

Cris tinha alguns problemas envolvendo coração, pressão e muitas outras coisas.

Qualquer coisinha ela já passava mal e, por ser um parque de diversões, o medo falou bem mais alto do que ela ficar sem falar comigo.

A questão era: eu estava ali para cuidar dela e fim.

Contagens feitas, partimos cada uma para seu ônibus e, claro, ela estava no mesmo que o meu (risos).

Lembro-me de muitas risadas, muitas cantorias no caminho. A alegria de cada um ali estava contagiando, e eu só sabia olhar para ela.

Se eu iria comer ou beber, oferecia a ela antes de mais nada.

Incrível como o tal amor nos deixa, não é mesmo? Toda aquela preocupação, aquele carinho e todo aquele cuidado que tínhamos uma com a outra eram maravilhosos.

Um amor proibidoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora