O perdão

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Já havia passado mais um mês, completando então dois meses que não nos falávamos, e isso me matava a cada dia que passava.

Passei um dia em claro. Não me recordo do motivo, mas, quando chegou a hora de levantar para ir à escola, meu celular tocou e, na mesma hora, eu o peguei para saber quem seria.

Deparo-me com o nome “Cristina” na tela. Fiquei um tempo parada, tentando imaginar o motivo de ela ter me mandado mensagem àquela hora, pois fazia tempo que não nos falávamos.

E então, a seguinte mensagem:

— Bom dia, espero que tenha dormido bem essa noite. Deve estar se perguntando o porquê da mensagem, eu também estaria fazendo a mesma pergunta. Bom, sem muita enrolação, quero dizer que andei pensando muito no que aconteceu e percebi o quão grande a falta da sua pessoa me afeta no dia a dia (mesmo não parecendo).

Saiba que eu te perdoo e quero apagar toda essa história da cabeça e seguir tudo como estava, do mesmo jeito, sem tirar nem pôr. Sinto sua falta e, sim, eu te amo, mas não vai ser tão fácil quanto pensei. Preciso que você me ajude a esquecer tudo isso e, claro, vai ter que ganhar minha confiança novamente. Espero te ver daqui a pouco e matar a saudade daquele teu abraço maravilhoso! Beijos.

Ao ler essa mensagem, me deparei com lágrimas escorrendo pelo rosto, mas eram lágrimas de alegria.

Tamanha foi a alegria que não sabia mais o que estava fazendo. Corri, me troquei e fui à escola com um sorriso de ponta a ponta.

Cheguei à sala e perguntaram o que eu tinha para estar tão agitada. A emoção era tanta que não conseguia falar e disse que contaria depois.

Minha segunda aula foi vaga e ficamos do lado de fora conversando com outras amigas. E adivinha quem foi a primeira a saber de tudo? Thais, aquela que viu tudo acontecer, que me acalmava quando ninguém sabia o que dizer e enxugava minhas lágrimas diariamente.

Chamei-a de canto e disse:

— Cristina me mandou mensagem hoje antes de vir para a escola e foi uma das melhores mensagens que poderia ter recebido.

Entreguei meu celular para ela ler a mensagem e, assim que terminou, ela abriu um sorriso e me abraçou, dizendo:

— Eu disse que tudo se ajeitaria no seu tempo, era questão de espaço e tempo, claro. Fico feliz que tenham se resolvido e já consigo imaginar sua cara quando ela vier falar com você.

Me abraçou novamente, dizendo:

— Parabéns, pessoas como você merecem mais que qualquer coisa: ser feliz. Mesmo parecendo difícil.

Ao término da terceira aula, fomos para o intervalo. O coração estava acelerado e as mãos suando muito.

Nos sentamos nos mesmos lugares de sempre e, quando penso que não, lá vem ela em minha direção com aquele sorriso encantador.

Chegou, falou com todas, com beijo no rosto, e, quando chegou em mim, nos abraçamos tão forte que parecia que o mundo tinha parado ali, para desfrutarmos daquele momento mais que merecido.

Voltamos para as duas últimas aulas e fomos para casa. Quando cheguei, já tinha mensagem dela em uma das redes sociais que usava muito na época...

Gente apaixonada é bicho besta, né? Ri por tudo, basta um “Oi”. Incrível!

Conversamos tanto naquele dia que, quando demos conta, já era outro dia, que, por sorte, não era dia de semana, e sim o começo do fim de semana.

Já era tarde, então nos despedimos e fomos dormir (ao menos eu tentei). Estava tão ansiosa, tão feliz, totalmente fora de mim, que não conseguia sequer esquecer como foi maravilhoso tê-la de volta em meus abraços.

Depois de tantos pensamentos, adormeci louca para que o outro dia surgisse logo.

Durmo com um sorriso no rosto e com a pequena Cristina em meus pensamentos.

Um amor proibidoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora