Uma nova rotina

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Os dias foram passando e não tinha notícia alguma de Cristina. Falei com uma amiga minha, e ela passou a mandar algumas mensagens para Cris.

Assim, eu me informaria sobre como ela estava e explicaria o porquê de ter sumido de uma hora para outra.

Cristina não era do tipo que usava muito as redes sociais, mas, na época, era o único jeito que teríamos de nos falar. Então, ela criou um Facebook, e era por ali que conversávamos todos os dias.

Cris me disse que viajaria para sua cidade natal, Piauí, que, aliás, lá não havia sinal de nenhuma operadora e, na casa onde ficaria, não tinha internet.

Ela passou dois meses fora, e eu já não aguentava de saudades dela. Entrava no Facebook esperando vê-la online, mas nunca conseguia encontrá-la por lá.

Mandava mensagens para ela e só tinha um retorno dias depois, até que, um dia, totalmente fora de hora, nos encontramos online e ficamos horas conversando.

Completando um mês que ela estava fora, arrumei um emprego. Não era lá grande coisa, mas assim conseguia me distrair e não pensar tanto naquela garota que eu via todos os dias e com quem tinha um convívio diário maravilhoso.

Quando ela voltou de viagem e a vi pela primeira vez, naquele começo de ano (2013), me senti tão aliviada, tão feliz por abraçá-la novamente, e uma sensação de estar completa ali me dominava.

Um mês depois, comecei minha primeira faculdade. Era bolsista do curso de Administração, que era uma maravilha, por sinal.

Minha rotina começou a mudar. Passei a dormir de 3 a 4 horas por dia, então não conseguia conciliar meu tempo livre entre trabalho, ela e faculdade.

Cansei de chegar em casa entre 0h e 2h para ter que acordar às 5h e ir para a aula. Era uma rotina meio complicada, mas que, aos poucos, fui conseguindo administrar.

O que me doía não era a rotina que tinha, não era o tempo em que eu dormia, mas sim o fato de ela não entender como minha vida passou a mudar assim que terminei o ensino médio.

Era complicado dar toda aquela atenção que dava a ela no começo. Não tinha todo o tempo livre (infelizmente), mas era assim.

Por muitas vezes, cansei de deixá-la falando sozinha devido ao cansaço, que já era enorme. Acordava e via que ali estavam diversas mensagens dela, dizendo: “Poxa, você me deixou de novo”, “Você não era assim”.

E, como se não bastasse, por algumas vezes recebia algumas dizendo: “Você não me ama mais e nem faz questão de ficar comigo”. Em seguida, lia: “Precisamos de um tempo, não consigo viver assim”.

E então eu ficava tentando entender o que estava acontecendo, por que ela fazia aquilo comigo, sabendo que a amava mais do que qualquer coisa. Queria muito que ela passasse a entender o meu dia a dia e reconhecesse o esforço que eu fazia por ela, mas não. Tudo dela era: “Vamos terminar, não aguento mais ficar assim”.

Com o tempo, ela foi aceitando, mas demorou para isso acontecer. Após 7 meses nesse pequeno emprego que arrumei, passei a me dedicar apenas aos estudos.

Parei de trabalhar, o que me dava mais tempo para ficar com ela, e podia notar a mudança de humor que ela tinha e o quanto era possível notar sua felicidade por eu estar mais “presente” em sua vida e no dia a dia dela.

Um amor proibidoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora