Cura - Parte 1

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Peter, já em GreenVille, se comunica através de um comunicador com Morris:
— Alô? Alô? Testando, testan...
— Eu estou escutando Morris - Peter interrompe Morris — Consegui entrar em GreenVille. E as coisas estão prestes a ficar tensas.
— Você já devia imaginar - diz Morris — A partir de agora você está num cenário de filme de terror. Ou ação, sei lá.
— Ok Morris, do que exatamente você irá precisar? - pergunta Peter.
— Bom, você não pode ter contato com nenhum infectado. Então precisará achar a fórmula do DX1 - explica Morris. - Você já vai atrás da fórmula?
— Não Morris! Eu vou até a casa da Mia - responde Peter — Depois que ela estiver segura, aí vou atrás da fórmula.
— Onde ela mora mesmo? - pergunta Morris.
— Na Vila Saints! - responde Peter.
— Ok! Qualquer coisa é só entrar em contato - diz Morris encerrando a chamada.


Casa de Clarisse
Katie e Clarisse, após o ataque, saem do quarto. Elas percebem que o infectado já não bate à porta.

— Ótimo, parece seguro - diz Katie — Preciso que você pegue suas coisas para levarmos.

Katie entrega uma mochila a Clarisse. Clarisse vai então ao seu quarto pegar roupas e objetos pessoais, enquanto Katie permanece na sala de estar. Ela vê um retrato dos pais de Clarisse com uma frase: "Unidos para sempre". Katie guarda o retrato e continua explorando a casa. Ela vai à cozinha, onde pega alguns alimentos e os coloca em outra mochila.

Clarisse desce do quarto com as coisas que conseguiu pegar.
— Estou pronta — diz Clarisse.
— Ótimo! Pegou o suficiente? - pergunta Katie.
— Acho que sim — responde Clarisse.
— Tá bom, deixa eu ver como está o movimento lá fora - diz Katie, indo até a porta.

Ela olha pela janela e não vê nenhum movimento na rua.
— Parece que está calmo — diz ela — Eu acho que dá pra ir até o carro.

Nesse momento, Katie percebe um carro andando pela rua. Ele para em uma casa à frente. As luzes do carro se desligam, e a porta se abre.
— Quem é você? - diz Katie em um tom baixo.

Ela vê um homem saindo, e ele está bem armado. Ele se dirige à casa da frente e toca a campainha.

Peter
Peter chega a casa da Mia.

Ele estaciona seu carro em frente à casa, desliga o carro e em seguida ele pega algumas armas no banco traseiro de seu carro.
Ele sai, ele observa bem a região e vai até a casa de Mia. Ao chegar ele toca a campainha.
Ninguém lá atende.
Ele vai até uma janela da casa e tenta observar o ambiente interno. Mas parece não haver ninguém na casa.
— Droga! Onde você está Mia? - diz Peter.
Ele volta até o carro e pega um celular. Ele tenta ligar para Mia, mas não obtém nenhum contato.
Nesse momento uma pessoa vem correndo pela rua.
Peter vê e saca uma de suas armas.
Ele vai até o meio da rua e aponta sua arma.
— POR FAVOR! NÃO ATIRE EM MIM! ELES ESTÃO ATRÁS DE MIM! — grita a pessoa.
Peter percebe um grupo de infectados perseguindo aquele homem.
— Mas que merda! — diz Peter apontando sua arma agora para os infectados.
Ele efetua alguns disparos. Alguns chegam a cair, mas ele percebe que é um número muito grande.
O barulho dos disparos chama a atenção de um infectado que estava nos fundos de uma casa a frente da de Mia.
Aquele infectado vai em direção de Peter, que ainda continua atirando contra os outros.
Nesse momento alguém grita de uma Janela:
— EI ATRÁS DE VOCÊ!
Peter se vira e vê o infectado que iria te atacar pelas costas, então ele faz um disparo contra sua cabeça.
— POR AQUI RÁPIDO - alguém de uma casa grita chamando por Peter.
Ele corre até a casa, enquanto a multidão de infectados se aproxima.
Peter enquanto corre, vai sempre se virando e efetuando disparos, buscando abater os infectados, mas o números de infectados é grande demais.
Ele consegue chegar até a casa, onde é recebido por uma moça, que assim que ele entra, fecha a porta da casa tranca a porta.
Porém os infectados agora estão se debatendo contra a porta com muita força. Alguns outros se arremessam contra a janela, desesperadamente tentando entrar. 

— Precisamos reforçar a porta e as janelas - diz aquela mulher.
Peter ajuda Katie a empurrar uma estante até a janela, bloqueando-a da melhor maneira possível. Os infectados continuam a se bater contra a porta da casa, que aos poucos começa a ceder pela pressão. A mulher olha para Peter com temor.
— Temos que agir rápido antes que eles entrem! - ele diz.

Peter olha ao redor e vê um armário pesado próximo à porta. Com um gesto rápido, ele sinaliza para aquela mulher.
— Vamos tentar empurrar o armário para reforçar a porta! - sugere Peter.

Ela assente, e juntos eles se aproximam do armário. Com esforço concentrado, eles conseguem mover o armário, bloqueando parcialmente a porta. No entanto, os infectados continuam a golpear com força crescente.
— Precisamos de algo mais forte! - grita a mulher, enquanto examina rapidamente a sala.

Seus olhos caem sobre uma mesa pesada próxima à janela. Sem hesitar, ela corre em direção a ela e sinaliza para Peter.
— Vamos tentar com a mesa! - ela diz, determinada.

Com o coração acelerado, eles se aproximam da mesa e a empurram com toda a força que têm. A mesa se move lentamente, mas eles conseguem posicioná-la na frente da porta, bloqueando-a completamente.

Os infectados continuam a golpear freneticamente, mas a porta reforçada aguenta. A mulher e Peter se olham, respirando ofegantes, mas com um senso de alívio momentâneo.
— Isso deve segurá-los por um tempo - diz Peter, ofegante — Não imaginei que fosse tão assustador - diz Peter.
— Certo, precisamos esclarecer algo - diz a mulher.
— Esclarecer? Como assim? - pergunta Peter.
— Em primeiro lugar, você foi tocado, mordido ou algo do tipo?
— Não! - responde Peter.
— Segundo, suas armas - diz a moça apontando o armamento.
— O que tem elas? - Peter contesta.
— Se eu te pedisse para você entregá-las, você faria? - pergunta a mulher.
— Mas por que? - Peter novamente contesta.
— Eu ainda não confio em você mesmo tendo te salvado - diz a mulher.
— Olha moça, tá tudo bem! Eu não vou fazer nenhum mal - explica Peter - Eu sou das forças especiais, e estou em uma missão aqui em GreenVille.
— Ainda não confio - diz a moça.
— Ok, vamos ser civilizados - diz Peter - Eu me chamo Peter, e vim de YellowTown para fazer uma importante tarefa aqui. E você é?
— Katie! - responde a moça - Sou jornalista, ou era antes disso começar.
— Hum, Katie! Obrigado por me salvar! - diz Peter.
— Tá - responde Katie - Então você veio de fora?
— Sim, eu vim - diz Peter.

Neste momento ele percebe a presença de outra pessoa na casa.
— Quem é ela? - pergunta Peter.
— É a Clarisse - responde Katie - somos sobreviventes.
— Moram aqui? - pergunta Peter.
— Só ela - responde Katie — Nós só viemos pegar algumas coisas e depois voltaríamos para meu apartamento.
— Ah, então não são mãe e filha — diz Peter.
— Não. Os pais delas foram infectados. E eu consegui salvá-la - diz Katie se lamentando.
— Eu sinto muito - diz Peter.
— Você disse que veio numa missão. Que tipo de missão? - pergunta Katie.
— Eu vim para me certificar que uma pessoa estava bem, e depois eu preciso de uma amostra do DX1 para análise - responde Peter - Tenho um amigo que pode produzir uma cura.
— Achei que Merlin estivesse produzindo - diz Katie.
— Eu não confio naquele cara! - diz Peter.
— Concordamos em algo - brinca Katie.
— Por acaso vocês não viram ninguém daquela casa não é? - pergunta Peter indicando.
— Não! - responde Katie — Nós chegamos e fomos atacadas. E ficamos todo esse tempo presas aqui.
— Droga! - diz Peter — Eu tenho que sair daqui.
— Nós também precisamos - diz Katie — Mas tão cedo vamos conseguir, a casa está cercada por esses infectados.
— Eu posso tirá-las! - diz Peter — Mas nós vamos nos arriscar bastante.
— Não! Escuta aqui, nós nos arriscamos demais hoje - diz Katie.
— Melhor que ficar preso aqui com essas coisas tentando entrar - responde Peter.
— Você tem algum plano sabichão? - pergunta Katie.
— Eu sairia primeiro, e atirava neles. Em seguida vocês corriam e iam até o carro - sugere Peter.
— Clarisse! O que você acha? - pergunta Katie.
Clarisse acena positivamente com a cabeça.
— Então que seja - diz Katie.

Próximo dali, está o capitão de polícia Barnes e a enfermeira Rita em um carro.
O carro aparenta algum defeito e aos poucos vai parando.


— Mas que porcaria! - Diz Barnes irritado.
— O que aconteceu? - pergunta Rita.
— Eu não sei! Esses carros de polícia de GreenVille são uns atrasos - responde Barnes.
— E o que vamos fazer? - pergunta Rita meio assustada.
— Fica calma! Nós vamos dar um jeito - responde Barnes — Vamos precisar de um outro veículo - diz Barnes saindo do carro.
Rita sai logo após.

Barnes se afasta um pouco e acende um cigarro.
Rita um pouco mais atrás se vira de costas e vê algo:
— Ah meu Deus, Barnes! Olhe aquilo - diz Rita olhando para algo.
Barnes se vira, e ao ver uma multidão de infectados ele deixa seu cigarro cair.
— Cacete! - diz ele.

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