4° Capitulo - Rosinha

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Estávamos no carro, não nos falamos muito no caminho, apenas falei como chegar na minha casa, minha casa não é muito longe.

-O senhor pode me deixar aqui.

-Claro que não, faço questão de te deixar em casa.

-Você é muito insistente!!

-Não precisa alterar a voz, você é muito teimosa, e se não falar aonde é sua casa eu te levo pra minha.- ele ri

Nossa! Parecíamos duas crianças brigando, eu nem conheço ele direito e ele fala uma coisa dessas.

-Vira nessa rua e pode seguir reto.- digo de cabeça baixa.

Ele me deixou em frente de casa.

-Obrigada, até depois. - digo abrindo a porta do carro.

-Até amanhã.- ele responde e segura meu braço. Me viro para pedir que ele me solte, e de repente sou surpreendida com um beijo na bochecha, quase na boca.

-"Que boca quente"- penso me retirando do carro meia paralisada.

Entro em casa e as luzes já estão apagadas, vou direto para o quarto dá minha mãe mas ela já está deita, então prefiro não atrapalhar e vou me deitar.

-Preciso tomar um banho. -penso alto enquanto vou para o banheiro. Quando chego no banheiro tiro minhas roupas e vou me banhar, não demoro muito pós estou muio cansada, me seco e deito depois de colocar o pijama, quando vejo meu celular, tem várias mensagens no grupo das meninas, elas estavam brigando e eu não quis me meter e só fiquei observando, uma nova mensagem chega.

Número desconhecido: Boa noite.

Você: ??

Número desconhecido: Rodrigo.

No mesmo momento fiquei em estado de choque.

Você: Oque você quer?

Rodrigo: Só queria conversar um pouco mais com você. Gostei de você.

Você: Acho que você deve parar com isso.

Rodrigo: O perfume que você estava usado, esta no meu casaco.

Você: Oque você quer comigo professor? Porque não me deixa em paz?

Rodrigo: Gostei de você Laura.

Pois é, o professor gato estava afim de mim, ele parecia mesmo um cara bacana, mas, se as meninas soubessem, qual seria a reação delas?
Nós ficamos conversando a noite inteira (e olha que eu não queria né, imagina se eu quisesse).

Rodrigo: Laura, já são 04horas, melhor eu ir ajeitar meus papeis pra aula de hoje.
Você: Tudo bem, até já.
Rodrigo: Até. ❤

-MEU DEUS!!- grito enquanto levanto de tanta felicidade/nervosismo.

Fico sentada na cama por alguns minutos pensando na nossa conversa e sorrindo, nunca me senti assim, e ainda mais com um professor. Vou ate o banheiro e faço minha higiene, depois vou colocando o uniforme, enquanto me visto mexo no celular pra ver se tinha mais alguma mensagem dele, até que Raquel me chama no privado.

Flávia: Laura.
Você: Oi, bom dia! ⛅

Minha internet para de pegar e não vejo mais as mensagens dela. Acabo de me vestir e vou em direção a cozinha e minha mãe já estava saindo para trabalhar.

-Bom dia mãe!- digo descendo as escadas.

-Bom dia moçinha- diz ela se virando para mim, parecia brava.

-Oi... Tudobom?- digo meia sem entender o porque do nervosismo.

-Ta sim, pensei que você tinha ido dormi na casa da Raquel, já que demorou tanto!-

-Ah! Não começa mãe!- pego minha mochila e vou me retirando da cozinha pela porta doa fundos.

-Laura! Vem aqui, precisamos conversar!-

-Agora não da mãe, to atrasada!- me retiro de la.

No caminho pra escola fico tentando falar com a Flávia, mas ela não atende.
Enquanto caminhava, fiquei pensando na noite de ontem, e em como aquele professor conseguia ser tão chato e insistente.
Quando chego na escola, o portão já esta aberto, e algumas pessoas já estão entrando, vou em direção a minha sala e o Rodrigo já esta lá sentado em cima da mesa dele olhando alguns papéis.

-Bom dia!- digo alto olhando pra alguns alunos que estavam lá também.

-Bom dia Laura.- diz o professor Rodrigo com um sorriso bobo nos lábios.

Sento na minha cadeira e pego meu material, ele se levanta e começa a passa um texto enorme no quadro.

-Bom gente, só isso por hoje, como tem poucas pessoas, não vou passar exercício.- quanto ele diz isso chega o Magno na porta da sala.

-Com licença professor!- Magno o chama.

-Bom dia, pode dizer.

-A professora Luíza pediu pro senhor entregar essas folhas para os alunos, é um trabalho pra entregar dia sete

-Ela não vai da aula?- pergunta o professor.

-Não, porque tem poucos alunos nas salas.

-Ta bom, pode deixar em cima da mesa.

-Okay. Oi Laura!- diz Magno enquanto sai da sala.

Nesse momento o professor me olhou de um jeito tão estranho, não demorou muito e ele entregou as folhas e liberou todos.

-Laura, fica. Quero falar com você.- ele fala enquanto os outros alunos saiam da sala.
Depois que todos saíram, eu me sentei em cima da mesa ao lado da mesa dele.

-Oi?

-Você conhece aquele garoto?- ele pergunta arrumando a mochila.

-Sim! Meu amigo.

-Entendi... - diz ele com um tom de alívio.

-Porquê quer saber isso?

-Pensei que fosse seu "ficante".- ele diz vindo pra minha frente, entre minhas pernas

-Não, só amigos, ficou com ciúmes foi?- começo a ri da cara dele.

-Você é muito boba! -ele ri também. Ele chega perto do meu ouvido delicadamente e sussurra. -Queria saber se você é rosinha-

Corei na hora, fiquei com muita vergonha, ele colocou a mão na minha coxa direita e apertou delicadamente, me deu um leve beijo na bochecha e saiu com um sorriso meio safado nos lábios.

-Já pode ir, Laura.

-Até amanhã- disse enquanto pegava minhas coisas e caminhava para a porta.

-Eu te chamo no chat mais tarde- diz ele piscando pra mim.

Eu solto um sorriso e saio da sala. Quando chego lá fora Magno está lá.

-Oi Laura, você já ta indo embora?

-To sim, mas vou passa na casa da Flávia primeiro.

-Ah... Tudo bem, até depois então.- parecia desapontamento

-Até- Respondi enquanto saia da escola, foi caminhando até a casa de Flávia, toquei a campainha e esperei, esperei, e nada dela aparecer.

-Fláviiaa! -grito do portão, demora mais alguns minutos, e quando me viro para ir embora ela aparece no portão.

-Oi...- olhei para no portão e no susto vi Flávia com a cara fechada e parecia com raiva.

-Oi amiga.

-Sera que você pode entrar?- ela fala abrindo o portão

-Hey, oque aconteceu?- pergunto enquanto entro sem entender o porque do choro.

-Aconteceu...- ela diz com uma expressão de decepção.

-Me fala oque aconteceu.

Fiquei desesperada, logo pensei que ela poderia ter descoberto sobre mim e o professor Rodrigo. Será que é isso?

Professor de Filosofia Onde histórias criam vida. Descubra agora