Josh
Entrei na casa na esperança de que Hector estivesse bem, mas é claro que eu tive que olhar no rastreador para ver em qual cômodo da casa ele estava. Ele não era do tipo que entrava em pânico e nem gritava por ajuda, ele analisava a situação.
Ele estava no sótão.
- HECTOR ! VOCÊ TÁ AÍ?
- TÔ!
cheguei mais perto da porta para não ter a necessidade de gritar.
- Cara eu vô arrombar!
- Se fosse simples assim eu já teria feito!
Olhei pra porta que apesar de ser de madeira, estava molhada. Madeira apesar de não ser condutor elétrico, ao ser molhada é capaz de conduzir altas cargas de eletricidade.
- O que eu faço então?
- Vem pelo teto!
- Ok, enquanto eu subo no telhado com o perigo de cair e precisar de ajuda, apesar de ser eu a ambulância da vez, você fica aí torcendo pra eu não cair?
- É!
Eu só não questionei mais porque eu estava com medo do que poderia acontecer com a Elise sozinha.
Subi no telhado com a ajuda de uma escada que achei nos fundos. Tirei as telhas que consegui de uma vez e pude ver o filho da mãe do Hector lá em baixo.
- Demorou hein!
- Cala a boca e vamos logo, a Elise ficou só!
Depois de ouvir isso ele ficou sério e segurou a minha mão, descemos do telhado e ele correu direto para a moto.
- Ei me espera!
- Anda logo!
Subi na moto e ele logo atrás. Tinha ficado mudo e pensativo, ele sabia de alguma coisa que colocava a Elise em risco, e eu sabia que iriam atrás dela simplismente por causa da história dela. Era muito suspeito um irmão se revelar um sociopata e matar a mãe na frente da irmã.
- Mais rápido.
Eu acelerei. Precisávamos chegar e rápido, eu torcia para que ninguém tivesse ido atrás dela.
VOCÊ ESTÁ LENDO
E como sempre uma história
De TodoO mistério prevalece, o amor é cultivado, e a mágoa se transforma
