57- Concern

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Calabasas - LA

P.O.V Stacey Rudson 20:47 p.m.

Por um momento meu coração até se esqueceu de como se bate depois de presenciar aquela cena. Jurei pra mim mesma que não iria derramar mais nenhuma lágrima por esse homem e por mais que seja difícil, vou fazer isso. Isso eu prometo.

— Reservei a nossa mesa mais cedo. — Falou, o meu pai e o vi me olhar, notando o mesmo ponto de vista que eu. — Ah... — Ele abre a boca, vendo também o Justin junto da Megan e me olha. — Não precisa dizer mais nada, eu agora entendo tudo. — Engoli em seco e ele segurou na minha mão. — Vem, vamos pra nossa mesa. — Ele segurou na minha mão e fui em direção dela olhando pro Justin, que notou ali a minha presença e ficou azul, diria que envergonhado, por simplesmente não tá esperando que eu chegasse ali naquele momento.

— Obrigada. — Agradeci quando o meu pai puxou a cadeira pra mim. — E pode ficar a vontade pai. — Me referi a ele mesmo escolher o nosso jantar e pus meus cotovelos sobre a mesa, não contendo de maneira alguma as primeiras gotas de lágrimas que preencheram os meus olhos. Merda.

— Que tal ostras? — Meu pai sugeriu e evitei o máximo olhar na cara dele.

— Claro. — Concordei, colocando meu celular e bolsa sobre a mesa, notando meu pai com o olhar mantido em mim.

— Filha... — Fechei os olhos e lentamente os abrir. — Olha pra mim, Stacey. — Ele pediu e respirei fundo, erguendo a cabeça pra ele que me olhou com descontentamento. — Tá tudo bem?

— Claro, tá tudo ótimo. — Ironizei, e ele enrugou a testa, olhando pro Justin há alguns metros da nossa mesa.

— Olha, eu sinto muito por isso, de verdade, mas não vale a pena. Ele não merece nenhuma lágrima ou lastimação sua. — Engoli em seco e sequei as lágrimas. — Ele vai ouvir umas e será agora. — E tenta se levantar, me fazendo arregalar os olhos e o impedir.

— Não pai. Não faz isso. — Falei, baixo enquanto o via fuzilar o Justin sem parar. — Não vale a pena como o senhor disse. Esquece isso. Não se importe. — Ele me olhou e respirou fundo, voltando a se sentar.

— Esse era o meu maior receio. Sei que era chato o fato de eu te empurrar pra cima de rapazes ao querer te ver comprometida, mas era pra evitar esse tipo de coisa, de você se apaixonar por um moleque mimado e sem escrúpulos. — Ele murmurou e suspirei, pegando na sua mão sobre a mesa.

— Pai... Eu sei que o senhor sempre só quis o melhor pra mim, mas eu aprendi com essa patada... Pode ter certeza. — Ele apenas fez um gesto negativo com a cabeça e levei meu olhar discretamente até o Justin, vendo o próprio com a visão mantida em mim, enquanto eu o olhava com todo o nojo da face da terra.

Então meu pai e eu começamos o nosso jantar. Falamos sobre a reta final da UCLA, das férias e tudo mais, inclusive tocou no presente de formatura, coisa que ele fala desde que as aulas voltaram.

— Bem, eu não preciso de nada.

— Não quer viajar? — Ele falou, e penso na possibilidade.

— Eu viajo sempre, então não. — Ele rir e dá uma garfada na sua macarronada.

— Mas só por aqui nos Estados Unidos. Nunca viajou pra fora do país.

— Bem... Deve ser incrível, mas onde seria? — Perguntei, e bebi mais do meu vinho, mas logo sentir uma ânsia de vômito se intensificar no meu estômago.

— Santorini. — Arregalei os olhos, incrédula. — Gosta da Grécia?

— Meu Deus pai... É incrível, meu Deus! — Ele sorri e coloco as mãos na boca.

Central Bank RobberyOnde histórias criam vida. Descubra agora