*Noah na mídia. Um pouco clichê? Sim. Play na mídia e boa leitura <3*
~❤️~
Depois de eu conversar mais um pouco com Max, saí tonta da caverna. Precisava respirar um ar puro.
Eu expliquei que era muita informação pra um dia, então, ele marcou outra reunião para o dia seguinte às cinco da tarde.
Ele me disse também que faria um plano para em breve irmos para o mundo humano e descobrir mais sobre os suicídios, além de tentar trazer mais suprimentos para cá.
Parece que a morte de Grangover traria a luz da Cidade novamente, mas parecia impossível que eu, Emma, que não fazia mal a uma mosca, matasse uma pessoa. Mesmo que essa pessoa não fosse boa, eu tinha mesmo chances para o mais poderoso das trevas, como Max o chamou? Não, eu não teria nem uma chance!
Além de ter me dado um cordão que disse pertencer a Estela. Seu formato era de uma estrela cadente e quando eu abri fiquei, literalmente, sem palavras.
Dentro dele havia uma foto. Essa foto era dos meus pais biológicos segurando um bebê recém-nascido, eu. Meu pai sorria abertamente segurando o meu pé, assim como a minha mãe, que me embalava em seus braços. Eles pareciam tão felizes, nem parece que morreram tempo depois daquela foto.
À semelhança que eu tinha com eles era inegável. Os olhos da minha mãe e o sorriso do meu pai me deram um nó na garganta, eu via características deles todo dia quando me olhava no espelho.
Andei tanto que acabei chegando a um morro parecido com o que tinha na minha cidade.
O Sol já estava se pondo e eu sabia que a noite iria chegar em breve, mas mesmo assim, eu me sentei em uma pedra perdida em pensamentos.
Passei tudo o que havia acontecido nos últimos dois dias pela minha cabeça, era muita para processar em tão pouco tempo.
Minha vida, mais uma vez, mudara completamente, me deixando sem chão.
Pensei em Estela enquanto segurava o cordão que Max havia me dado dela. Pensei também em Adam. — Meu pai biológico.
Eles haviam dado a vida deles para me proteger, eu sempre achei que meus pais adotivos haviam me abandonado por um motivo fútil, mas isso agora... E eu nem mesmo posso conhecê-los. Eles estão mortos, assim como meus pais adotivos que eu tanto sentia falta.
Levantei da pedra, engolindo em seco, sentindo o amargor subir pela minha garganta.
Fui para a beirada do morro me equilibrando.
Olhei para baixo e tudo que eu consegui ver foi mato, mas muito, muito distante. Era muito alto.
Isso embrulhou meu estômago.
A verdade é que eu tinha um medo considerável de altura, sempre que eu me sentia mal, eu ia para um lugar bem alto e desafiava meu medo.
Me dava uma sensação que eu não sei explicar muito bem. Um misto de controle e coragem. Eu podia sair dali a hora que eu quisesse, bastava eu me afastar.
Tirei um pé do chão, tombando um pouco para o lado e indo mais ainda pra ponta.
Minha visão embaçou por um momento, mas eu repeti um processo com o outro pé.
Então, andei pra frente, pronta para fazer o mesmo novamente.
Porém, de repente, um barulho no mato me assustou e eu olhei rápido e antes que eu pudesse impedir meu pé escorregou no barro e senti a gravidade me puxando para baixo.
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No abismo da loucura (Reescrevendo)
FantasyEmma acorda em mais um dia monótono de sua tediosa vida. No entanto, depois de presenciar um suicídio ela descobre que não vive em um mundo normal e que seu passado lhe esconde muita coisa. Só ela é capaz de quebrar a maldição deixada por um inimigo...
