- Camila? – John chamava a mulher em sua frente que mantinha o olhar fixo em um ponto ao longe – Camila, ainda está aí?
- Sim. Eu... – disse voltando a si – Eu me distraí.
- Está tudo bem? De repente parece que viu um fantasma.
- Não, é só uma sombra do passado.
John a encarava confuso, mas preferiu não questionar.
- Então vamos pedir o jantar? Quer dizer, você ainda quer jantar comigo? Como amigos, é claro. Vamos selar a nossa amizade com esse jantar com a minha promessa de que eu não vou mais me insinuar romanticamente pra você. – sorriu sem jeito.
Camila mal prestava atenção no que o homem falava. Seus olhos não saíam da mulher sentada a alguns metros dali.
- Num dia ela diz que me ama e poucos dias depois está jantando acompanhada, toda animadinha. – sussurrou raivosa com o olhar fixo.
- Como disse? – John continuava sem entender.
- É... Vamos sim. Jantar, isso.
- Camila, você está bem? Se preferir podemos ir embora, eu vou entender.
- Não, quer dizer, sim. Na verdade eu prefiro ir, John. Não estou me sentindo muito bem.
- Tudo bem, vamos então.
- Mas se eu sair agora ela vai me ver. – continuava com o olhar à frente.
- Ela quem?
- Hã? Quem? – encarou o homem.
- Acho que você não está bem mesmo. – sorriu – Podemos ir então?
- Não. Eu acho melhor nós ficarmos. Talvez o jantar me faça bem.
- Você tem certeza? Podemos marcar para outro dia.
- Não. – sorriu forçadamente ao observar Evellyn numa conversa cheia de sorrisos com uma elegante mulher à sua frente – Eu vou ficar para ver até onde vai esse jantar.
John a fitava cada vez mais confuso, mas apenas assentiu e chamou o garçom.
Camila engolia a comida como se fossem pedras cortantes rasgando a sua garganta. Tomava um gole de vinho após cada garfada na tentativa de conter o misto de sentimentos nada nobres que passavam por si.
- Eu não entendo como as pessoas são relapsas quando se trata da própria saúde. – John dizia em uma conversa quase monologa, enquanto Camila ainda mantinha os olhos, faiscando raiva, fixados na morena – Manter hábitos saudáveis não é difícil e evita muitos problemas. O número de pacientes dentro de um hospital diminuiria consideravelmente se as pessoas fossem menos negligentes ao cuidar da saúde mental e física.
- Sim, é mesmo. – a loira assentiu sem nem saber do que se tratava – Cara de pau. Cínica! – sussurrou.
- O que? – John a encarou com os olhos arregalados.
- O que? – Camila o fitou.
- Camila, – disse impaciente levando o guardanapo até a boca – o que é que está havendo?
- Nada.
- Como nada? Você parece aflita, inquieta. Mal presta atenção no que eu digo e está falando sozinha, dizendo coisas desconexas desde que chegamos.
- Me desculpe, John. – suspirou derrotada abaixando sua cabeça.
- Olha, eu realmente gosto muito de você, Camila. Eu gostaria muito que você me desse uma chance, por isso insisti por tanto tempo. Mas diante do que você me disse eu vou te respeitar. Estou aqui como um amigo. Um amigo que gostaria de ser muito mais que amigo, eu confesso. Mas que primeiramente se preocupa com você. Você pode contar comigo para o que precisar.
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I'm in Love With my Boss
RomanceA paixão nasce em qualquer lugar, a qualquer hora. Vem de repente, sem avisar e quando se dá conta ela está lá, fazendo morada com ou sem permissão. Evellyn Campbell é a dona de uma das maiores empresas publicitárias de New York. Camila Clarke é...
