Esclarecimentos e Surpresas

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- Eu não aceito isso! – Marco espalmou suas mãos sobre a mesa de reuniões – Eu exijo uma explicação, isso não tem cabimento! A ex-secretária da Presidência chega aqui fazendo exigências como se fosse uma sócia significativa e todos vocês irão concordar com isso? – ele disse exaltado encarando todos na sala.

- Bem... – um dos acionistas se pronunciou – Realmente eu acabei de checar a minha conta e a transferência do valor a ser pago pelas minhas ações ainda não foi depositado, Marco.

- Deve ter havido algum problema no banco, o repasse foi feito hoje pela manhã. Eu posso garantir a vocês que até o fim do dia tudo estará resolvido. Os senhores têm que levar em consideração que é uma quantia muito alta, a transferência de um valor desses requer muita burocracia. – ele tentava convencê-los buscando conter a raiva que sentia.

- De qualquer maneira – Susan se pronunciou – a concretização, ou não, da venda das ações para o senhor Marco não implicará na posição da Srta. Evellyn aqui dentro, uma vez que após o repasse das ações do meu representado ela ainda será a sócia majoritária da empresa e continuará tendo a preferência à Presidência.

Marco fitava a mulher com ódio no olhar. Respirava fundo, afrouxando a gola e a gravata de seu terno já sentindo o calor da raiva lhe consumir por dentro.

- E quem garante que essa mulher está falando a verdade? – Marco apontou acusador para Susan – Ela foi demitida há pouco tempo pela minha querida irmã e agora volta dizendo que tem 10% das ações e que vai repassá-las para a Evellyn. De onde vieram essas supostas ações, Susan? Quem é o seu misterioso representado?

- Isso não vem ao caso no momento. – ela rebateu – Eu tenho todos os documentos aqui e não tenho pressa. Os senhores têm o tempo que precisarem para analisar tudo, até porque eu ainda preciso cuidar dos trâmites legais para o repasse das ações para a Evellyn.

- Eu sugiro que adiemos essa reunião. – outro senhor e representante do Conselho disse – Adiemos até amanhã. Até lá haverá tempo suficiente para que o jurídico cuide das questões da Srta. Susan para com a Srta. Evellyn e também para que o senhor Marco finalize a compra das ações dos nossos outros dois acionistas aqui presentes.

- Ótimo! – Marco sorriu sem humor – Amanhã terminamos de resolver esses detalhes e então veremos quem é que vai mandar aqui. – disse e saiu exasperado.

Evellyn levou as mãos ao rosto e suspirou aliviada. Susan se recostou na cadeira e fez o mesmo, deixando a tensão em seu corpo aliviar aos poucos.

- Obrigada. – Evellyn a encarou sem jeito – Susan, eu nem sei o que te dizer.

- Não precisa me agradecer, Evellyn. Eu só fiz o que devia ser feito.

- Eu não... eu não entendo. Como pode tudo isso? Como...?

- Eu vou te explicar tudo. Só me deixe tomar uma água primeiro porque não foi fácil manter essa pose na frente de todos, principalmente do Marco.

- Tudo bem. Eu te espero na minha sala então.

Susan assentiu e saiu da sala deixando a morena com um sorriso agradecido e um semblante mais leve no rosto.

***

- Atende, sua infeliz! – Marco dizia irritado com o celular no ouvido.

Estava no hall da sala de reuniões andando de um lado para o outro. O suor lhe escorria pela lateral do rosto e ele afrouxava o nó de sua gravata a cada cinco segundos. O nervosismo em sua feição era visível.

- Rachel, eu vou te matar se você não me atender agora. – resmungava enquanto discava novamente quando a chamada caía na caixa postal.

Depois de algumas tentativas frustradas resolveu deixar um recado para sua esposa.

I'm in Love With my BossOnde histórias criam vida. Descubra agora