Meu quarto, o único lugar em que mim sinto tranquilo.
O lugar proibido pra todos, somente eu, e minha mãe entrava aqui.
Tranco a porta e vou a janela, a noite está tranquila hoje, céu claro, boa pra caçar. Com um longo assobio chamo Wys.
Grandes olhos amarelos brilham numa árvore perto da minha janela. Ela já estava mim esperando.
Deito na cama com os olhos fechados pensando no que aconteceu ultimamente. Sinto um leve sopro de vento em meus braços, e um leve afundar na cama ao meu lado.
Abro os olhos e vejo a criatura mais bela que já vi. Uma coruja tão negra como a própria noite, somente as penas de pontas douradas nas asas a diferenciava das desse mundo.
👁👁
Ela é uma espiã perfeita, sua cor muda com o ambiente como agora, assumindo a da escuridão da noite.
__ As coisas estão mudando Wys ! - disse sentando na cama. - Minha prima foi para uma academia, só não sei qual ainda, se ela puxou meu tio deve ser uma encantadora.
Minha mãe tinha um irmão gêmeo, que foi casado com a irmã de meu pai. Ele morreu quando sua filha tinha cinco anos.
Até hoje não acredito que um Encanador como ele poderia morrer em um incêndio.
Minha mãe também não acreditava.
Aparti daí ela começou a me falar sobre a magia.
Quando descobri o meu poder sem ser ligado a magia durante nossas aulas, ela viu a necessidade de me aprofundar no estudo dos dons.
Sim, é raro ter poder sem ser ligado a magia, eles são chamados de Don Natural ou DN.
Por serem gêmeos mim mãe e meu tio já nasceram predestinados a carrega um DN, que passou para mim sendo seu filho.
Cada Magin tem seu DN, o dá minha mãe era o encanto dos seres místicos, todos eram atraídos por sua presença.
Já o do meu tio era um ramo do dela, ele tinha a voz irresistível, era comparado com o canta da sereia, que é o mais raro dos DN, apenas uma pessoa o desenvolveu, a rainha de Indocan.
E mais um sim, esse mundo é cheio de surpresas, a hierarquia dos Magins é a maior delas.
O som de vidro quebrado veio alto lá de baixo, mim tirando dos meus pensamentos.
__ Vamos ouvir Wys !?
A coruja fechou os olhos concentrando, coloquei a mão direita em suas costas e fechei os olhos sentido a ligação entre nós, esquentar mim mão.
Com essa ligação eu posso ouvir tudo ao meu redor e o que está a centenas de metros longe de mim. É nossa magia em movimento.
__ Quer se acalmar Roberto. Isso não irá resolver nada.
__ Se ele for ...
__ Será uma vergonha para nossa família, apesar de nós dois não controlar a magia, ela corre em nossas veias pelo sangue dos nossos ancestrais.
__ Ele não irá.
__ Deixo em suas mãos, agora eu vou dormir.
__ Também irei.
Escuto eles subirem a escada e entrar em seus quartos, que ficam no mesmo corredor.
Eles ainda não querem que eu vá para uma escola de magia. Já passei 17 anos sendo preso por eles.
Trinta minutos depois abro a porta do quarto e olho pra fora, escutando a escuridão, os roncos dos dois se espalham pelo corredor.
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Magins
Novela Juvenil" Nem sempre a luz trás o bem, como nem sempre as trevas trás o mal. " É nesse dilema que está nosso personagem, cabe a você decidir em que ele se encaixa melhor.
