__ Isso foi inusitado ! – disse Andará, quebrando o silêncio na mesa. – Você não está feliz ?
__ Não é isso, só fico imaginando.
__ O que ?
__ Essa varinha é...ela mim escolheu... você mim acolheu , ninguém tinha feito nada por mim antes !
__ Não se prenda ao passado quando o presente te chama.
Acabamos de tomar o café da manhã em silêncio.
Estava olhando para a minha varinha quando Andará me jogou um pequeno livro.
__ Pega ! Esse é o Varny. – em sua mão tinha outro só que maior. – Ele fala sobre varinhas e objetos mágicos, tem tudo aí.
__ Ele é meio pequeno né ? – disse rindo.
__ Não julgue um livro pela capa. – respondeu com um sorriso. – Ele fala sobre sua varinha, como selar a ligação entre vocês.
__ Como faço para me ligar a varinha ? – Perguntei pegando o livro, e o abrindo. – Mas ele está em branco ??
__ Faça um pequeno furo no dedo e desenhe um símbolo na capa com o seu sangue, mas lembre-se, esse será a chave para abri-ló nunca esqueça. – Assente com a cabeça.
Fiz um furo no dedo com a ponta da varinha, já que era a única coisa afiada ali.
O desenho brilhou numa luz lilás quando terminei.
__ Muito bem, se quiser saber sobre um objeto mágico, apenas peça para o livro e ele te mostrará. Teste.
Olhei para o livro e coloquei a mão direita em cima dele, o meu símbolo que estava invisível, brilho novamente.
__ Abra ele, e mostre tudo sobre a minha varinha.
Nada aconteceu no livro.
__ Você tem que falar o nome dela para que o livro possa identificar. Como você não sabe, pergunte outra coisa.
__ Mostre tudo sobre livro mágico Varny.
Suas páginas antes brancas agora tinha tudo sobre o livro, escrito em letras de cor vermelha, e tinha uns desenhos também.
__ Agora você está pronto para o seu primeiro ano letivo ? – disse levantando.
__ Sempre estive. – levantei também.
🕛🕐🕑🕒🕓🕔🕕🕝🕜🕧🕞🕡🕔
__ Não tenha muita expectativa, para não decepcionar depois, ok !
Estávamos parados na frente da sala do diretor. Ela bateu na porta pedindo permissão para entrega.
Era uma sala espaçosa, com vários armários nas paredes. Mas o mais impressionante é a mesa no centro, de uma madeira tão branca com um espelho tridimensional em todo o seu comprimento.
__ Impressionante né ?
Disse o homem de terno sentado na cadeira atrás dela.
__ Sim, muito.–respondeu Andará depois de uns segundos. – E a reforma dá sala do professor Cato, foi feita ?
__ Está me questionando, bibliotecária ?
__ Não senhor, imaginei que a sala tinha sido reformada já que tem uma mesa nova.
__ Ainda não, e isso não é da sua conta. – ele olhou para mim – Quem é você, não lembro de ter visto você aqui ?
__ Eu sou ...
__ Aluno novo, – falou Andará.
__ Não estamos aceitando mais, as aulas já começaram.
__ Ele já pagou pelo ano !
Os olhos do diretor brilharam quando ouviu ela, e um sorriso abriu em sua boca.
Vou falar como ele é, um homem até bonito, estatura mediana, pele clara, cabelo começando a ficar branco, vestido impecável. Olhos frios.
__ Hora, se já pagou não tem volta, pode ir conhecer a escola. – ele mim dispensou com a mão. – Enquanto a você Andará, imagino que tenha uns livros velhos para consertar.
__ Sim senhor.
Saímos da sala o mais rápido possível, olhei para Andará, que estava vermelha de raiva.
__ Terei tempo apenas de te mostrar o onde é o dormitório.
__ Porque ?
__ Se ele souber utilizar Aquela mesa direito, ele saberá onde estamos na mesma hora, e irá mim infernizar a vida.
Caminhamos por longos corredores vazios até chegar numa parte distante da escola.
__ Lá – ela apontou para uma construção perto da escola – Procure o quarto 37, boa sorte lá, devem estar dormindo ainda, as aulas começam as 08:30.
__ Está o ok, quando te verei novamente ?
__ Estou na biblioteca. – disse enquanto caminhava. – Lembre-se, seu nome você quem diz.
Vi ela sumindo nas sombras, aquele era o DN dela. Respirei fundo e caminhei até o dormitório, entrei numa sala grande com uma tv e par de sofá.
Caminhei polo corredor caçando a porta, estava tudo num silêncio de da medo , até que escuto um ronco, vindo da porta ao meu lado, seu número era 2.
O ronco transformou em gemidos altos.
__ É melhor entra, antes que vejo o que não deve. rsrs
Achei fácil a quarto, a porta era uma das primeiras.
Tinha dois nomes escritos numa placa na parede perto da porta, e um espaço vazio para o meu.
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Magins
Teen Fiction" Nem sempre a luz trás o bem, como nem sempre as trevas trás o mal. " É nesse dilema que está nosso personagem, cabe a você decidir em que ele se encaixa melhor.
