CAPÍTULO 17

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(Alex)

Meu rosto doí muito depois do soco, mas nada é pior do que ver a expressão de raiva do Nicholas para mim.

- Seu desgraçado! Como você pôde fazer isso comigo? Eu te odeio! Te odeio! – o Nicholas gritava e tentava avançar em mim novamente.

Eu não sei o que fazer. Meu mundo nesse momento caiu ao ver o Nick me tratar com tanto desprezo. Eu deveria ter feito como sempre e ter escutado a minha cabeça e não meu coração, mas não consegui.

Não com ele.

Num impulso vejo o Nicholas dando uma cotovela em Bernardo que o segurava e pensei que ele viria me bater mais. E eu estaria pronto para isso, mas em vez disso ele jogou o celular em mim e saiu correndo.

- Nick! – tentei gritar, mas o som saiu baixo, pois ainda sentia a dor no meu rosto e por que não dizer em meu coração também.

Vi ele correndo, se afastando de todos. Paloma e Bernardo o seguiam enquanto os outros ficavam aqui e agora me olham.

Eu me levanto devagar, me sentindo novamente o lixo que sei que sou. Pego o celular que ainda está nas mensagens. Na minha primeira para ele na verdade. Aquela na qual eu desabafei meio que involuntariamente o quão eu não merecia a alegria dele, muito menos a raiva.

E foi ali que eu tinha visto uma chance para nós, pois ele ficou feliz com minha mensagem e eu mais ainda por tê-lo feito se sentir melhor depois ter feito o oposto logo antes.

Pensar naquilo faz meus olhos se encherem de lagrimas, que eu não seguro e deixo que rolem pelo meu rosto.

Sinto um empurrão no meu ombro e em seguida:

- Porque o Nick saiu desse jeito e porque você está assim, Alex?! O que esta acontecendo? Me responde! – Marcela está na minha frente, visivelmente nervosa e preocupada.

Fecho meus olhos por alguns instantes para conseguir colocar minha cabeça no lugar para em seguida abri-los e respondê-la, mas de nada adianta. Não tem como fugir mais do que está acontecendo.

Do que vem acontecendo há algum tempo no meu coração.

- Aconteceu que não importa o quanto eu tente eu nunca vou ser feliz... Nunca... – disse enquanto choro para ela que fica estática.

Nem espero para ouvir uma resposta eu vou logo me distanciando deles. Passo pelo professor Guilherme sem olha-lo no rosto, envergonhado, depois por Vitoria e saio sem uma direção certa.

Percebo que Marcela está vindo atrás de mim então apresso meu passo a ponto de sem nem perceber estar correndo como o Nick estava antes. Pode ser loucura, mas parece que quanto mais eu corro mais perto dele eu fico e mais angustiado por ele não estar aqui comigo.

Sinto como se eu pudesse o alcançar de alguma forma mesmo não tendo ideia de onde ele esteja, mas é como seu pudesse sentir o seu medo e angustia. Talvez seja pelo fato de eu mesmo estar sentindo isso, coisa que venho sentindo há tempos.

Minha respiração desregulada já mostra que corri demais e estou cansado. Dou uma parada quando chego num dos bancos que tinha em frente da faculdade de administração.

Nem tinha imaginado que teria corrido tanto. A angustia faz isso com a gente às vezes, sei bem como é.

Então vendo que ninguém está mais me seguindo, chego perto de um dos acentos, o que fica exatamente de frente ao prédio do meu curso. Me cento olhando para o nada, talvez para as paredes do prédio e o desespero começa a tomar conta de mim.

Eu Só Quero Te AmarOnde histórias criam vida. Descubra agora