Feliz Aniversário Asahi ( 1 )

268 14 9
                                    

P.O.V ASAHI

 Já fazia alguns dias que eu parei de ir a escola, não queria mais ver Noya e ele muito menos me ver depois do que eu fiz com ele. Eu quero pegar uma estaca de madeira e enfiar no meu coração nesse momento e morrer pelo meu pecado mas parece que não vai ser tão fácil assim já que minha mãe pegou total consciência do que aconteceu e está a todo momento de olho em mim. Parei de comer e sair do meu quarto também o que só deixou minha mãe mais triste, eu só queria poder voltar no tempo e te evitado fazer aquilo, por que tenho que ser tão possessivo? 

 Afundei meu rosto no travesseiro e comecei a chorar, eu não suporto pensar em Noya com alguém que não seja eu mais também não suporto ver ele triste e me odiando. Simplesmente não consigo, não suporto e nem quero pensar nisso. Ignorei as milhares de mensagens e telefonemas deles, não quero que ele fale o quão idiota eu fui e que nunca mais me quer ver alem de estar muito feliz com Tanaka. 

 Esqueci de comentar que hoje, dia 01/01 é Ano Novo e meu aniversario, que sorte a minha em. Acho que irei comer um pouco ou não aguentarei ficar até de madrugada acordado com minha família. A hora está quase chegando, faltam exatamente 4 horas. Não sei se começo a me arrumar e boto a mascara falsa de felicidade ou fico trancada no quarto chorando. Me levantei e fui ate a cozinha pegando um copo de água para botar meu remédio quando por algum motivo a coloração vermelha do vinho em cima da bancada me lembra do gosto de sangue de Noya. 

 Ele era tão doce e gostoso, quero mais e mais... Tenho que parar de pensar nisso, acho que terei que mudar de pais já que provavelmente Noya vai me deixar cada vez mais louco a ponto de eu começar a o observar e simplesmente o pegar e não devolver a ninguém por mais que... Ele me odeia então acho que não conseguirei fazer isso. Sem mais enrolar fui para meu quarto e tomei um banho, coloquei uma camisa branca da Polo, uma camisa meio amarronzada por cima bem larga e uma calça jeans com meu tênis da Nike vermelho e branco. Pego a chave da casa e aviso minha mãe que ia dar uma volta o que fez a mesma ficar um tanto surpresa.

 Caminhei pela mesma praça que encontrei Noya, era cômico já que de todos os lugares escolhi justo o que mais iria me ferir com lembranças, haha, devo ser algum tipo de masoquista sentimental ou um completo idiota. Coloquei a mão em meu peito e apertei forte tentando conter as lagrimas que querem muito correr e me afogarem.  Depois de ficar algumas horas encostada na minha árvore preferida de cerejeira levanto para ir em minha casa.

P.O.V. NISHINOYA

 Fui a casa de Asahi para seu aniversario e ajudei na reparação, já havia pensado muito no presente de Asahi mas não sei se ele vai querer. Com isso coro bruscamente por que estava planejando dar algo bem peculiar, claro que se ele não gostar falarei que é uma brincadeira e simplesmente entregarei meu segundo presente. Espero que ele não me odeie, essa é uma das ultimas coisas que eu quero que aconteça. Balancei a cabeça freneticamente de um lado para o outro para afastar esses pensamentos, um ato bem estranho mais sempre me acalmou alem de dá um tapão em minhas bochechas e gritar idiotices.

  O tempo foi passando então eu... Decidi tocar no assunto de vampiro com Daichi, se Asahi era um com certeza seu melhor amigo também deve ser... Então a mãe de Asahi também é uma vampira... Sera que Tanaka também é? Então a possibilidades de tsukishima, kageyama e o treinador também serem. Com esse pensamento começo a ficar extremamente pálido e Sugawara muito preocupado comigo coloca a mão em meu ombro me fazendo dar um grito. 

- Calma Noya! Sou eu Sugawara seu senpai - Falou ele me acalmando, coloco a mão no meu peito para recuperar meu folego, perdi uns anos de vida com esse susto. Caralho, que belo susto mano, pensei que eu enfartaria aqui e é bom vocês não terem rido da minha cara.

- Você esta bem? Parece um tanto pálido e assustado. Aconteceu algo que esta te preocupando? - Pergunta ele passivamente, eu ainda não consigo falar nada então permaneço calado tentando recuperar a voz e meu folego que ainda estava muito acelerado igual ao meu coração. Assim que eles se estabilizaram olhei para Sugawara tentando disfarçar o nervosismo. 

- Sim suga-senpai, não se preocupe eu estou muito bem tirando o fato do susto - Falei ja calmo e sorri para ele, por mais que pareça que não o convenceu ele apenas volta para o lado de Daichi. Então se Daichi é um vampiro Sugawara também pode ser... ENTÃO O TIME INTEIRO É?! Tô muito fodido bergue, puta que pariu velho, não dá não. Eu vou perguntar agora provavelmente não aqui mas vou perguntar. Vou até Daichi que estava falando com Sugawara mas logo parou e me olhou.

 Daichi, você é um vampiro? - Falo um tanto serio e olhando diretamente para ele apertando minhas mãos muito forte. Nesse momento além de Daichi, Sugawara, Kageyama, Tsukishima, Tanaka e a Mãe de Asahi me olham muitos surpresos confirmando minha teoria e um pouco tremulo continuo no lugar. Ele segura gentilmente meu braço e me puxa para varanda, eu fiquei nervoso mas sabia de algum jeito que eu não deveria ter medo.

- Como... Você sabe sobre eu ser um vampiro? - Ele me olha com os olhos vermelhos me fazendo ficar com medo e tremer mas tentei não demonstrar intimidação então levantei minha cabeça e o encarei determinado.

- Não sabia até sua reação a pouco tempo atras, descobri que Asahi era um vampiro então logo deduzi isso - Falo tremendo um pouco mais ainda firme, não irei sucumbir a nenhum vampiro alfa a não ser o Asahi, ele é o único e sempre será. 

- Entendo, sim eu sou. Já que você não contou a ninguém sobre o Asahi ser o vampiro espero que não conte de eu e mais umas pessoas também serem vampiros. Agora vamos voltar ou alguém vai desconfiar e querer meter o nariz onde não deve - Em silencio faço oque ele fala e a festa continua normalmente. Tanaka não pode vir então meio que eu não faço ideia do que fazer. Então apenas esperarei a volta de Asahi para começarmos a festa. 

 Depois de muito tempo, desligamos as luzes e escutamos a porta ser destrancada e aberta e quando nos fomos capazes de ver o pé de Asahi ligamos as luzes e gritamos parabéns. O mesmo ficou muito surpreso e sorrio mas quando me avistou entre as pessoas ficou super pasmo e por um momento pude ver as lagrimas refletirem em seus olhos. O peguei pelo braço e o puxei para seu quarto, ele estava bem relutante mas cedeu ao meu comande de me seguir.

- N-Noya e-eu - Tentava dizer ele, muito triste e quase chorando. Muito corado lhe dei um beijo calmo e bem pacifico mas Asahi parece ter pedido um pouco do controle  intensificou o beijo clamando o comando e pedindo passagem para a língua, além disso por eu ser muito baixo ele me levou ao seu colo e me prendeu contra a parede. Já sucumbido ao seus hormônios de Alfa abri passagem para sua língua que bem freneticamente explorou cada canto da minha boca. Aquele beijo estava bom demais mas ele percebeu minha falta de oxigênio e separou nossos lábios deixando um fino fio de saliva nos ligando, ele estava me olhando com aqueles olhos de predador me senti uma pequena presa que seria devorada a qualquer momento.

- A-Asahi, é melhor você desligar seus hormônios. Eles vão suspeitar e... Vamos para a festa - Digo muito corado, eu ainda não havia iniciado o cio e tal, então vou me controlar. Ele me poê no chão e mordeu minha orelha, eu entendi o que ele disse com aquilo então coro.  Descemos para a sala novamente, todos perguntam para Asahi o que aconteceu e ele só fala que levou um sermão por ter sido frouxo e ter faltado a escola e o treino, para sustentar a mentira cruzo os braços vigiando estar bravo e olha para Asahi e o mesmo fingi estar com medo para sustentar a mentira. 

  Depois nos comemoramos o Ano Novo tranquilamente, comemos, bebemos e até deitei no ombro de Asahi assistido os lindo fogos que no ceu se formava, mais um dia em mais um ano e eu na vida de Asahi e ele na minha. Esse foi o melhor ano da minha vida.  E depois disso todos forma em boras e eu permaneci na casa de Asahi, sua mãe sairia logo, o que vai acontecer agora?

CONTINUA...

Meu pequeno liberoOnde histórias criam vida. Descubra agora