Cidade do Rio de Janeiro, Brasil
P.O.V. ANABELLA
Depois que almoçamos decidimos voltar para nosso apartamento. Precisávamos arrumar uma infinidade de coisas e papai ainda teve que ir ao shopping para comprar mais uma mala, aproveitei e fui junto para me despedir de algumas amigas. Sentirei saudade de minhas amigas, especialmente de Giselle, minha melhor amiga. Prometemos sempre manter contato por meio das redes sociais. Gi, como eu a chamo, quer que eu mande fotos e relatórios de tudo que acontecer nos Estados Unidos. Fico triste em pensar que deixarei amigos, para trás, entretanto, compreendo que será uma oportunidade de minha família ficar mais próxima, já que papai sempre esteve fora trabalhando. Quando eu chegar em Nova Iorque acho que conseguirei fazer novas amizades. Não deve ser tão difícil assim. Afinal, de contas eu sei falar inglês fluentemente, o que acaba ajudando um pouquinho.
"Mãe, terminei de arrumar as minhas coisas." Digo entrando no quarto dela e de papai.
"Que bom, filha! Olhe novamente e veja se tem algo que você queira levar." Diz mamãe dobrando algumas camisetas e colocando na mala.
"Já olhei. Não tenho mais nada para levar. Minhas roupas e calçados já estão todos em uma mala, e na outra algumas coisinhas que eu quero levar; as fotos, alguns objetos de decoração do meu quarto, minhas maquiagens e até uns ursinhos. Já o meu notebook, celular, carregador, fones e jóias eu vou levar na mala de mão." Digo me sentando na cama.
"Então me ajude, filha. Pegue aquelas camisas de seu pai, por favor." Mamãe pede. Vou até o lugar para pegá-las e volto um pouco desengonçada com elas nas mãos. "Obrigada!" Mamãe agradece.
"Mãe, que horas é o nosso vôo amanhã?" Pergunto pegando o restante de roupas que estavam no armário de meus pais.
"Acho que 13:00 da tarde, depois vou conferir com seu pai." Diz ela colocando as camisas dobradinhas na mala. O que é uma perda de tempo, quando chegamos no aeroporto eles jogam as malas de qualquer jeito no avião bagunçando todas as roupas.
"Mãe, será que eu vou me acostumar? Será que farei novos amigos?" Pergunto ainda desacreditada dessa mudança.
"É claro que sim, minha filha. Pelo menos alguns gatinhos você vai conseguir." Diz mamãe fazendo graça.
"E esses rapazes vão ter que se entender comigo!" Papai entra no quarto fingindo estar bravo.
"Ei, não se preocupe! Eu vou ter os gatinhos, mas você é o homem da minha vida, pai." Digo brincando com ele.
Imagina só, eu cheia de garotos atrás de mim. Eu me considero tão desinteressante. Não sei fazer nada diferente. Não sei dançar, não pratico nenhum esporte, não sei cantar, nem nadar eu sei. Tanto é, que uma vez eu quase morri afogada no mar, mas mamãe ficou gritando da areia, porque também não sabia nadar, e um homem me tirou de lá. Totalizando, eu não sei fazer nada. Na verdade, eu sou boa em fazer doces. Mas também é só isso.
"Ah, Bellinha, igual você, impossível." Diz ele rindo. "Minha chefe vai nos buscar no aeroporto. A propósito, ela mandou perguntar qual cor você gosta, filha, eu respondi rosa e azul claro. Acertei?" Papai pergunta em dúvida.
"Sim, acertou!" Digo e ele comemora. "Por que ela mandou perguntar quais cores eu gosto?" Pergunto curiosa.
"Para decorar o seu quarto. Ela mesmo iria escolher a decoração." Ele responde e eu fico impressionada com tanta preocupação de detalhes. "E a sua matrícula também já está feita, ela pediu para você apenas comprar um fichário de seu gosto, um estojo com lápis, canetas e essas outras coisas que precisam na escola. Os livros a escola já disponibiliza." Diz papai e eu fico boquiaberta.
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The New Avenger || Spider-Man #Wattys2020 #WriteTogheter
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