P.O.V. PETER
Minha cabeça estava uma confusão. Pensamentos antigos reviravam minha cabeça. Certezas que eu tinha de todos os dezessete anos de minha existência na face da Terra, eram mentiras inevitáveis. O homem que morreu quando eu ainda era apenas um bebê e cresci vendo fotos dele comigo no colo, não era o meu pai real. Entretanto, o homem que eu sempre admirava passando na televisão e nos céus de Nova Iorque usando uma armadura amarela e vermelha, esse sim, esse era o meu pai. Isso é loucura! Eu não conseguia sentir mágoa alguma de minha mãe por ter omitido essa parte crucial da minha vida. Naquele momento eu estava satisfeito, pois estava no conforto dos braços de meu pai. A única coisa que eu conseguia fazer era me render totalmente àquele abraço, enquanto sentia todos os vazios serem preenchidos. Até que por fim separamos do aperto.
"Isso merece uma comemoração." Thor grita e só agora posso ver todos do Complexo nos pajeando. "Em Asgard faríamos um banquete." Ele completa.
"A Barbie tem razão. Hoje a noite teremos um jantar para comemorar isso." Tony estava contente ao extremo e eu me sentia regozijo por ver o quanto ele estava considerando a importância do momento. "Precisamos contar para May, e para a Pepper. Contaremos ao mundo?" Ele estava elétrico.
"Minha Tia May vai pirar." Digo imaginando a possível reação da senhora minha tia.
"É. Ela vai." Concorda Senhor Stark... Tony...meu pai. "Temos muito o que conversar, pirralho."
Preciso acostumar-me a não chamá-lo lo de 'Senhor Stark', mas ainda não consigo chamá-lo de 'pai'. Vamos com calma, minhas pernas ainda tremelicam apenas de lembrar das palavras de minha mãe naquelas cartas. Então usarei o termo mais aceitável, e me referir a meu pai, como Tony, até que eu me acostume com tanta novidade.
Aquela manhã eu poderia inclui-la em uma das melhores manhãs que eu já vivi. Como eu estava feliz e satisfeito. Eu jamais encontraria palavras cabíveis para explicar meu mix de emoções. Toda aquela manhã não ligamos para nenhum compromisso que tínhamos, o que importava era o momento e Tony não queria perder mais nenhum minuto. Minha mãe tinha toda a razão, ele sempre fora um homem bom, apenas não sabia. Eu decidi que não devíamos espalhar aquilo ao mundo com um tipo de comunicado importante no horário nobre da TV em um jornal das 08:00 da noite. Preferimos contar ao mundo quando houvesse a brecha exata. O que é estranho, já que Tony Stark, é bem famoso por não ligar sobre o que pensam dele e fazer as coisas com o impulso. No entanto eu tive toda uma história até chegar nessa parte, e para mim isso é novo e sempre que lembro do me acabou de acontecer e que eu sou nesse momento o único herdeiro de Tony Stark, meu coração quase para e sinto borboletas no estômago. Passamos a tarde toda reunidos e sentados no sofá da sala, Anabella estava empolgada e interessada em cada história que Tony contava. O pessoal permaneceu a maior parte do tempo conosco. A manhã e a tarde passaram rápido como o papa-léguas correndo do coiote, deve ser porque eu estava gostando e me divertindo com tudo, mal vi o tempo passar.
Olho-me no espelho do banheiro e ajeito uma mecha de cabelo que insistia em fugir de meu topete. Volto para meu quarto e sento-me na cama enquanto olhava uma fotografia minha e de Tony, ele fazia um daqueles típicos sinais de "paz" com o dedo indicador e o dedo maior. Um dia eu era apenas o estagiário, hoje eu sou o filho do chefe. Rio sozinho de tamanha ironia que o destino nos fez passar. Escuto duas batidas na porta de meu alojamento. Permito a entrada e posso ver a pessoa com um vestido rosa claro e aquela joia azul volumosa e extravagante no pescoço. Acho engraçado a maneira como ela coloca um vestido até então formal e quebra a seriedade com um tênis de passeio discreto sem cores chamativas.
"Tudo bem?" Bella pergunta ainda na porta.
"Só um pouco pensativo." Digo chamando-a com a mão para se achegar.
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The New Avenger || Spider-Man #Wattys2020 #WriteTogheter
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