Eternal Flame

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Aeww! Chegamos ao último capítulo de All I Want. Esta fic foi a primeira com muitos caps que escrevi com Mileven, e ela é muito especial para mim. Ela tinha muitos leitores em outro site, mas, por um problema técnico, tvz eles não possam ler este final. Mas, se vc chegou até aqui, agradeço desde já, pois para o escritor, o reconhecimento do leitor é mto importante. Um beijo, e leiam a minha fic nova, Never Let Me Go!

Ela acordou disposta a fazer o café da manhã antes que Mike se levantasse. Ele finalmente se formaria e o apartamento em que moravam já estava com muitas caixas empilhadas, pois eles se mudariam em breve. Eleven também estava perto de se formar, dois semestres atrás do namorado. Ela já estava lidando melhor com ambientes mais cheios de pessoas estranhas, e nem de longe lembrava a garota que mal articulava uma frase; tinha até três amigas íntimas, estava preparando-se já para um possível mestrado em literatura, e só usava seus poderes para coisas corriqueiras e que ninguém além de Mike e de sua família e amigos de infância veriam...

El estava distraída na cozinha quando o namorado entrou, já banhado:

- Que bom que já tomou banho.- ela sorriu, colocando o suco de laranja na frente dele.

- Hoje eu me formo, não é?

- É o que o terno novo no armário indica. – El riu.

- Não precisava se levantar tão cedo, amor. – Mike estendeu a mão para ela e eles entrelaçaram os dedos. – Você poderia dormir mais.

- Eu tô mais ansiosa que você, acho. – ela riu.

Mike a puxou para si, e El estava sentada em seu colo; ele a abraçou:

- Obrigado por tudo, meu amor.

Ela virou-se e eles beijaram-se, o mesmo fulgor de sempre, aquele sentimento nunca ficando para trás:

- Você tá nervoso? – ela segurou seu rosto.

Mike hesitou, beijou-a de novo, apaixonado:

- El... El. – ele respirou fundo. – Eu planejei muitas formas de te fazer isso, mas... a melhor forma é sempre com você nos meus braços. Eu te amo.

- Eu também te amo. – ela repetiu, as mãos ainda segurando o rosto dele.

- Quer se casar comigo? – ele perguntou.

- Como? – ela riu, tremendo.

Ele se levantou, tirando-a do colo, e retirou uma pequena caixa de joia do bolso de trás da calça.

- Ok, vamos fazer isso direito. – ele respirou fundo, pondo o joelho no chão e olhando atentamente para ela:

- Elle Jane Hopper-Byers, quer se casar comigo?

Os olhos da garota encheram-se de lágrimas, e ela levantou Mike do chão, fazendo com seus poderes com que o anel fosse parar no dedo:

- Sim, sim!

[...]

Joyce acabava de ajeitar seu chapéu quando viu que o marido ainda lutava com a gravata:

- Você vai chegar mais atrasado que a El para o casamento, desse jeito!

- Eu só não estou acostumado com uma coisa tão formal. – Hopper gemeu, deixando que a mulher acabasse logo com aquilo.

- Você está muito nervoso, isso sim.- Joyce comentou.

- Ela é minha menina. – o xerife bufou.

- Hop! Faz um bom tempo que a El e o Mike moram juntos... e você sabia que ele a pediria em casamento assim que se formasse.

Naquele momento, Will pôs a cabeça dentro do quarto e disse:

- Vamos, Jonathan disse que todos já estão lá.

Mike estava mais do que nervoso no altar, mas Dustin e Lucas buscavam distrai-lo. Mais alguns convidados chegaram, eram os parentes de Mike, a família Sinclair e a mãe de Dustin, a senhora Henderson; havia também Flo, os policiais da delegacia, Steve e sua namorada, Mr.Clark, sua esposa e seus dois filhos pequenos.

- Fica frio, cara! – Lucas deu um tapa no ombro de Mike.

- A gente sempre soube que vocês casariam, desde que você ficou boquiaberto quando a viu de peruca usando o vestido da Nancy. Relaxa! – emendou Dustin.

Mike continuava olhando o relógio, angustiado, até que viu os pais entrarem na igreja. Atrás deles, vinha Will, que também era seu padrinho, junto com Joyce. Mike viu Jonathan entrando com a câmera, depois sua irmã caçula, Holly, liderando as damas de honra: Max, e as três melhores amigas de El em Boston, Marissa, Laura e Audrey. Então, finalmente, a marcha nupcial tocou e Eleven adentrou a igreja com Hopper. A noiva e o noivo se entreolharam, sorrisos e lágrimas de emoção, enquanto Nancy vinha atrás, ajeitando discretamente a cauda do vestido da sua futura cunhada.

- Mike, você gostaria de ler seus votos? – O padre perguntou.

O rapaz sorriu de lado, tímido, mas retirou um papel do bolso do paletó:

- El, minha El. – eles sorriram um para o outro. – Nossa história é um privilégio que a maioria das pessoas não vive. Nossa história começou como um enredo de RPG da vida real e, desde então, nunca consegui imaginar uma vida sem você. Mesmo naqueles dias escuros, em que eu te chamava pelo walkie-talkie e você não respondia... eu ainda sentia você. Eu sinto você em todos os lugares, em todos os momentos, porque você é a pessoa mais maravilhosa, incrível e corajosa que todos aqui já conhecemos. Você é, sempre foi, e sempre será o amor da minha vida. Eu prometo.

Eleven, então, pediu seus votos, que Max guardara na sua pequena bolsa:

- Mike. Você foi a primeira pessoa que me reconheceu como tal. Você olhou para mim e viu meu medo, mas não recuou. Você me deu um nome, um lar, comida, carinho. Você fez uma promessa e até hoje a cumpre. Eu... eu não sei o que seria da minha vida sem você, mas com certeza, ela seria menos feliz, menos prazerosa, tudo de bom seria reduzido. Eu nunca desisti de você e é isso o que fazemos. Ficamos juntos, não importa o quê. Você é meu sol, Mike, e eu sempre vou te amar. Prometo.

[...]

A lua-de-mel tinha sido uma surpresa, muito grata por sinal. Os pais deles se juntaram e pagaram para o jovem casal uma viagem ao Havaí, deixando El, que poucas vezes pudera ir à praia, simplesmente maravilhada.

Após um ano e meio de casados, El e Mike corriam ao hospital às 3 e meia da manhã, pois a bolsa dela arrebentara e ela estava dando à luz o primeiro filho deles, Benjamim. Naquela madrugada nublada de outubro de 1996 o pequeno Ben vinha ao mundo chorando a plenos pulmões, deixando os pais exaustos, mas mais felizes que nunca.

Um pouco mais de dois anos depois, El estava acabando de redigir sua tese de mestrado sobre os livros de Jane Austen quando fortes contrações a tiraram de casa, não sem antes contar com a ajuda de Nancy, que ficara cuidando do sobrinho enquanto El avisava a Mike, pelo celular, que ele fosse ao hospital que ela indicava, pois a filha deles estava a caminho.

Daphne demorou mais para nascer, mas finalmente veio ao mundo em fevereiro de 1999, saudável, vermelha e ruidosa.

E assim, a vida de Mike e El foi passando: criando os filhos, mudando-se para uma casa maior, criando um gato e um cachorro, visitando a família e os amigos, retornando a Hawkins algumas vezes, todos os anos, e sempre se apoiando, sempre se amando, sempre sendo um exemplo ímpar de paixão e devoção.

- Hey, Daphne... – Ben cutucou a irmã. – Qual você acha que é o segredo deles?

Os dois irmãos estavam em casa após o jantar de Ação de Graças e observavam o pai e a mãe deitados no quintal, numa mesma rede, trocando beijos e sorrisos como dois adolescentes que acabaram de começar a namorar:

- Eu juro que não sei... – ela sorriu, enternecida. – Mas eu espero que eles sempre cumpram a promessa de amarem um ao outro. Eles são almas gêmeas.

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⏰ Última atualização: Jan 15, 2018 ⏰

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