The sunflower

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Nós vivemos em um formigueiro.

  Nossa sociedade é um formigueiro. Somos formigas! Vivemos sempre na mesma direção em busca de um objetivo. Cada um com sua folha nas costas. Vamos seguindo nossas trilhas. Buscamos ao máximo não atrapalhar um ao outro. Vivemos! Se nada acontecer, fica tudo bem, sério. Talvez uma crise ali. Um desvio de caminho acolá. Mas, um belo dia alguém coloca o dedo na nossa trilha. (Explosão). Ficamos desesperados. Trombamos-nos tentando nos defender da crise. Atacamos-nos. Cada um por si. Salve-se quem puder. Esse é o caos social. Caos do formigueiro. Caos! ¹

Ao longo de nossa vida, passamos todos os dias por formigas diferentes, histórias diferentes, felicidades diferentes, tristezas diferentes, mas nós nunca sabemos onde elas irão parar. Sempre andando e andando... Passando despercebidas pelas vidas alheias, talvez notadas entre um "Oi", um "Bom dia", um sorriso, até mesmo um piscar de olhos, mas mesmo assim, continuam sendo estranhos em nossa vida.

 Mas o problema sempre está em uma coisa, para onde nós estamos indo? E não seria mais fácil se tentássemos nos conhecer uma vez na vida, esquecer somente a trilha que foi composta para nós, e traçar nossa própria trilha? Afinal, nossa vida é um ciclo vicioso de coisas já feitas e que nunca mudam, nós somos desde pequenos educados a crescer, estudar, nos formarmos, construir uma profissão que nos dê dinheiro, montar uma família e, por final, morrer. Mas, por quê? Porque somos todos escravos de um pedaço de papel impresso com um símbolo e um número ao canto. Somos escravos do dinheiro, porque sem o dinheiro, quem é você? Por isso, distinguimos quem vale mais ou menos, não por valor emocional e interno, mas sim, pelo valor de sua conta bancária e de suas vestimentas, lastimável, não? Esse é o principal erro do ser humano que nos afasta um dos outros, o preconceito, seja ele racial, sexual, social, religioso, humano. Com tudo isso, fica a sua escolha ser ou não alguém que discrimina alguém pelo o que ele é por fora, ser um estranho no meio de vários outros, que dão olhares feios, falam palavras maldosas e alimentam seu ego. Você não é obrigado a ser um estranho. Seja diferente, seja humana, converse com alguém, tire sorrisos de estranhos, faça o dia de alguém melhor, seja gentil, o mundo pode ser ruim, mas não significa que todos tenham que ser.

Eu não queria ser estranha, não queria ser só mais uma formiga em meio a sete bilhões de pessoas. Eu queria fazer a diferença.

Eu queria ver alguém na rua e chamar para um café, queria rir alto com as histórias contadas por idosos em um banco de praça, queria jogar bola com as crianças da rua, queria fazer tranças embutidas nos cabelos das meninas. Eu queria ser notada. Eu queria fazer a diferença para alguém. E por isso, todos falam que eu sou "reluzente", porque apesar de nós nunca termos nos vistos, ou sequer trocado um "Oi", eu sempre estarei ali para ouvir, para procurar saber mais sobre o que te aflige e te faz sofrer, tentar ajudar independente da situação, colocar um sorriso no seu rosto. Eu sou meu próprio sol.

E por esse motivo de não querer passar despercebida, eu sempre fui bem espontânea em tudo, sempre fui confusa em questões a tudo, mas nunca deixei que nada tivesse sido em vão na minha vida.
  Eu estava sentada em meu sofá, a coloração avermelhada forte do sofá combinava com as cores de minha sala, apesar de que, minha sala era muito estranha visto por outras pessoas. Ela tinha grandes manchas de tintas que borravam o branco das paredes. Entenda, eu sou canceriana, mas sou muito indecisa, eu nunca procurei saber sobre signos, mas acho que isso não tem nada haver. Eu estava muito confusa entre pintar as paredes brancas de meu novo apartamento de verde claro, marrom claro ou rosa pink, então, deixei branco, comprei tintas, uma de cada cor do arco íris, e espirrei pela parede com a ajuda de Dinah. Vocês acharam que minha relação com ela era apenas profissional? Que nada! Eu e Dinah nos conhecemos na faculdade de literatura, depois disso, ela foi para o português e eu para filosofia, mas como éramos muito grudadas, decidimos trabalhar na mesma escola. Clichê? Óbvio, mas eu nunca fiz muito o tipo de livros sem isso.

My Little Solar System.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora