Capítulo 6 - Lapsos

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Após a longa noite, o sol mal havia despontado no horizonte quando os primeiros a acordarem foram Thunder e Petrus. O silêncio dentro da casa de Leônidas era estranho… pesado demais.

Eles se aproximaram do quarto onde Tetsu descansava.

O garoto estava deitado, mas seu corpo se contorcia levemente. Suava em excesso, os lençóis estavam encharcados e sua respiração era irregular. Seu rosto se contraía em puro terror.

— Ele está tendo um pesadelo… — murmurou Tony.

Tetsu começou a balbuciar palavras desconexas, quase gritos abafados.

— Não… não… fica longe…

De repente, ele se debateu com força.

— NÃO!

Thunder franziu o cenho.

— Assim não vai passar.

Sem hesitar, Thunder desferiu um golpe rápido e controlado no peito de Tetsu, liberando uma descarga mínima de energia.

O efeito foi imediato.

Tetsu abriu os olhos de uma vez, ofegante, sentando-se bruscamente. Seus olhos corriam de um lado para o outro, desesperados.

— Cadê ele?! Cadê ele?!

— Ele quem? — perguntou Thunder, firme. — O que houve?

Tetsu levou a mão à cabeça, tremendo.

— O monstro… eu não sei o que ele era…
Engoliu em seco.
— Era horrível.

Leônidas, que observava tudo em silêncio, estreitou os olhos.

— Thunder… venha comigo.

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O Pressentimento

Do lado de fora da casa, o vento frio atravessava a clareira. Leônidas apoiou o cajado no chão.

— Eu não tenho um bom pressentimento — disse, sério.

— Por quê? — perguntou Thunder. — O que você está pensando?

Leônidas demorou a responder.

— Eu ainda não tenho certeza…
Olhou na direção da casa.
— Mas vou fazer um teste com ele.

Thunder sentiu um arrepio.

— Um teste… como assim?

— Você vai ver.

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A Jaula

De volta à casa, Leônidas pediu que todos se afastassem. Ele colocou a mão sobre o ombro de Tetsu.

— Fique calmo. Confie em mim.

Antes que alguém pudesse reagir, Leônidas conjurou:

— Teleport.

O mundo se distorceu.

No instante seguinte, Tetsu e Leônidas estavam em uma sala subterrânea, vasta e silenciosa. O ambiente era frio, iluminado apenas por runas arcanas nas paredes. Havia grandes caixas de vidro, todas seladas com feitiços complexos, contendo criaturas adormecidas… ou aprisionadas.

Eles caminharam até o fundo da sala.

Ali havia uma jaula reforçada por símbolos antigos.

Dentro dela, uma figura encapuzada estava sentada de costas.

Leônidas falou com voz firme:

— Você. Rano.
— Vire-se para mim.

A criatura rosnou.

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