Capítulo Dois

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─ ... eu já falei que acho ele asqueroso? ─ Tomei mais um longo gole do champanhe que Pierre pedira. ─ Agora, veja bem, acha que eu vou dar trela para um homem nojento só para não perder um emprego mesquinho? Logo eu...

─ Logo você ─ ele sussurrou, beijando minhas costas nuas. ─ Você é linda demais para ele.

─ Exatamente!!! ─ Fitei-o por sobre o ombro. ─ Obrigado por enxergar isso.

Ele riu baixinho, descendo com a boca, despejando beijos pelo caminho.

─ Desse ângulo aqui, querida, eu enxergo tudo o que você quiser. ─ Sua mão se forçou por debaixo da mim, tocando-me intimamente.

Eu gemi, quase derrubando a taça que segurava.

Sorri, erguendo meu quadril para dar-lhe mais acesso. O que aconteceu prontamente, pois seus dedos já estavam dentro de mim. Eram ótimos dedos.

─ Hummm... Adoro saber que você já está pronta.

E daquele comentário para o fim de mais uma transa levou mais algumas horas.

─ Uau! ─ joguei minha cabeça no travesseiro, realmente exausta. De um modo bom, claro. ─ Você é muito bom, Pierre... ─ Meus olhos se fecharam e eu não lutei contra o sono.

(...)

Eu não sabia se era sonho ou realidade. Se realmente eu tinha passado a noite com um cara bonito e bom de cama ao mesmo tempo. Quando eu contasse para Anabely ela iria se sentir vitoriosa, e talvez com um pouquinho de inveja. Pierre dormia ao meu lado, e parecia um sono pesado.

Por não querer envolvimento emocional com ninguém naquele momento, não achei errado de minha parte sair da cama de fininho, pegar minha roupa de baixo e ir ao banheiro, tudo feito com extrema cautela para não acordá-lo.

Depois que lavei o rosto, saí do banheiro para colocar o vestido e as sandálias, mas antes que eu pudesse fazer isso, bateram na porta.

Temendo que o barulho despertasse meu acompanhante, fui rapidamente abrir, mas só um pouco para a luz do corredor do hotel não incomodar.

─ Não precisa arrumar o quarto agora. ─ Falei para a mulher baixinha, sorrindo. Meu rosto para fora e meu corpo para dentro do quarto. ─ Acho que daqui a umas três ou quatro horas pode vir.

Quando terminei de falar foi que realmente prestei atenção na mulher. Ela não parecia uma camareira. De modo algum ela era uma camareira.

E ela também não parecia nenhum pouco feliz. Muito pelo contrário, estava com raiva.

─ Desculpa, pensei que fosse a camareira... ─ falei.

A única resposta que ela me deu foi uma arrancada em minha direção. Eu não estava preparada para aquilo, e foi impossível não soltar um gritinho quando ela empurrou a porta com a força que tinha.

─ Cadê ele??? ─ vociferou ela.

Assustada, colei minha roupa ao corpo, tentando me proteger. A mulher estava louca! Possessa! Olhei para Pierre, que se mexeu um pouco na cama. Voltei-me para ela.

─ Do que você está falando? ─ perguntei baixinho. ─ Por favor, não grita... Vai acordar ele.

Ela riu sem vontade, aproximando-se da cama. Não pude impedir quando ela pegou sua bolsa e bateu nele.

─ Porra!!! ─ Pierre sentou rapidamente, fitando-me. ─ Que merda é es...

Ele se calou, pois a mulher lhe deu outra bolsada.

─ Seu cachorro! ─ Ela gritou, e se jogou sobre ele, dando-lhe murros.

Ela era tão pequena, mas mesmo assim tinha uma força incrível!

Ao Estilo de FrésiaOnde histórias criam vida. Descubra agora