Olhos se abrem
Montanhas geladas
Cheiro de sal
Quando éramos verão,
revezávamos
Às vezes garoa
às vezes furacão
Um barco a deriva no mar
Terras distantes que nunca vamos alcançar
O mar revolto jorrava através
Um furo num bote inflável
Tranças caindo molhadas nas costas
Viramos a bombordo
Demos meia-volta
Rochas ficaram para trás
A luz de um farol
Nenhum pássaro a voar na tempestade
Olhos se fecham
Uma flecha no peito
Sangue escorrendo
O chão ficando morno
Pensando rápido
Um beijo apressado
Uma despedida
Dolorosa partida
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Letras e Estrelas
PoetryEla não sabia como reagir a elogios E levava as críticas muito a sério Não chorava quando estava triste Mas chorava sempre que ficava com raiva Era um poço de emoções Já disseram a ela que era algo ruim ser assim Guardar tantas coisas esperando o...
