Ela desliga na minha cara.
-Desligou!- Digo fingindo surpresa.
-Quem era?-
-Não sei, perguntou quem falava e desligou- Menti
-Deve ser alguém querendo me pedir favores.-
-É, deve ser, um homem tão poderoso como você, deve estar rodeado de pessoas interesseiras- Jogo essa, espero que ele me pergunte algo sobre, e é claro, que eu vou dizer algo sobre Antônia, mas não agora, ele não tem tanta confiança assim em mim, acabou de me conhecer.
-É, infelizmente isso acontece, mas senti que está falando de alguém em especial, quem é está pessoa?- Pergunta entrando já na minha rua.
-Ninguém em especial, mas creio que muito em breve vai descobrir que existem muitas pessoas aí seu redor que só estão por perto, por puro interesse!- Respondo e ele estaciona o carro, logo em seguida sai do mesmo e abre a porta do carro para que eu saia.
Assim o faço, saio do carro e estamos um olhando para o outro.
-Obrigada pela carona!- Sorrio -Mas principalmente professor- Toco em seu braço e olho bem no fundo de seus olhos. -Pela oportunidade de estágio que o Senhor está me oferecendo!-
Ele olha atentamente para minha boca, ele ouve cada palavra e está hipnotizado por mim.
-Você é uma das melhores alunas que eu já tive, quero muito que você seja como eu, na verdade, quero que seja melhor que eu, tenho certeza que já é!-
-Obrigada professor!- Sorrio
-Por nada! Bom, eu já tenho que ir, se cuide, até amanhã Helena!- Diz
-Até amanhã professor!- O abraço, sinto suas mãos tocarem minha cintura, com uma pegada forte ele me abraça também.
Como ele é cheiroso, seu perfume invade minha narinas, lentamente fomos nos liberando do abraço, porém, nossos rostos ficaram a um milímetro de distância, nossos olhos se encontraram, ele alterna seu olhar pra minha boca e eu faço o mesmo, olhando atentamente para aquela boca avermelhada dele.
Seus olhos estão cheios de desejo, eu sigo olhando pra seus olhos, e nem reparo que suas mãos ainda estão em minha cintura.
-Eu preciso entrar!- Digo cortando o clima.
É óbvio que eu quero ele fique de quatro por mim, porém, não é beijando ele agora que eu vou conseguir isso, preciso que ele morra de desejo, eu sei, isso é um jogo perigoso, porém, quem joga as cartas sou eu.
Ele tira as mãos da minha cintura -Claro, eu também tenho que ir!- Diz voltando pra terra.
Sorrio fingindo estar sem graça.
-Tchau professor!- Digo por fim o deixando ali.
Fui sem nem olhar pra trás, não posso dar bandeira, tenho que ser fria e não posso deixar minhas emoções se envolverem.
Eu não amo ninguém, não sei lidar com a solidão, então eu arrumo refém.
Esse é um peixe muito grande, e eu não posso fazer barulho, se não, ele vai embora.
Chego em frente minha casa.
Abro a porta, mal entro e percebo que não há ninguém.
Vou para o banheiro, ligo o chuveiro e coloco no morno, e espero a água gelada se tornam morna, infelizmente, água quem a gente não tem aqui em casa.
Depois de alguns minutos, coloco a mão na água e ela está morna.
Entro debaixo da água e deixo ela escorrer.
~~
Já de banho tomado e pronta pra dormir, fico pensando em tudo que aconteceu hoje, em como cada coisa pequena, tomou uma proporção enorme.
O Professor ficou bobo comigo, somente por eu ter abraçado ele, imagina se eu o beijo.
Calma, calma Helena.
Ainda não está na hora de beijá-lo. Eu só posso beijar o professor quando ele ficar solteiro, quando ele for completamente meu. Por enquanto, aquela ridícula da Antônia está no meu caminho, mas de grão em grão, a galinha enche o papo.
Hoje, por exemplo, consegui deixa-la muito nervosa, somente por eu ter dito meu nome, imagina, se ela me vê tocando no professor, ou simplesmente o abraçando? Ela morre.
Minha próxima jogada é essa. Fazer com que a sonsa da Antônia veja minha relação íntima com o meu querido professor.
Eu daria tudo pra ver o quão zangada ela está, e como ela deve estar falando altas coisas com o professor agora, ela deve estar muito brava.
Me aguarde Antônia, isso é só o começo.
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HELENA
De TodoOS OLHOS NUNCA MENTEM! Uma jovem linda e pobre, porém ambiciosa, gosta do melhor e é por isso que sacrificará tudo que mais ama para estar no topo. É um anjo caído, é uma maldição, essa mulher é má. O que não fará por ambição?
