Capítulo 11

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Ella

Nunca imaginei que era correspondida por Carter, depois que nos declaramos nossos dias tem sido maravilhoso, e esperamos ansiosos a chegada da nossa menininha.

                                                                                         ***

Estou no último trimestre da gestação e hoje vamos viajar para a casa de praia para passarmos o final de semana.

Estou na sala esperando ele terminar de se arrumar, me levantei para ir até a cozinha beber água, nesse momento senti a primeira dor, me sentei novamente respirei fundo, quando achei que estava bem, veio outra dor, essa bem mais forte.

Comecei a gritar, pois a dor intensificou muito, ela vinha da minha barriga até as costas e eu não consegui me mexer.

- Carter - gritei.

- Ella – disse ele com pânico nos olhos.

- Acho que entrei em trabalho de parto, e está doendo muito – disse.

- Mas ainda falta algumas semanas – diz me olhando assustado.

- Acho que nossa menina está com pressa - disse com a respiração cortada pela dor.

- Vamos para o hospital – disse ele já me pegando no colo e saindo em direção à garagem.

- Você precisa pegar as minhas coisas e as do bebê – disse entre gemidos.

Ele me deixou no bando do passageiro e voltou correndo para pegar as malas e logo partimos para a o hospital.

Carter

Estava apavorado, dirigi como se estivesse em uma das minhas competições, infligi várias regras de transito. Ao chegar ao hospital imediatamente levaram ela para a maternidade e eu fiquei esperando virem me dar notícias.

O restante se passou como um borrão, o medo e a angustia me dominaram. Se algo acontecesse com elas eu não suportaria, Ella se tornou parte da minha vida e eu não consigo me imaginar sem ela.

Após alguns minutos que pareceram horas, uma médica veio me avisar que Ella estava sendo preparada para uma cesariana de emergência.

- Ella vai ficar bem – perguntei.

- Estamos fazendo tudo que está ao nosso alcance, porém ela corre risco de morte, pois, teve um deslocamento da placenta muito grave, não temos como garantir que ela e o bebê irão sobreviver – disse a médica – Assim que terminarmos venho conversar com o senhor.

Então saiu me deixando ali completamente desesperado e sozinho. Estou angustiado, meu peito esta apertado, é como se alguém o tivesse arrancando aos poucos, prolongando a dor.

Deus por favor, não as tire de mim.

De Repente PaiWhere stories live. Discover now