Capítulo 4

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Carter

Meu avô esta uma fera com a mulher grávida, ele mandou seu advogado até a casa dela para lhe fazer a proposta ridícula de se casar comigo, mas pelo que soube a moça não cedeu a nada.

Conhecendo meu avô como eu conheço essa história não vai acabar aqui, fiquei sabendo por alto que ele mandou ameaçar a moça, disse que entraria com o pedido de guarda do bebê. E para piorar tudo ele suspendeu meu patrocínio até que tudo se resolva não me deixando muitas escolhas.

Estou a caminho da cidadezinha onde a Ella mora, preciso que ela aceite minha proposta, isso será melhor para todos nos.

Paro enfrente em frente a sua casa, estaciono, desço e me dirijo à porta, após tocar fico esperando. A porta se abre e eu tenho uma grata surpresa, a minha frente está uma linda mulher ruiva, com várias sardas próxima ao seu nariz, e os seus olhos são de um verde profundo, instantaneamente me sinto atraído por ela.

- Srta. Ella Cooper – foi tudo o que consegui dizer.

Ela fica me olhando desconfiada e acena positivamente com a cabeça.

- Não me diga que você é outro advogado enviado por aqueles malucos – pergunta irritada.

- Não sou advogado, sou engenheiro mecânico e pelo que dizem o pai do seu filho – digo.

- E o que você quer – pergunta desorientada.

- Gostaria de falar com você a respeito de tudo o que está acontecendo, espero que me escute, e se depois de ouvir o que tenho a dizer não mudar de ideia eu prometo não a procurar mais, mais isso não fará com que meu avô faça o mesmo – digo.

Ella acena para que eu entre, me segue e logo estamos sentados na sua sala.

- Pode falar – diz ela.

- Primeiro me desculpe por não me apresentar, me chamo Carter Willians. Vou ser bem direto, sei o que meu avô te propôs e como te ameaçou, não sou a favor de nada disso, mais tive que ceder as sua vontades, pois também fui ameaçado. Sou piloto de motocross e engenheiro, fabrico minhas próprias motos, meu avô tem controle sobre a minha herança, e deixou bem claro que se eu não me casar com você ele corta todo o meu acesso ao dinheiro, e deixa de me patrocinar.

- Então você também não quer se casar – pergunta.

- Não é nada pessoal, mais se não nos casarmos os dois só tem a perder. Eu ficarei sem acesso ao meu dinheiro e você provavelmente ficará sem seu filho – digo.

- E o que você tem em mente – pergunta.

- O que tenho a propor, será benéfico para todas as partes envolvidas. Se nos casarmos, será um casamento de conveniência, ficamos juntos por 2 anos, garantimos meu patrocínio de volta para terminar minha moto e você ficara com a guarda do bebê definitiva quando nos separarmos e ainda contara com uma boa ajuda para manter a criança – digo – Porém se não aceitar minha proposta, não me responsabilizo pelas atitudes de meu avô, só posso te adiantar que ele não te deixara em paz.

Quando termino de falar, fico a olhando. Ela não se parece com as mulheres que conheço, nem com as que eu saiu. Seu rosto é doce, seus olhos sinceros, ela parece uma mulher que precisa ser protegida e eu não sou o tipo que protege. Depois de um tempo em silêncio ela fala:

- Eu aceito me casar com você.

- Eu sei que essa situação não é nada parecida com o que você deve ter sonhado, mais prometo que farei de tudo para que tenhamos uma boa convivência até nos divorciarmos.

Ela permanece quieta, com o olhar distante. Deixei tudo acertado para sua mudança e para o casamento e voltei para casa. Logo mais estaríamos casados e nossos problemas estariam resolvidos.

De Repente PaiWhere stories live. Discover now