Capítulo 3

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Ella

Estou sentada no meu sofá com o pensamento longe, como minha vida pode ter virado de cabeça para baixo de uma forma tão repentina. Como a clínica foi capaz de errar desça forma, me inseminaram com o esperma de outro cliente por engano, sem seu consentimento. Meus planos perfeitos, não passam de pó, em um intervalo tão pequeno de tempo minha vida feliz e segura se transformou em incertezas e dúvidas.

Preparei-me tanto para esse momento, poupei cada dólar para pagar o procedimento, me organizei no trabalho para tirar uma boa licença após o nascimento do bebê. E agora estou aqui cercada de incertezas, sem saber como será nosso futuro, passo a mão em minha barriga ainda plana.

Sou interrompida dos meus devaneios com o som de batidas na porta. Quando a abra dou de cara com um senhor.

- Srta. Ella Cooper?- pergunta.

- Sim sou eu, em que posso ajuda ló – pergunto.

- Sou Peter o advogado do doador, preciso conversar com a senhorita – diz sério.

Em choque dou um passo atrás e aceno para que ele entre, ele se senta onde eu mostro.

- Srta. Cooper, acredito que já esteja informada sobre o erro que ocorreu na clínica de fertilização – diz.

- Sim, recebi um e-mail há alguns dias, me informando sobre o ocorrido – digo - Como conseguiram meus dados? disseram que tudo permaneceria confidencial.

- Sinto informar, mais meu cliente agora é o maior acionista da clínica, então descobrir seus dados não foi complicado.

Essa informação me arrepia com que tipo de pessoa estou lidando, onde fui me meter, penso temerosa.

- Por quê? O que o seu cliente quer?

- Saber se pretende levar a gravidez adiante – diz.

- E claro que sim, e pode falar ao seu cliente que não quero contato algum com ele, nuca exigirei nada- digo.

- Essa opção não será possível, meu cliente é de uma família muito importante e influente – diz.

- O Sr. Está querendo me dizer que seu cliente é um riquinho que acha que seu dinheiro compra tudo?

- Infelizmente essa é a mais pura verdade – diz ele – meu cliente pretende manter as despesas da criança e as suas.

- Obrigada, mas isso não será preciso - digo.

- Acho que a Srta., ainda não entendeu a real situação, me permita contar a história do meu cliente – diz.

- Isso não mudará em nada minha decisão – digo de maneira enfática.

- Meu cliente está preste há completar 80 anos...

- O que? Estou gravida de um senhor de quase 80 anos? – grito incrédulo.

- Por favor, se acalme. Meu cliente não é o doador e sim seu neto – diz ele – permita me continuar. Meu cliente perdeu seu único filho ainda muito jovem, hoje seu neto é o último da linhagem e o único herdeiro de uma fortuna. Por isso meu cliente tentou fazer o melhor ao cria ló, porém o neto acabou se rebelando.

- Ele por um acaso se droga – pergunto.

- Não ele só vive se arriscando demais, é piloto de corrida – diz.

- É sério – pergunto.

- Sim, há alguns meses atrás ele se acidentou e por pouco não morreu. Isto tem acabado com a sanidade do seu avô. Ele nunca quis ter filhos nem constituir família, sua vida gira em torno das pistas e festas - diz - seu avô tem medo que ele morra sem deixar desentendes.

- O Sr. pode ir direto ao verdadeiro motivo que o trouxe aqui - digo.

- Meu cliente quer que eu lhe proponha o seguinte: Que você se case com o neto dele, para que a criança seja legítima e ele possa acompanhar seu crescimento. A Srta. não morara com o neto e sim com o avó. E seu filho será um multimilionário. – acrescenta.

- Ele está louco, como posso me casar com um estranho e morar com seu avô – pergunto.

- É isso ou meu cliente entrara com o pedido de guarda do bebê assim que ele nascer, e provavelmente a Srta. nunca mais verá o seu filho – diz se levantando – a Srta. tem uma semana para me dar a respostas, passar bem.

Enquanto ele saiu eu grito:

- Diga a seu cliente que nos encontramos nos tribunais.

Ele partiu e me deixou aqui sem chão com todas essas atualizações. 

De Repente PaiWhere stories live. Discover now