Quando o passado bate a sua porta, Júlia Dorama se desespera para fazer a escolha certa, mas com escolhas erradas ela percebe que tudo pode ficar mais fácil se ela simplesmente não se importar.
Era uma sexta feira, para muitas pessoas, uma data comemorativa, para mim era apenas um dia normal. Eu e Aline estávamos nos arrumando para uma festa qualquer.
- Vamos menina, levanta esse corpo da cama, a festa não vai se animar sozinha. - Aline me chama tentando me puxar da cama mas sem sucesso. - Sabe quem vai estar lá?
- O Papa?
- Não menina, o Alex... - A piranha me olha com uma cara maliciosa, vagabunda, sabe que eu morro e mato por ele.
- Idai. - Respondi sem muita esperança.
- Idai que você vai poder pegar ele?
- Não me importo mais com ele... - Digo com sarcasmo.
- Você sabe que nem você própria acredita nessa mentira. - Pior que ela estava certa, desde quando eu o vi, na porta da sala de aula, todo bad boy, xonei, desde aquele dia, não tiro ele da minha cabeça, de outros lugares também não, rs.
- Alô, planeta Terra chamado Júlia... - Acordo dos meus pensamentos impuros. - Você está pensando em quem? Alex?
- Não, estou pensando quando você vai deixar de ser tão empolgada pra pouca coisa.
- Pouca coisa? O Alex é pouca coisa?
- Não exatamente, mas acho que pegar ele numa festa, não rola.
- Tá bom, tá bom, mas vamos nos arrumar logo. - Ela já me puxar da cama me jogando no banheiro para tomar um banho adequado.
Duas hora Depois
Já estávamos prontas, Aline estava com uma saia de botão, um cropped meio transparente (a bixa gosta de causar) e um tênis all star branco.
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Eu como uma garota de respeito, estava com um vestido acima do joelho, colado e brilhante, com um salto um pouco alto preto fosco.
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Eram exatamente 20:35 quando saímos de casa de Aline. Um apartamento no centro da cidade de São Paulo.
Alguns minutos depois chegamos no local da festa. Pela minha primeira impressão eu achei uma festa meio caída, sem gente, mas depois de um tempo com música boa e gente legal, a festa começou a se animar.
- VOCÊ ESTÁ SE DIVERTINDO? - Eu grito, pois a música estava muito alta.
- ESTOU DE BOA, E VOCÊ? - Aline gritou de volta.
- ESTOU GOSTANDO, VOCÊ JÁ VIU O ALEX... - Nesse momento a música acabou e ficou um silêncio constrangedor.
- Vocês estão procurando por mim meninas? - Alex vem andando na nossa direção. Eu não sabia onde enfiar a cara, então apenas fiz a fada e fiquei sorrindo de orelha a orelha.
- Eu não, Júlia talvez... - Disse a menina que eu insisto em chamar de amiga , mas acho que devo mudar esse termo. - Vou deixar vocês sozinhos e procurar o Marcos, beijinhos amiga.
Olho pra ela com a minha pior cara e a vejo rebolando até o Marcos, um dos nossos melhores amigos.
- Eer, como você tá? ann Giulia? - Alex começa a conversa.
- Júlia... vou bem. Até agora.- Falo a ultima parte sussurrando.
- Acho que lembro de você, você era da minha sala né? - Meu Deus, não acredito que ele nem sabe que eu estudo na mesma sala que ele.
- Eu estudo na mesma sala que você a três anos... - Digo sem animação.
- Ah... Aliás, o que você queria comigo mesmo?
- E-eu s-só queria... - Fui interrompida por uma Nayara chamada Piriguete que já chegou se esfregando no meu macho (ele é meu macho tá?)
- Oi neném. - Aquela voz de monga adentrou no meu ouvido e me deu ânsia. - Como você está hoje? Já comeu alguma coisa? Tomou muito álcool? Tá com fri... - Ele a interrompeu.
- Nayara, eu estou bem, só estou um pouco cansado da nossa noite de ontem. - Deus me livre, mas quem me dera.
- Nossa amor, desculpa por te dar trabalho. - Nayara se aproxima e pega na nuca dele. Alex pega na cintura dela, me olhava com uma cara maliciosa e começa a beija-la selvagemente na minha frente.
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Como percebo que estou segurando vela, eu saio do lugar no mesmo instante.