Praticando violão, com o notebook ligado a poucos metros de mim, tento cantarolar a musica "Animals" do Maroon 5
Vejo uma ligação através do Skype, é Dylan, paro o que estou fazendo e aceito sua ligação de vídeo.
— Oiii— digo animada voltando para minha antiga posição
— Oi.— diz ele sorridente, parecia estar deitado de bruços na cama, com o notebook em sua frente.— Não sabia que você tocava violão..— fala ainda sorrindo e apontando para meu violão.
— Ah, to tentando...— olho para o violão em minhas mãos— Um talento meio desconhecido...— semicerro os olhos
— Tá tentando cantar o que?
— Animals - Maroon 5– mordo os lábios
— Se importaria de cantar pra mim?— levanta uma das sobrancelhas e se acomoda na cama, ficando sentado, com as pernas cruzadas.
— Não...— sorrio tímida — Talvez não seja como você imagina...— franzo o cenho
— Shh... Só canta — sorri para mim, abro a boca para deixar o ar entrar e sair.
— "Baby I'm preying on you tonight
Hunt you down eat you alive
Just like animals
Animals
Like animals-mals
Maybe you think that you can hide
I can smell your scent for miles
Just like animals
Animals
Like animals-mals..."— paro de cantar e ele faz cara feia— Tem certeza que quer ouvir isso?
— Está incrivel.— ele sorri — Continua...— morde o lábio, suspiro.
— "So what you trying to do to me
It's like we can't stop, we're enemies
But we get along when I'm inside you, eh
You're like a drug that's killing me
I cut you out entirely
But I get so high when I'm inside you"— começo a rir ao ver a cara dele com esse verso
— Inside you?— sorri — Dentro de você?— rimos — Pesado, não acha?— abre um sorriso de orelha a orelha.
— Eu perguntei se você tinha certeza que queria ouvir, e tu disse que sim...— dou de ombros sorrindo
— Achei melhor que qualquer cantor.— cruza os braços.
Ele me faz sorrir que nem boba, conhecíamos um ao outro tem anos, mas nunca reparamos na cara um do outros, um oi e tchau, era nossa conversa.
Agora que nos aproximamos sinto tudo diferente, era como se fôssemos íntimos a milênios.
Seu sorriso de certa forma me contaminava e fervia meu sangue inteiro, borbulhava e me matava por dentro.
— Com certeza já ouviu alguma menina cantar.— falo deixando meu violão de lado
— Já, mas não especificamente para mim.— ajeito minha posição, ficando abraçada com os meus joelhos.
— Eu acho que está mentindo.— semicerro os olhos e puxo o notebook para mais perto. Ele revira os olhos
— Não na perfeição que você cantou.
— Deve ter falado pra ela também que foi perfeito.— faço careta
— Ciumenta.
— Eu? Não!— cruzo os braços logo abaixo do peito
— Se não é ciúmes, o que é?— morde os lábios e me encara pelo outro lado da linha
— Dor no cotovelo.— gargalhamos
— Sei.— ri irônico.— "Dor no cotovelo." — imita minha voz, arrancando mais gargalhadas de nós dois— Enfim...— inicia uma nova conversa ainda recuperando o fôlego — Pronta para a faculdade amanhã?
— Não, simplesmente não quero ir.— reviro meus olhos
— Ninguém quer ir, eis a questão...— franze o cenho — Segunda-feira é o dia mais chato do mundo.
— Tenho que concordar...— digo pensativa. Foi um suspiro longo— Chegou bem em casa?
— Aham, fui direto pro banho assim que cheguei— Dylan faz careta.
— Também!— imito sua careta, tirando risos dele.— Foi embora logo depois de mim?
— Fui, ficou entediante.— o olho mordendo os lábios — Dirigiu de volta para casa naquelas condições?— arqueia a sobrancelhas
— F-Fui... Mas, eu já to bem...— o-acalmo — Juro, não precisa se preocupar.
— Hm — revira os olhos, observo o garoto olhar constantemente para o lado e conversar com alguém, ele franze as sobrancelhas e me olha— Lauren...— começa — A Madison está indo aí.— Dylan me diz e arqueio as sobrancelhas.
— Oi?
— Ela está bêbada, e tenho certeza que está indo aí.— Hoechlin interrompe explicando.— Ela brigou comigo, acha que me viu beijando uma garota.
— Mas, você beijou?— aponto o dedo indicador para ele
— Não!— cruza os braços — A Madison é muito melhor que qualquer garota.— murmura, ouço o barulho da campainha, os meninos em minha frente parecem ter ouvido também, primeiro eles me chamam, mas, sem pensar direito fecho a aba do notebook, desligando a ligação.
Desço as escadas rapidamente, comemoro mentalmente por não ter tropeçado no meu próprio pé e caído que nem fruta madura no chão.
Abro a porta e vejo Madison, com os saltos nas mãos, olhinhos inchados de tanto chorar, bochechas vermelhas e sua maquiagem borrada.
— O Tyler H. me traiu..— choraminga entrando dentro de casa, pelo jeito que anda, estava bêbada mesmo.
A festa na qual saímos hoje de manhã boa fez bem pra ela. A loira se joga no sofá, me sento ao seu lado e seguro sua mão.
— Tem certeza do que viu, meu amor?— coloco uma mecha do cabelo dela atrás da própria orelha.— Talvez foi só uma ilusão...—faço carinho no ombro dela enquanto a mesma se deita no meu colo e afoga as lágrimas na minha coxa.
— Mas eu vi...— faço carinho em suas costas, enquanto ela soluça.
— Quer um sorvete?— ajudo ela a se levantar — Um sorvete sempre bota qualquer um para cima...— acaricio seus cabelos enquanto ela assente com a cabeça— Vem, amor..— puxo sua mão de forma delicada— Vamos pegar seu sorvete...— começo a guia-lá para a cozinhar
Ajudo ela a se sentar na cadeira da cozinha, pego o que eu a prometi, sabia que seu sorvete favorito era o de flocos, pois, era o meu também.
Não me arrependo ao dar o pote inteiro para que ela o devorasse.
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Imagine Dylan O'Brien
Fantasy"- Levei um fora, foi isso mesmo?" "- Não foi um fora, foi um 'vamos esperar'." [...] "- Me sinto em desvantagem, me conhece mais do que te conheço." "- Uma hora o jogo vira... O jogo vive virando..."
