nine

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Chego na oficina do meu pai para devolver o carro.

— Oi pai.— digo me aproximando dele, que está mexendo no motor de um carro, mas, para o que está fazendo assim que ouve minha voz.

— Oi filha.— me encara com um sorriso e já vai tirando suas luvas — Sentiu falta do seu velho? — pergunta vindo me abraçar de braços abertos.

— "Falta" é pouco, velhote.— falo rindo e o abraçando — E a mãe?— pergunto durante o abraço.

— No hospital, de plantão.— nos separamos — Trouxe o carro?

— Sim, estacionei ali.— aponto para um lugar da garagem e o entrego a chave.

— Obrigada, filhota.— recebe a chave feliz — E a faculdade?

— Ah, to indo bem...— olho um dos carros

— E o Jackson?— pergunta um pouco mais sério.

— Tá lá.— respondo desanimada.

— Não fica assim, tem o garoto que fez esses chupões.— aponta para meu pescoço

— Ah, pai...— reviro os olhos

— Qual o nome dele?— cruza os braços sorridente.

— Pai...— choramingo

— Abre a boca e fala.— abre um sorriso e orelha a orelha

— Dylan.— coço a nuca — Dylan O'Brien — mordo o lábio

— Conheço o pai desse moleque.— aponta uma chave de fenda na minha direção — É da polícia, já me deu multa de trânsito, varias vezes.— rio — Talvez ele já tenha vindo aqui, como ele é?

— Tem um Jeep azul, cabelo espetado, olhos cor de mel, acho que tem 1,78 de altura, é fofo...

— Já sei quem ele é, Jeep engatado, não?— faz uma pausa — O Jeep era da mãe dele, já trouxe aqui varias vezes para concerto, já avisei pro menino que, se ele forçar demais é perda total, mas, é teimoso.— cruza os braços

— O que acha dele?

— O Dylan fica com muitas meninas, filha. Tem certeza?— semicerra os olho me olhando

— Eu sei.— mexo no cabelo — Acredita em mim, eu sei.

— Se ele te magoar, me avisa, nunca mais deixo ele botar o pé nessa oficina.— sorrio

— Nem precisa.

— Hun... Vai embora como?

— Ué, de ônibus...

— Não amor— uma voz que eu conheço me interrompe — Eu te levo.— Jackson.

— Não, Jackson, realmente não precisa.

— Relaxa...— meu pai e eu nos entreolhamos — Então...— sorri malicioso — Dylan, né? Meu irmão...

— Ele nunca foi seu irmão, não de sangue.— engulo seco.

— Vem amor, te levo.— puxa minha mão

— E-Eu...— sou interrompida

— Shhh, relaxa.— praticamente, me empurra para dentro do carro, ouço meu pai dizer "Cuidem-se", aceno sorrindo falsamente para ele.

Jackson entra no carro e me encara.

— Dylan?— franze o cenho — Enfiou a língua na boca daquele pau pequeno?

— Se tivesse o pau pequeno, não transaria com tantas assim.— semicerro meus olhos

— Cala a boca.— rosna para mim

— Não, Jackson.— elevo minha voz— A boca é minha, só, por favor, me leva para casa.— o homem pega minha mão e agarra com força

— Acho melhor ficar quieta, posso quebrar suas duas mãos se quiser.— me fita, dou um tapa na sua cara.

— Acho melhor ligar a porra do carro antes que eu tenha que chamar uma ambulância pra você.— solto minha mão da sua

— Desde quando tem tanta atitude?— sorri malicioso

— Desde quando é tão escroto?— digo entre dentes e ligo o carro a força, mas infelizmente não obtive sucesso, ele pega minha coxa e aperta com muita força, segura meu rosto com a mão livre — Me solta.— exclamo

— Prova para mim que mais nada acontecerá entre você e o Dylan.— aperta mais

— Não, não posso provar muito menos garantir.— tento sair do carro, mas, percebo que está trancado— Me solta seu imundo!—esbravejo.

— Dá um fora no Dylan.

— Não, Jackson.

— O que viu nele?

— Alguém muito melhor que você.— ele me beija, não correspondo, limpo minha boca assim que separa uma da outra

— Seja mais educada comigo.— dá um soco na minha barriga, puta merda, tô com cólica filho da puta.— Awn, te machuquei?— pergunta manhoso — Pena que O'Brien vai te ver sofrer, na frente dele.— fala me soltando, o olho com um tanto de cabelos em meu rosto.

— Ele vai te meter os socos.— falo observando ele pisar no acelerador

— Relaxa, querida— rosno por me mandar manter a calma — Vão segura-lo.

— Acha mesmo que vou deixar você me bater, Jackson?

— Aff... Pra mim, você é uma vadia

— Pra mim, você é um escroto

— Pensamos igual.— vejo ele virar a esquerda, já na rua da minha casa.

— Eu não acho.— reviro meus olhos

— Deveria.— coloca a mão livre em minha coxa, ainda prestando atenção na rua— Paixão, somos a mesma pessoa.— rosno

— Sou muito melhor que você.— observo ele se aproximar da minha casa, assim que estaciona já saio do carro

— De nada.— ele diz e eu bato a porta do carro, o deixando sem palavras.

Imagine Dylan O'Brien Onde histórias criam vida. Descubra agora