Capitulo 3

121 24 157
                                    

Bruna narrando.

Estava no meu sono de beleza, sonhando com tudo de bom como se não tivesse que acordar. Estava morta de cansaço, meu corpo parecia que tinha chumbo, eu sentia como se tomasse a pior das surras possíveis. É até de se entender, já que não era nada acostumada com festas e as poucas frequentei não era nesta situação, essa deve ter sido no máximo a terceira que tinha ido. Mas tudo que é bom dura pouco, acordo com Alice e Luiza me sacudindo na poltrona em que eu tinha dormido ontem a noite, quis que elas parassem mas não conseguia falar pelo embriagado do sono.

— Para porra — elas me olham — eu vou... vo...

Mal consigo terminar, no momento levanto correndo — não me pergunte onde tirei forças, nem eu sei — e vou até o banheiro me agachado até a altura do sanitário, vomito todo jantar de ontem e uma boa parte da bebida também. Meu Deus, que nojo, impressionante como eu arranjo merda merda nessa minha vida. Sento ao lado do vaso sentindo uma dor de cabeça fortíssima, me levanto e vou até a pia para limpar tudo que tinha sujado, era o mínimo depois de fazer isso no banheiro da Luiza.

Uns cinco minutos depois quando terminei, me pego olhando pro espelho tentando entender o que estava acontecendo, eu me lembro da festa, não muito mas lembro do suficiente que me faz ter a conclusão que bebida não é e nunca vai ser uma boa opção, volto para o quarto e vejo que Luiza estava deitada na cama, tomando bastante espaço. 

— Vomitou tudo, né? — ela disse com seus olhos em mim, a encaro — eu acordei com Alice vomitando, fui ajudar e acabei entrando no barco.

— Obrigada, isso faz eu não me sentir só — sorrir de lado, ela ergueu seus ombros mudando o olhar para o closet.

— Foi muito nojento — Alice apareceu saindo dele.

— Imagino — faço cara de nojo — aliás... por que ontem vocês me deixaram sozinha suas piranhas? — jogo uma almofada em cada uma delas, essas que decoravam as poltronas do quarto.

— Vocês vírgula — Lu tomou a voz erguendo o indicador me fazendo cruzar os braços arqueando uma sobrancelha — eu estava na festa normal, aí eu te procurei — ela aponta para mim — mas quando te vi se pegando com aquele Deus grego eu fui procurar a Alice, porém ela também sumiu, então vim para casa porque me conheço o suficiente e sei que se ficasse mais um pouco lá eu poderia acordar em outro lugar — ela ergue os ombros abaixando o canto dos lábios.

Não esperava resposta melhor.

— Olha... Eu estava ficando com um cara aí, depois fiquei cansada e vim para casa — Alice responde na maior tranquilidade.

Não se pode mais confiar nas amizades de hoje.

— Bom... O "Deus grego" — faço aspas com as mãos — me trouxe em casa ontem -— elas me encaram com uma feição de: você fumou orégano? — ele ainda entregou o número dele.

— Vai ligar para ele? — Alice indaga com uma feição curiosa enquanto se sentava na cama junto a Luiza.

— Óbvio que não — Luiza me olha arqueando a sobrancelha — eu vou morrer de vergonha, eu estava muito bêbada garota, ainda pedi mais um beijo. Se a gente se encontrar novamente claramente vou querer me enterrar, eu com álcool no meu sangue sou muito mais extrovertida e posso ser mais divertida do que sã. — Aquilo era verdade, quando estava totalmente limpa de bebidas eu me tornava aquelas adolescentes que quer morrer toda hora que lembra sobre um futuro, e tem cinco surtos a cada dia por coisas grandes como uma discussão com os pais, até um surto de fanfic que você ler.

A Condenada [REVISANDO]Onde histórias criam vida. Descubra agora