Capítulo XXIX

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O governo de Voldemort havia começado e terminado em uma noite.

Ele limpou a bagunça como lhe pediram e alimentou Nagini com o cadáver de sua madrasta.

Eles foram para casa, isto é, para a sala dos Gaunt, dentro da casa de Grimmauld.

Tom parou de fingir para Remus que o quarto era proibido para ele e ele pensou que talvez ele fosse dar uma cabeçada no homem em forma humana, mas Remus foi simplesmente tentado demais no dia seguinte e precisava descansar. Além disso, ele sabia que Harry e Tom eram casados, e ele havia oficialmente parado de se preocupar que Tom pudesse entrar na sala ,não parecia importar mais no esquema das coisas.

Tom pensou que as coisas seriam simples então. Seu aniversário foi muito, muito em breve.

Mas Harry ficou ocupado lidando com as consequências políticas dos eventos das noites anteriores, do senhorio e o que aconteceu com a mansão.

Tom tinha assuntos a resolver também. Seu pai seria enterrado com sua mãe e Tom também fora declarado morto e seria enterrado com eles. Para o mundo ele estava morto, mas para ele era um novo começo. Algum primo aleatório ficaria com a mansão, mas Tom não se importava. Todo mundo estava na casa de Grimmauld. Ele, Harry, Remus Lupin, Hermione Granger e Ronald Weasley.

Tom havia terminado seus negócios, mas Harry tinha muito mais a fazer. No dia 30, Tom estava começando a se sentir um pouco ignorado. Foi perturbador. Ele havia limpado bem o derramamento de sangue, não tinha? Os terrenos limpos vistos pela manhã nem demonstravam evidências de que alguma vez houve batalhas naquele local.

Tom pegou Harry sozinho em um corredor e atraiu sua atenção com uma confissão falada.

-"Eu sempre vou querer sangue."- Tom disse. Ele até queria isso neste exato momento. -“O sangue que eu tenho agora não é o mesmo que eu tinha ao nascer.”- E cada dia ele adicionava mais à coleção. Foi doado sangue e nenhuma vida foi tirada, mas ele bebeu mesmo assim. -“Quero o sangue de todos nesta cidade, neste país, neste mundo. A minha é uma alma manchada que não pode ser limpa."-

-"Eu sei."- Harry disse. -"E eu vou guiá-lo para descansar."-

-"E eu vou garantir que você não tenha paz."- Ele disse, levantando Harry e o carregando em seus braços.

-"Você não precisou verbalizar o que fez por anos com suas ações."- Harry comentou.

Ron esbarrou neles no corredor neste momento e Tom franziu a testa. Realmente esse homem teve o pior momento, mas já se foram os dias em que Tom poderia simplesmente matar as pessoas que o desagradavam. E ele odiava admitir, mas Ronald ... era como ... um amigo.

-"Está na hora do jantar."- Ron os informou.

Tom Riddle, também conhecido como Vampiro Lord Voldemort, sorriu. 

-"Estou segurando meu jantar."-

Harry deu uma cotovelada no rosto nele. Ele lembrou a Tom que ele poderia convocar sua espada de prata a qualquer momento. Mas Harry não fez nenhum esforço para realmente fazer a ação.

Ron seguiu em frente, no caso de suas travessuras loucas serem contagiosas.

[...]

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