Capítulo XXVII

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Os soldados que estavam de guarda já estavam com nervos muito desgastados. Eles apontaram suas armas para qualquer som, embora estivessem em uma área em que as criaturas das Trevas não haviam se reunido em uma massa tão grande. Só sabia muito bem agora que, mesmo que eles não os vissem, os monstros estavam lá fora.

Houve um estalo alto na direção da floresta que fez o grupo pular. Era questão de serem contratados pela Senhora da mansão que eles tinham que cumprir sua obrigação de verificar a fonte do distúrbio. Eles reclamaram dela e de como ela falhou em manter os monstros afastados. De fato, no momento em que reivindicou a casa e as terras do falecido Lorde Riddle, as noites se transformaram em sobrevivência e batalha.

Eles sortearam e um infeliz veterano teve que checar. Ele resmungou e xingou, mas tinha mais experiência do que tudo. Talvez ele sobrevivesse.

Ele imediatamente se arrependeu quando chegou ao local.

À luz da lua cheia, ele podia ver que havia uma poça de sangue e nela havia uma grande serpente no meio de engolir toda a perna de um homem.

A cobra fez exatamente isso e o homem se virou para fugir, mas já era tarde demais.

-“L-Lord Riddle.”- O soldado disse, ao ver os olhos vermelhos, como se dar ao homem o título de seu pai morto apaziguasse sua ira.

-"Você está se referindo a um homem morto."- Tom disse, e realmente ele poderia estar falando de si mesmo e de seu pai. Seu tom deixou claro que o soldado também seria um e ele fez exatamente isso.

[...]

Tom olhou para a poça de sangue em que Nagini havia consumido sua refeição. Ele também queria fazer uma refeição. Ele já tinha o sangue de Harry, mas agora que a substância era conhecida por ele, seu eu ganancioso ansiava por mais.

Havia uma fome no estômago e uma sede nessa garganta. Mais sangue, mais e mais ... Harry era requintado, mas agora qualquer um faria, não importa o sabor. O conhecimento estava aberto para ele. Sangue e o poder que dava. Houve consequências. Harry fez a escolha de matá-lo ou alimentá-lo, e fez o último. Tom não queria que fosse errado, mas a dor o consumia. Ele sabia que poderia fazer isso desaparecer comendo - bebendo! Mas se ele fizesse isso, a última parte dele que contava como pessoa desapareceria. Harry disse que ele era uma pessoa. Mas ele era monstro. Na sua base, apenas um animal governado pelo instinto. Tom sabia que ele continuaria como Dumbledore havia dito, comendo tudo, engolindo o mundo inteiro - destruindo e devorando, circulando-o até que não restasse nada a não ser ele próprio.

Ele arrancou as ataduras que não precisava mais e observou como absorvia o sangue no chão.

Tom se afastou e voltou para Harry, que estava esperando com o casal.

No momento em que Tom voltou à vista, houve um uivo que todos ouviram. Tom e Harry fizeram contato visual e eles estavam pensando a mesma coisa. Remus Lupin. Era uma noite de lua cheia.

-"Vá encontrá-lo e leve os dois com você."- Tom disse, pois Ron e Hermione tinham armas carregadas com balas de prata. -"Eu cuidarei das criaturas e soldados."-

-"Tom ..."- Harry disse, claramente relutante em deixar Tom sair sozinho.

-"Eu sou muito mais poderoso agora."- Tom disse assegurando.

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