Bakugo arregalou os olhos antes de correr o máximo que podia até Midoriya. O carro que vinha em alta velocidade tentou freiar mas seus pneus continuaram derrapando no asfalto, cada vez mais perto do corpo de Midoriya. Se jogou para frente e num ato desespero agarrou o menor pela cintura.
Midoriya voou para trás, deixando cair sua caixa de tênis no meio da rua no exato momento que o carro vermelho atravessou o mesmo lugar aonde antes estava, mas não antes de esmagar seus tênis e levar também a pulseira de Bakugo, a rasgando em duas.
As tiras do que um dia fora uma pulseira voaram com o vento causado pelo carro, se espalhando pelo chão.
Midoriya ainda com alguma lágrimas nos olhos, olhou tudo paralisado. Sentiu uma mão agarrando sua cintura por trás protetoramente. Olhou para trás e viu Bakugo com a cabeça encostada em sua nuca, respirava sem folêgo. Sentiu que o coração do maior batia forte e descontrolado.
Corou ao sentir aquelas borboletas voado em seu estômago novamente. O corpo do maior estava tão perto...
Midoriya continuaria paralisado se o motorista do carro não chegasse e começasse a lhe dar uma bronca, fazendo Bakugo o soltar ainda em estado de choque.
- Menino! Olha por onde anda! - disse o homem de longos cabelos loiros e olhos verdes. - Que susto me deu!-suspirou nervoso. - Você poderia ter morrido! - disse ele num tom desaprovador.
Midoriya lhe pediu desculpa e disse que prestaria mais atenção da próxima vez. Gaguejou em todas as palavras, claro.
Quando finalmente o motorista se foi deixando-lhes uma garrafa d'água para se acalmar do susto, Midoriya percebeu Bakugo parado em pé de cabeça baixa na mesma posição em que havia o deixado.
- Obrigado, Kacchan - disse o menor.
Chegou perto do loiro que, agora que Midoriya olhara bem estava tremendo.
- Kacchan? - o chamou mas o garoto pouco se mexeu. - Você está bem?
O que teria acontecido?
Olhou para o chão aonde o maior observava. Viu que ele olhava as tiras no chão. A pulseira!
Midoriya arregalou os olhos.
- Ka-Kacchan... Eu... m-me desculpe... - disse baixo.
Bakugo ergueu a cabeça e o olhou. Estava triste, era notável, mas mesmo assim sorriu de lado. Andou até si e o abraçou.
- E-eu fiquei tão preocupado... - sssurrou o outro tremendo. - Eu pensei que... Iria te perder... - o maior parecia se segurar para não chorar. - M-me desculpe... E-eu sou um idiota... - grunhiu - Você se machucou? - se afastou dando uma olhada no corpo do outro.
- E-eu estou be-bem... - respondeu. - Só os tê-tênis que estão de-destruídos...- adicionou olhando a outra bolsa de roupas intacta no chão ao seu lado.
Bakugo sentiu um pouco de satisfação por aquilo.
- Me desculpe por aquilo... - suspirou - Eu não sei aonde estava com a cabeça.
- E-está tudo bem...-respondeu.
- Que bom que está bem... Vamos para casa? - o chamou pegando sua mão.
- Mas... E a s-sua pulseira? - perguntou o esverdeado.
Bakugo olhou as tiras no chão.
- Não tem importância. - suspirou. -Ninguém se importa com ela mesmo. -disse por fim.
Midoriya se sentiu mal pelo maior.
(•••)
Naquela tarde Bakugo, o deixou em casa e pediu desculpas novamente por ter sido rude com o mesmo. Midoriya aceitou e entrou para dentro de casa.
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A Silent Voice
FanfictionBakugo sempre foi um garoto difícil. Sempre arrumava uma briga na escola. Mas daquela vez foi diferente. E não porque Midoriya era o aluno novo da sala. E sim porque ele era surdo. {+18 apenas pelo Yaoi}
